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Notícias

Membros do CeMEAI participam de workshop no IMPA

Evento busca aproximar indústria e universidades

 

 

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) sediou, nos últimos dias 13 e 14 de fevereiro, a primeira edição do Workshop Matemática e Indústria. O evento foi organizado pelo próprio Instituto em parceria com o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI).

O Workshop teve como objetivo principal incentivar o diálogo entre as instituições organizadoras e o setor produtivo, em particular com as áreas de energia e de finanças, apresentando ferramentas matemáticas existentes para resolução de problemas concretos da indústria.

Na quinta-feira (13), o foco do Workshop foram as áreas de petróleo e energia. O CeMEAI foi apresentado aos participantes do evento pelo diretor José Alberto Cuminato. Além dele, representaram o Centro os pesquisadores Luis Gustavo Nonato, que falou sobre a utilização da Ciência de Dados na melhoria de políticas públicas na área da segurança, Francisco Louzada, que comentou o desenvolvimento de metodologias e métricas de confiabilidade de equipamentos de construção de poços, Fabrício Simeoni de Sousa, que apresentou um trabalho de métodos multiescala para a simulação de escoamentos incompressíveis em reservatórios carstificados, e Claudia Sagastizábal, que falou sobre respostas da matemática industrial à gestão de riscos em ambiente competitivo.

 

 

O primeiro dia de evento também recebeu representantes de instituições como Petrobras, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além do IMPA.

A sexta-feira (14) foi voltada a trabalhos relacionados a ciências matemáticas, finanças e mercado. Os professores André Carvalho e Tiago Pereira foram os representantes do CeMEAI - a apresentação de Carvalho abordou a Ciência de Dados e o aprendizado de máquina, enquanto Pereira falou sobre a revelação de transições críticas a partir de dados. Membros da Stone.Co, da Hurb, da McKinsey & Company e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) também participaram das apresentações do segundo dia do workshop.

Depois das exposições, todos os participantes se reuniram para discutir os problemas levantados. “Essa interação entre academia e indústria é muito importante. Assim como acontece nos workshops do CeMEAI, a experiência neste evento do IMPA foi muito boa para todas as partes”, comemora Louzada. “Esperamos que surjam cada vez mais eventos deste tipo no Brasil para popularizar as ciências matemáticas e encontrar cada vez mais aplicações práticas que causem impacto na vida das pessoas”, finaliza.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Pesquisadores do CeMEAI discutem próximos passos do Centro

Encontro foi realizado em São Carlos na última sexta-feira (7)

 

 

Na última sexta-feira (7), o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) reuniu cerca de 20 de seus pesquisadores para apresentar projetos recentes, trocar experiências e discutir os pontos levantados pelo comitê internacional que visitou a sede do Centro no fim de 2019 e criou um relatório que aponta os principais avanços e também algumas possibilidades de melhoria.

O encontro foi dividido em duas partes. Pela manhã, os pesquisadores, representantes de diversos institutos da USP, UFSCar, Unesp, Unicamp e do IAE/DCTA, foram recebidos pelo professor José Alberto Cuminato, diretor do CeMEAI, e fizeram apresentações de alguns projetos recentes e de destaque que vêm desenvolvendo.

Além de detalharem projetos de ponta nas áreas de mecânica dos fluidos, otimização e ciências de dados, as exposições foram importantes para a troca de ideias e insights entre os pesquisadores, que, por trabalharem em instituições espalhadas por todo o estado, nem sempre têm a oportunidade de se encontrar pessoalmente para discutir seus trabalhos com os colegas de CeMEAI.

“No CeMEAI, temos um ponto de vista constitutivo. A colaboração entre diferentes áreas e subáreas da matemática e da computação e diferentes instituições e regiões do estado de São Paulo é criativa e a união é maior que a soma das partes. Se nós não pensássemos isso, o Centro não existiria. Pensamos fortemente isso e eu acho que, ao longo dos anos de existência do CeMEAI, isso tem sido confirmado”, comemora José Mario Martínez, professor do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC) da Unicamp e vice-diretor do Centro.

Brevemente, dezenas de projetos foram apresentados e discutidos entre todos os presentes. Da aplicação da matemática à energia elétrica ao estudo do arrasto em aviões, todas as áreas do Centro foram contempladas, o que ajudou ainda mais a dar um panorama completo dos trabalhos desenvolvidos.

No período da tarde, os pesquisadores promoveram discussões sobre o último relatório criado pelo comitê internacional de avaliação.

