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Ciência de Dados

Ferramenta matemática ajuda a planejar isolamento intermitente em SP

Modelo aponta momentos em que cada cidade poderia ter mais ou menos restrições

 

Medidas de controle são fundamentais para resguardar o sistema de saúde diante da pandemia de Covid-19. O protocolo de distanciamento social tem sido adotado na maior parte dos países e também no Brasil. Pesquisadores unem esforços e utilizam a matemática para estudar algumas questões: Por quanto tempo o protocolo deve ser mantido para se evitar o colapso do sistema de saúde? Cientes de que a evolução da doença não se encontra no mesmo estágio em todas as cidades e que a capacidade hospitalar varia muito em cada região, deve-se implantar o mesmo protocolo de distanciamento de forma homogênea em todas cidades e no mesmo momento? Deve-se amenizar o protocolo também de forma homogênea em todo o estado?

O grupo denominado ModCovid19, formado por uma parceria entre pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, da USP São Carlos (ICMC), Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica, da Unicamp Campinas (IMECC), do Instituto de Matemática Pura e Aplicada do Rio de Janeiro (IMPA) e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), foi atrás das respostas e chegou a modelos matemáticos capazes de simular diversos fenômenos e comportamentos ligados à pandemia.

Apoiados pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e com financiamento do Instituto Serrapilheira, os professores Paulo J. S. Silva, do IMECC/Unicamp, Tiago Pereira e Luís Gustavo Nonato, do ICMC/USP, desenvolveram um sistema que permite avaliar quando e com qual intensidade o protocolo de distanciamento deve ser implantado em cada cidade individualmente a fim de evitar o colapso do sistema de saúde. “O modelo leva em consideração fatores importantes na transmissão da infecção, como a proporção de pessoas que comutam diariamente entre cidades, a disponibilidade de leitos, além é claro, do número de casos de Covid-19 registrados em cada cidade”, comenta Luis Gustavo Nonato.

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Ele utiliza a figura acima para explicar: “Considere, hipoteticamente, que o número de leitos em São Paulo é capaz de atender até 1.5% da população infectada, enquanto que a disponibilidade de leitos em São José do Rio Preto e em Osasco é a metade da de São Paulo, logo, tais cidades poderiam suportar até 0.75% de sua população infectada em um dado momento. De acordo com o exemplo hipotético, que assume um nível de distanciamento social semelhante ao implantado atualmente no estado, o sistema de saúde de São Paulo iria colapsar a partir do início de junho, superando esta situação apenas em meados de agosto  (linhas verde pontilhadas). São José do Rio Preto e Osasco entrariam em colapso no final de junho, permanecendo nesta condição até a primeira quinzena de setembro  (linhas cinzas pontilhadas)”.

Utilizando o modelo matemático para estimar quando e com que rigor o distanciamento deve ser aplicado em cada cidade a fim de evitar o colapso do sistema de saúde, obtém-se como resultado os períodos e intensidade de distanciamento representados nesta outra figura que mostra a simulação do exemplo hipotético para algumas das principais cidades de São Paulo.

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A linha preta representa a previsão de pessoas infectadas e as cores, os níveis de controle classificados como abertura total (azul claro), baixo (verde), moderado (azul), elevado (amarelo), alto (laranja) e severo (vermelho). 

A simulação mostra que São Paulo deveria impor um período de distanciamento de alto a severo até a segunda semana de julho, passando a moderado por 30 dias, finalizando então o protocolo de distanciamento a partir da metade de agosto. Note que com o controle adequado do distanciamento, o sistema de saúde não colapsaria e a abertura total se daria apenas quinze dias depois do final do colapso previsto no exemplo inicial. Osasco deveria impor um período de distanciamento alto até início de agosto, iniciando então períodos quinzenais intercalados de distanciamento severo seguidos de abertura total. Já São José do Rio Preto, demandaria um período longo de distanciamento severo e alto, que vai do final de maio até meados de outubro. Ou seja, a cidade de São Paulo poderia relaxar o período de distanciamento bem antes de Osasco e Rio Preto, sendo que Osasco poderia iniciar o distanciamento intermitente meses antes que Rio Preto.

Os cenários são bem distintos em cada cidade e trazem parâmetros para que medidas de restrição sejam adotadas de acordo com cada município.

No entanto, um dos autores desta pesquisa, Paulo J.S. Silva, observa que tais medidas devem ser orquestradas. “O estudo sugere que, de posse de dados confiáveis, é possível desenhar protocolos eficientes para a mitigação da Covid-19 nas cidades que consideram o que está ocorrendo em outras localidades com objetivo de evitar que toda economia do estado fique paralisada ao mesmo tempo. Acreditamos que esse modelo matemático é capaz de ajudar os governos e tomadores de decisão a balancear qual seria o melhor protocolo a ser adotado a fim de controlar a propagação da epidemia, levando também em conta os interesses econômicos e a ocupação dos leitos hospitalares. É preciso observar que a eficácia depende de decisões planejadas e as ações precisam ser vistas como um todo, levando em consideração o conjunto de todas cidades, ou regiões”, diz.

O grupo ModCovid19 trabalha em outras frentes de pesquisas que auxiliem no controle do novo coronavírus no Brasil. Este e outros trabalhos estão sendo reunidos em um website de apoio a gestores, população e comunidade científica.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Pesquisa analisa distribuição de processos no Supremo Tribunal Federal

Um dos autores, Julio Stern utiliza técnicas matemáticas para sugerir transparência

 

Como é decidido qual ministro do Supremo Tribunal Federal vai julgar qual processo? A distribuição dos processos no STF ou em qualquer tribunal tem que seguir o pressuposto de que o juiz não escolhe que casos vai julgar e as pessoas não decidem que juízes julgarão seus casos.

As regras constam de regimentos internos. E também são analisadas por uma pesquisa intitulada “Avaliando a aleatoriedade em caso de atribuição: o estudo de caso do Supremo Tribunal Brasileiro”, que tem como um dos autores o pesquisador do CEPID- CeMEAI Julio Michael Stern, professor do IME/USP.

Uma das justificativas do estudo se baseia no fato de que, nos sistemas judiciais dos países ocidentais modernos, os procedimentos aleatórios são empregados para selecionar o júri, a corte e/ou o juiz encarregado de julgar um caso legal. “Portanto, esses procedimentos aleatórios desempenham um papel importante no decorrer de um caso e devem cumprir alguns princípios, como transparência e auditabilidade completa”, diz o resumo da pesquisa.

“No entanto, esses princípios são negligenciados por procedimentos aleatórios em alguns sistemas judiciais, que são realizados em sigilo e não são auditáveis pelas partes envolvidas”, observa Julio.

Ainda segundo ele, a distribuição de casos no Supremo Tribunal Federal é um exemplo de tal procedimento, pois é realizada por meio de procedimentos desconhecidos para as partes envolvidas nos processos judiciais.

O artigo, com publicação na Law, Probability & Risk, da Oxford Academic, apresenta uma revisão de como o Sorteio tem sido empregado historicamente.

No vídeo, o pesquisador explicou o estudo.

 

Pesquisa analisa distribuição de processos no Supremo Tribunal Federal

A distribuição dos processos no STF ou em qualquer tribunal tem que seguir o pressuposto de que o juiz não escolhe que casos vai julgar e as pessoas não decidem que juízes julgarão seus casos. O professor Julio Stern, do IME-USP e pesquisador do CEPID - CeMEAI, é um dos autores de um estudo de como essa aleatoriedade tem sido empregada historicamente. Entenda:

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quinta-feira, 23 de abril de 2020

 

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O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Pesquisa analisa relação entre o crime e infraestrutura ao redor das escolas

Modelo também está sendo aplicado em São Carlos por um convênio com a Prefeitura

 

Pesquisa analisa relação entre o crime e infraestrutura ao redor das escolas

Um trabalho que conta com a participação de pesquisadores do CEPID - CeMEAI em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP busca entender a relação entre os padrões de criminalidade e as características de cada região da cidade de São Paulo. Conheça melhor o estudo, que já está sendo aplicado em São Carlos/SP:

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça-feira, 17 de março de 2020

 

Entender a relação entre os padrões de criminalidade e as características de cada região da cidade de São Paulo é o tema central de uma pesquisa orientada pelo pesquisador Afonso Paiva Neto do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) e que conta com colaboração de Luis Gustavo Nonato em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência (NEV).