“Essas observações têm sido importantes para chamar a atenção de algumas questões que estamos preocupados em atender, em construir essa ideia da matemática aplicada à indústria, mas às vezes fogem alguns aspectos por estarmos centrados na atividade principal do projeto. Quando o comitê vem e aponta algumas questões que ainda não tínhamos observado, ele chama a atenção para, na próxima etapa, a gente melhorar mais ainda as atividades que estamos desenvolvendo”, explica Socorro Rangel, professora do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE) da Unesp em São José do Rio Preto.

O professor Lúcio Tunes dos Santos, também do IMECC e coordenador da área de Educação e Difusão do CeMEAI, também se mostrou animado com a reunião. “Essa reunião é ótima, porque é esse tipo de reunião que coloca direções de como as pessoas estão se sentindo dentro do CeMEAI e o que cada um espera para daqui a alguns anos. Acho que vale a pena fazer esse tipo de reunião, ainda mais após uma avaliação do comitê”, reitera.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

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Tem início MBA em Ciências de Dados oferecido pelo CeMEAI

Aulas do curso a distância começaram no último sábado

 

O MBA em Ciências de Dados oferecido pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP) teve início no último sábado é o primeiro da área a ser oferecido a distância por uma universidade pública.

Até dezembro, o curso que conta com uma equipe de cientistas da computação, estatística e matemática aplicada irá oferecer aos 176 alunos selecionados uma oportunidade única de capacitação com o know how USP de educação, propiciando aos participantes além de teoria, transferência tecnológica ao mercado profissional que representam.

Confira mais no vídeo:

 

Tem início MBA em Ciências de Dados oferecido pelo CeMEAI

Oferecido pelo CEPID - CeMEAI e pelo Icmc Usp, o MBA em Ciências de Dados teve início no último sábado e é o primeiro da área a ser oferecido a distância por uma universidade pública. Conheça o programa:

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

Como a matemática pode auxiliar em políticas de controle

 

O que o coronavírus tem a ver com matemática? Se pensarmos que toda epidemia é também um sistema complexo, uma rede que conecta pessoas e dissemina a doença, muita coisa! Por meio de equações e modelos matemáticos, é possível calcular a magnitude de uma epidemia e como ela se comporta entre as pessoas infectadas.

Especialista nessa área, Francisco Rodrigues, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), tem importantes trabalhos com cooperação internacional que tentam controlar ou minimizar, por meio de modelagem matemática, os impactos de uma epidemia, visando, entre outras aplicações, auxiliar em ações de controles epidemiológicos.

Ele analisou o coronavírus. Confira a entrevista:

 

Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

O que o coronavírus tem a ver com matemática? Se pensarmos que toda epidemia é também uma rede que conecta pessoas e dissemina a doença, muita coisa! O professor Francisco Rodrigues, do Icmc Usp e pesquisador do CEPID - CeMEAI, desenvolve trabalhos na área e analisou a mais nova ameaça à saúde mundial. Confira:

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

iSports é ampliado e ajuda a identificar talentos no judô

App analisa desempenho de atletas da Confederação Brasileira

 

Foto início iSports Judô editada 

 

Procurados pelo instrutor consultivo da Confederação Brasileira de Judô, Marcus Agostino, pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC- USP) que desenvolveram o iSports, com apoio Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), aceitaram o desafio de ampliar a pesquisa, inicialmente com foco na identificação de talentos no futebol, para esta outra modalidade esportiva.

A atual responsável pelo projeto coordenado por Francisco Louzada Neto, Caroline Godoy, explica que a ideia da Confederação inicialmente era automatizar a coleta de dados que já é feita, acrescentando algum tipo de análise estatística que diferenciasse os talentos neste esporte.

“A ideia é a mesma do trabalho desenvolvido com o futebol (coleta, análise e identificação de talento) o que mudou foi o tipo de variável coletada, pois é outro esporte e a visualização do aplicativo que estamos desenvolvendo”, explicou.

Ainda segundo a pesquisadora, a análise teve início pelos atletas do sub-20 que tiveram os dados coletados em competições brasileiras. “Após o recebimento desses dados, estamos analisando variáveis com informações físicas e técnicas para identificar características como desempenho do judoca e habilidades em luta”.

Dados da Confederação estimam que o Brasil tenha mais de dois milhões de praticantes de judô, sendo 10% desse total, atletas profissionais. O judô está entre os dez esportes mais praticados do país.

“O iSports Judô pode auxiliar automatizando e agilizando a coleta de informações que já são feitas nas competições, oferecendo uma descrição completa do atleta que poderá verificar seu desempenho e compará-lo com os demais competidores. O programa poderá também abrir portas para atletas não profissionais acompanharem seus desempenhos pelo aplicativo onde eles poderão inserir suas informações, ter respostas e compará-las”, comentou.