A aluna de doutorado Jaqueline Alvarenga Silveira trabalhou com dados reais fornecidos pelo NEV e que deram suporte para um estudo direcionado à análise específica das atividades criminosas ao redor das escolas.

“O nosso maior objetivo neste trabalho era entender essa relação entre a criminalidade e infraestrutura no entorno dos grupos de escolas analisados para poder ajudar os formuladores de políticas públicas em suas decisões”, diz Jaqueline.

“Desenvolvemos um mecanismo analítico versátil baseado na decomposição de tensor para extrair padrões de várias fontes de dados, permitindo o agrupamento de escolas de acordo com esses padrões. Mais especificamente, reunimos indicadores socioeconômicos, informações sobre infraestrutura urbana e histórico criminal envolvendo mais de seis mil escolas na cidade de São Paulo. O modelo permitiu combinar e extrair os padrões mais representativos para cada grupo de escolas”, explica.

Entre as conclusões obtidas Jaqueline cita o fato de existir uma relação direta entre o aumento do número de ponto de ônibus e bares e o aumento de crimes, especialmente o crime transeunte. “Identificamos, por exemplo, padrões que mostram que existe roubo de carro no período da tarde no entorno de grupos de escolas. Uma explicação para isso se deve justamente por conta do congestionamento de carros gerado na saída das aulas”.

O orientador de Jaqueline, Afonso Paiva Neto, lembra que outras tantas variáveis podem ser concluídas por intermédio dessa ferramenta, auxiliando nas tomadas de decisões dos gestores públicos. “O trabalho pode auxiliar em políticas de segurança nas escolas que já existem e também no planejamento de novas unidades a serem construídas”, comenta.

Segundo ele, o próximo passo da pesquisa é evoluir para a relação entre violência no entorno das escolas e desempenho dos alunos.

O município de São Carlos, no interior de São Paulo já está sendo beneficiado pela pesquisa. Um convênio foi firmado com a Prefeitura Municipal e irá auxiliar a Secretaria de Segurança Pública a melhorar a segurança nas escolas.

 

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Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

Como a matemática pode auxiliar em políticas de controle

 

O que o coronavírus tem a ver com matemática? Se pensarmos que toda epidemia é também um sistema complexo, uma rede que conecta pessoas e dissemina a doença, muita coisa! Por meio de equações e modelos matemáticos, é possível calcular a magnitude de uma epidemia e como ela se comporta entre as pessoas infectadas.

Especialista nessa área, Francisco Rodrigues, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), tem importantes trabalhos com cooperação internacional que tentam controlar ou minimizar, por meio de modelagem matemática, os impactos de uma epidemia, visando, entre outras aplicações, auxiliar em ações de controles epidemiológicos.

Ele analisou o coronavírus. Confira a entrevista:

 

Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

O que o coronavírus tem a ver com matemática? Se pensarmos que toda epidemia é também uma rede que conecta pessoas e dissemina a doença, muita coisa! O professor Francisco Rodrigues, do Icmc Usp e pesquisador do CEPID - CeMEAI, desenvolve trabalhos na área e analisou a mais nova ameaça à saúde mundial. Confira:

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

iSports é ampliado e ajuda a identificar talentos no judô

App analisa desempenho de atletas da Confederação Brasileira

 

Foto início iSports Judô editada 

 

Procurados pelo instrutor consultivo da Confederação Brasileira de Judô, Marcus Agostino, pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC- USP) que desenvolveram o iSports, com apoio Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), aceitaram o desafio de ampliar a pesquisa, inicialmente com foco na identificação de talentos no futebol, para esta outra modalidade esportiva.

A atual responsável pelo projeto coordenado por Francisco Louzada Neto, Caroline Godoy, explica que a ideia da Confederação inicialmente era automatizar a coleta de dados que já é feita, acrescentando algum tipo de análise estatística que diferenciasse os talentos neste esporte.

“A ideia é a mesma do trabalho desenvolvido com o futebol (coleta, análise e identificação de talento) o que mudou foi o tipo de variável coletada, pois é outro esporte e a visualização do aplicativo que estamos desenvolvendo”, explicou.

Ainda segundo a pesquisadora, a análise teve início pelos atletas do sub-20 que tiveram os dados coletados em competições brasileiras. “Após o recebimento desses dados, estamos analisando variáveis com informações físicas e técnicas para identificar características como desempenho do judoca e habilidades em luta”.

Dados da Confederação estimam que o Brasil tenha mais de dois milhões de praticantes de judô, sendo 10% desse total, atletas profissionais. O judô está entre os dez esportes mais praticados do país.

“O iSports Judô pode auxiliar automatizando e agilizando a coleta de informações que já são feitas nas competições, oferecendo uma descrição completa do atleta que poderá verificar seu desempenho e compará-lo com os demais competidores. O programa poderá também abrir portas para atletas não profissionais acompanharem seus desempenhos pelo aplicativo onde eles poderão inserir suas informações, ter respostas e compará-las”, comentou.

“A ideia deste trabalho que foi remodelado e ampliado é proporcionar controle e acompanhamento do desempenho do atleta profissional, bem como a identificação de talentos e proporcionar um App para os não profissionais se compararem com os principais atletas do país”, resumiu Caroline.

Além da coordenação de Louzada e Caroline, o grupo que trabalha neste projeto é formado pelo Prof. Dr. Anderson Luiz Ara Souza (Docente UFBA), Marcos Jardel Henrique (Aluno de Doutorado em Estatística UFSCar/ICMC-USP), Gustavo Zabotto (Aluno Graduação), Júlio Trevisan Centanin (Aluno Graduação), Vinícius Loureiro Siqueira (Aluno Graduação) e
Wesley Da Silva (Aluno Graduação).

Além de receber o apoio do CeMEAI, o projeto também faz parte do ICMCIn, coordenado pela professora Solange Rezende, cujo objetivo é disponibilizar espaço e apoio para uma pré-incubação e/ou uma formação empreendedora para projetos de inovação.

 

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Sistema pode auxiliar municípios no enfrentamento das enchentes

Tecnologia monitora rios e aponta soluções para segurança da população

 

 

São Carlos, interior de São Paulo, onde está localizado o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), viveu, nesta semana, uma das piores enchentes dos últimos anos. As imagens mostram o problema em tempo real por intermédio de sensores e câmeras instalados em dois dos pontos mais críticos e que fazem parte de um sistema de monitoramento baseado em Intenet das Coisas.

Liderada pelo professor Jó Ueyama, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC- USP), com colaboração dos professores João Porto de Albuquerque (Universidade de Warwick), Mario Eduardo Mendiondo (EESC/ICMC) e dos alunos Sidgley Camargo de Andrade (Doutorando no ICMC - USP),  Thiago Aparecido Gonçalves da Costa (Mestrando no ICMC - USP) e Lucas Augusto Vieira Brito (Mestrando no ICMC - USP), a pesquisa é capaz não apenas de detectar enchentes e o nível de poluição de rios, como pode avisar a população, via aplicativo de celular, sobre os eventuais riscos.

O sistema é chamado e-NOE e funciona por meio da Intenet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial. Leia mais e assista o vídeo.

“Diferentemente da hidrometria convencional, em que os dados só são coletados quando o usuário vai até a estação para extraí-los, na IoT as informações são transmitidas em tempo real para os interessados. O próprio sistema pode emitir automaticamente alertas de enchentes em tempo-real usando a tecnologia de comunicação sem fio como o 3G”, explica Jó Ueyama.

Ainda segundo ele, a tecnologia já se encontra registrada no INPI e à disposição de prefeituras e órgãos interessados em utilizar o sistema. “Nós da universidade temos o dever de criar novas  tecnologias que possam beneficiar a população e cabe ao poder público ou empresas privadas o uso das mesmas. Há um showcase da tecnologia instalada em São Carlos; e a mesma está pronta para auxiliar os municípios em políticas públicas no enfrentamento dessas enchentes que trazem tantos danos não apenas materiais, mas que até tiram vidas”, disse Jó.

A tecnologia apoiada pelo CeMEAI já foi replicada e está em funcionamento no município de Rio do Sul, cidade catarinense onde a população já recebe alertas e é orientada pela Defesa Civil com esta mesma tecnologia. Veja na reportagem.