“A ideia deste trabalho que foi remodelado e ampliado é proporcionar controle e acompanhamento do desempenho do atleta profissional, bem como a identificação de talentos e proporcionar um App para os não profissionais se compararem com os principais atletas do país”, resumiu Caroline.

Além da coordenação de Louzada e Caroline, o grupo que trabalha neste projeto é formado pelo Prof. Dr. Anderson Luiz Ara Souza (Docente UFBA), Marcos Jardel Henrique (Aluno de Doutorado em Estatística UFSCar/ICMC-USP), Gustavo Zabotto (Aluno Graduação), Júlio Trevisan Centanin (Aluno Graduação), Vinícius Loureiro Siqueira (Aluno Graduação) e
Wesley Da Silva (Aluno Graduação).

Além de receber o apoio do CeMEAI, o projeto também faz parte do ICMCIn, coordenado pela professora Solange Rezende, cujo objetivo é disponibilizar espaço e apoio para uma pré-incubação e/ou uma formação empreendedora para projetos de inovação.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Dissertação de MECAI possibilita gastar menos com impostos para exportação

Trabalho de otimização reorganiza notas para que empresas não percam isenções fiscais

 

Dissertação de MECAI possibilita gastar menos com impostos para exportação

Um trabalho desenvolvido no Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI), do CEPID - CeMEAI e do Icmc Usp, aborda a possibilidade de economia com impostos para importação. Conheça o trabalho:

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

 

De uma forma inteligente e por intermédio de um modelo matemático, na dissertação do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI) do aluno Felipe Guilmo Lourenço, concluiu-se que é possível reduzir em torno de até 40% os custos com impostos em empresas exportadoras de commodities.

Essas empresas contam com isenções e benefícios governamentais, desde que sejam feitas as devidas comprovações fiscais dentro de prazos estipulados. Se as empresas não cumprem esses prazos, elas passam a ser tributadas. Tamanha a complexidade das transações, não raras são as vezes em que as empresas perdem esses prazos e, consequentemente, os benefícios.

Orientado por Maristela Oliveira dos Santos, professora do ICMC/USP-São Carlos e pesquisadora do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e com colaboração do doutor Artur Lovato da Cunha, o estudo chegou a importantes soluções que podem auxiliar na tomada de decisões neste tipo de problema.

“Este é basicamente um problema de exportação. Muitas empresas comerciais compram produtos commodities no mercado e o governo disponibiliza alguns benefícios sobre esses produtos, desde que sejam feitas as comprovações fiscais dentro de um prazo. Por vários fatores dentro da cadeia de suprimentos ou cadeia logística, o atraso pode ser gerado. O Brasil tem muitos Estados, com diferentes alíquotas de impostos- nosso foco é o ICMS - e esses valores variam muito de uma comprovação para outra. A forma mais comum de processar as notas fiscais atualmente é a forma sequenciada (do mais antigo para o mais novo), mas, muitas vezes, não é a melhor solução”, explica Felipe.

“Em alguns casos, podem ser feitas melhores combinações que obtenham um custo reduzido de impostos em um cenário em que esses prazos seriam perdidos. Em nossas simulações conseguimos chegar na melhora em torno de 40% de redução nesses custos de impostos, nos casos em que consideramos os atrasos nesses embarques”.

Felipe explica ainda que o modelo matemático faz uma análise completa de todos esses documentos fiscais que precisam de comprovação e todas as janelas de embarques possíveis. O sistema reorganiza essas notas de uma maneira que sejam pagas as de custos menores, em situações que não tenha o que ser feito, em relação à perda de prazo.

“Os resultados que nós obtivemos nessa dissertação mostram a viabilidade de aplicar esse tipo de abordagem de solução em todo setor de exportação e, estender esses modelos para resolver outras situações dentro de empresas exportadoras, minimizando os custos”, concluiu Maristela.

“Trabalhar com os problemas que os alunos do MECAI nos trazem é um desafio muito bom porque geralmente eles têm experiência de viver a realidade da empresa, então os problemas são reais. Orientar um aluno do MECAI mostra que realmente essa relação entre universidade e empresa é muito frutífera e pode ajudar as duas partes”.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Sistema pode auxiliar municípios no enfrentamento das enchentes

Tecnologia monitora rios e aponta soluções para segurança da população

 

 

São Carlos, interior de São Paulo, onde está localizado o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), viveu, nesta semana, uma das piores enchentes dos últimos anos. As imagens mostram o problema em tempo real por intermédio de sensores e câmeras instalados em dois dos pontos mais críticos e que fazem parte de um sistema de monitoramento baseado em Intenet das Coisas.