 

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Delegação americana compartilha conhecimentos sobre o tinnitus

CeMEAI apoia pesquisa que busca melhor protocolo de tratamento para doença

 

Delegação americana compartilha conhecimentos sobre o tinnitus

Uma delegação americana da University of Illinois at Chicago visitou o São Carlos e Ribeirão Preto para conhecer os avanços de uma pesquisa relacionada ao zumbido no ouvido e apoiada pelo CEPID - CeMEAI. Saiba mais: https://bit.ly/35eDgmg

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

 

Uma delegação americana da University of Illinois formada por Fatima Husain, Somayyeh Shahsavarani e Rafay Ali Khan, do Auditory Cognitive Neuroscience Lab esteve no dia 25 de novembro na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP e no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP) para conhecer os avanços de uma pesquisa apoiada pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) relacionada ao tinnitus.

Dados da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ) demonstram que cerca de 20% da população, ou seja, mais de 28 milhões de brasileiros convivem com a doença tinnitus, popularmente conhecida no Brasil como zumbido no ouvido.

O distúrbio é estudado em uma pesquisa desenvolvida pelo iraniano Iman Ghodratitoostani, que é orientado pelo pesquisador do CeMEAI, Alexandre Delbem.

O objetivo do trabalho caminha para construir um modelo de funcionamento do cérebro de uma pessoa que tem o problema do zumbido, com intuito de auxiliar os profissionais da área na busca pelo tratamento.

Uma nova parceria com a University of Illinois pode contribuir com os resultados e teve início com a visita da delegação ao Brasil.

 

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Trabalho sobre controle estatístico de processos é premiado

Best Poster Award foi conquistado em Conferência Internacional de Salvador

 

Recebimento Prêmio 2nd CSDS

Foto: Divulgação/Facebook 2nd CSDS

 

 

O artigo intitulado "New statistical process control chart for overdispersed count data based on the Bell distribution" recebeu o Best Poster Award on Statistics and Data Science na 2ª Conferência em Estatística e Ciência de Dados, realizada em Salvador - BA, entre os dias 18 e 20 de novembro.

Submetido pelo aluno de mestrado Laion Lima Boaventura, que é orientado pelo professor Paulo Henrique Ferreira da Silva, na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), o trabalho, relacionado a controle estatístico de processos empresariais, também tem participação do Coordenador de Transferência Tecnológica do CeMEAI Francisco Louzada Neto e colaboração do aluno de pós-doutorado Pedro Luiz Ramos (ICMC/USP) e da professora Rosemeire Leovigildo Fiaccone (UFBA).

“Neste artigo, apresentamos uma nova ferramenta gráfica que pode auxiliar empresas e diferentes áreas de atuação interessadas em monitorar e melhorar a qualidade de processos, produtos e serviços por intermédio da análise de dados estatísticos. Essa ferramenta se mostrou útil e interessante em relação aos modelos usuais”, explica Paulo.

Segundo ele esta é uma área muito promissora e que tem chamado a atenção de outros alunos e professores interessados em trabalhar com a temática. “Já demonstramos aplicações nas áreas de economia e finanças, temos projetos em andamento para o esporte/futebol e também já estudamos processos com dados reais em saúde”, conta.

Este foi o segundo prêmio do ano. No dia 01 de novembro, o trabalho foi reconhecido como melhor pôster no Led Date, um encontro - também na Bahia, sobre Estatística e Data Science. O trabalho submetido para este outro prêmio é relacionado ao estudo de dados sobre malária na Amazônia Legal, trazendo importante contribuição.

“Todo prêmio é um reconhecimento ao trabalho que temos feito em parcerias inéditas, muitas delas, entrelaçadas pelo professor Louzada e de grande valia. Parabenizo o Laion pelo empenho, organização e maturidade demonstrados durante a produção do artigo. Agradeço ainda a professora Rosemeire pela participação em mais esta conquista conjunta e aos parceiros Louzada e Pedro Ramos, cujo envolvimento e atuação possibilitaram a elevação do nível de excelência e qualidade da pesquisa”.

 

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Projeto apoiado pelo CeMEAI com gestantes é selecionado em chamada do SUS

Coordenado por Gleici Perdoná, estudo auxilia com instrumento que mede a atividade física

 

frame gleici

 

 

O projeto “Assistente virtual para gestantes: acompanhamento da atividade física”, que tem o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e é coordenado pela Professora Gleici da Silva Castro Perdoná, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), foi uma das 15 propostas selecionadas pelo Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da FAPESP, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o Ministério da Saúde (MS) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para o Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde – PPSUS.

Lançada em dezembro de 2018, a chamada visa apoiar atividades de pesquisa, mediante o aporte de recursos financeiros a projetos que promovam o desenvolvimento científico, tecnológico ou de inovação da área de saúde visando ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de São Paulo.

A chamada contempla três grandes eixos e linhas temáticas, considerados áreas prioritárias: Redução da morbimortalidade por doenças e agravos prioritários no Estado de São Paulo; Gestão de Sistemas de Saúde e Tecnologia e inovação no SUS.

O trabalho coordenado por Gleici está relacionado ao terceiro item, no tema “Incorporação de tecnologias de comunicação na saúde (incluindo tecnologias móveis)” na linha temática: “Pesquisa aplicada de campo com fins tecnológicos”.

“Este projeto tem como objetivo desenvolver um assistente virtual, em língua portuguesa, com exemplos de funcionalidades de gestão da saúde para monitoramento de medida da Atividade Física para gestantes atendidas pelo SUS na cidade de Ribeirão Preto-SP”, explicou Gleici.

Segundo a pesquisadora, os métodos utilizados serão desenvolvidos em duas etapas. “Essas etapas incluem a construção de instrumento indireto (questionário) para quantificar a atividade física e a construção do assistente virtual para o monitoramento e validação do instrumento tipo acelerômetro”.

“Esse estudo se justifica pela ausência de um instrumento válido no Brasil voltado especificamente para gestantes brasileiras atendidas pelo SUS, o que dificulta para os profissionais de saúde quantificar realmente o nível de atividade física nessa população. Portanto, é importante a construção de instrumentos que possam caracterizar como uma determinada população (gestantes atendidas pelo SUS) se encontra em termos de Atividade Física (sedentária ou ativa) para poder definir possíveis fatores de risco para desfechos na gravidez de forma a contribuir para melhoria da saúde da mulher e do bebê”, esclareceu.

“Esse projeto aprovado envolve uma importante interface entre a tecnologia e a saúde. Agradeço a colaboração e apoio do CEPID/CEMEAI para as pesquisas nesta área que teve papel fundamental para alcançar mais este resultado positivo”.

Gleici tem outras pesquisas que usam estatística para reduzir mortalidade materna e perinatal.

 

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USP lança MBA inédito em Ciências de Dados

Programa abre inscrições no próximo dia 16 de setembro

 

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Profissionais da área de Ciências de Dados agora têm uma nova oportunidade de capacitação e desenvolvimento profissional. A partir do próximo dia 16 de setembro, a USP, junto ao Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), abrirá as inscrições para um MBA em Ciências de Dados.

O curso é o primeiro da área a ser oferecido a distância por uma universidade pública e conta com a maior equipe de cientistas da computação, estatística e matemática aplicada do Brasil. A duração do curso é de um ano – as aulas terão início no próximo mês de janeiro e vão até dezembro.

“Estamos muito empolgados em oferecer um MBA em Ciências de Dados com a qualidade USP. O curso vem para suprir uma demanda de vários segmentos do mercado perante a nova era da informação digital, com bancos de dados imensos e complexos. O modelo do MBA foi pensado para atender de forma exata essas necessidades industriais, oferecendo um curso com uma estrutura fit, modular e integrada”, comemora Francisco Louzada, professor titular do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos e coordenador do MBA.

Durante o curso, os alunos terão a possibilidade de aprender fundamentos de ciências de dados, metodologias estado-da-arte na área e criar projetos que desenvolvam suas habilidades teóricas e práticas. O MBA ainda permite que os inscritos resolvam, durante o decorrer do curso, um problema real da empresa onde trabalham, sempre acompanhados por tutores com vasta experiência em projetos que aproximam a academia do mercado de trabalho.

As inscrições do MBA em Ciências de Dados USP/CeMEAI vão até o dia 31 de outubro deste ano. As vagas são limitadas e, a partir do dia 16 de setembro, os interessados poderão se matricular pelo site oficial do MBA, que já contém mais informações sobre o curso, como o corpo docente, as disciplinas oferecidas e o investimento.

 

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O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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