Liderada pelo professor Jó Ueyama, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC- USP), com colaboração dos professores João Porto de Albuquerque (Universidade de Warwick), Mario Eduardo Mendiondo (EESC/ICMC) e dos alunos Sidgley Camargo de Andrade (Doutorando no ICMC - USP),  Thiago Aparecido Gonçalves da Costa (Mestrando no ICMC - USP) e Lucas Augusto Vieira Brito (Mestrando no ICMC - USP), a pesquisa é capaz não apenas de detectar enchentes e o nível de poluição de rios, como pode avisar a população, via aplicativo de celular, sobre os eventuais riscos.

O sistema é chamado e-NOE e funciona por meio da Intenet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial. Leia mais e assista o vídeo.

“Diferentemente da hidrometria convencional, em que os dados só são coletados quando o usuário vai até a estação para extraí-los, na IoT as informações são transmitidas em tempo real para os interessados. O próprio sistema pode emitir automaticamente alertas de enchentes em tempo-real usando a tecnologia de comunicação sem fio como o 3G”, explica Jó Ueyama.

Ainda segundo ele, a tecnologia já se encontra registrada no INPI e à disposição de prefeituras e órgãos interessados em utilizar o sistema. “Nós da universidade temos o dever de criar novas  tecnologias que possam beneficiar a população e cabe ao poder público ou empresas privadas o uso das mesmas. Há um showcase da tecnologia instalada em São Carlos; e a mesma está pronta para auxiliar os municípios em políticas públicas no enfrentamento dessas enchentes que trazem tantos danos não apenas materiais, mas que até tiram vidas”, disse Jó.

A tecnologia apoiada pelo CeMEAI já foi replicada e está em funcionamento no município de Rio do Sul, cidade catarinense onde a população já recebe alertas e é orientada pela Defesa Civil com esta mesma tecnologia. Veja na reportagem.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Estudo diminui turbulência em asas de aeronaves

Simulações numéricas reduzem custos e propõem inovações à Indústria

 

Estudo diminui turbulência em asas de aeronaves

O professor William Wolf, da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas e pesquisador do CEPID - CeMEAI, coordena uma pesquisa que busca diminuir a turbulência em asas de aeronaves. Conheça o trabalho: http://bit.ly/turbulencia-aeronaves

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

 

Turbulência é um fenômeno que assusta a maioria das pessoas. É aquela parte ruim de uma viagem de avião que deixa muita gente em pânico. Mas não é dessa turbulência que iremos falar a seguir. E sim, da pesquisa denominada Active flow control for drag reduction of a plunging airfoil under deep dynamic stall, coordenada pelo Professor William Wolf, do Laboratório de Ciências Aeronáuticas da Faculdade de Engenharia Mecânica, da Unicamp/Campinas.

Ele e sua equipe dedicam-se a estudar campos da mecânica dos fluidos e simulação numérica. Trabalham com o desenvolvimento de ferramentas numéricas e aplicações em problemas de engenharia que envolvem turbulência, aerodinâmica não-estacionária, escoamentos compressíveis e aeroacústica.

Nesta pesquisa, que tem o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), William explica que foram desenvolvidas simulações de alta fidelidade para estudar técnicas de controle ativo de escoamento para aliviar o estol dinâmico profundo de um aerofólio SD7003 em movimento de mergulho. São coautores do estudo Brener L. O. Ramos, da Unicamp e Chi-An Yeh e Kunihiko Taira, da Universidade da Califórnia em Los Angeles. “Neste trabalho, nos dedicamos a entender como a turbulência impacta os escoamentos na indústria aeronáutica e de energia eólica, por exemplo”, explica o pesquisador.

Ainda segundo ele, as simulações numéricas são obtidas por intermédio de um cluster de computadores de alto desempenho como o Cluster Euler, do CeMEAI, para estudar a turbulência nas asas das aeronaves, tripuladas ou não. “Normalmente, a indústria utilizava ensaios experimentais com protótipos e isso custa caro, logo, a simulação numérica reduz custos de projeto, seja para otimizar uma nova geometria de asa ou para se projetar uma nova configuração de turbina eólica. Aqui, utilizamos os supercomputadores que são capazes de realizar simulações tão acuradas quanto um experimento”.

 

Com a Boeing, parceria tenta reduzir ruídos em trem de pouso

Um outro estudo, também coordenado pelo pesquisador William Wolf com estudantes de pós-graduação da Unicamp (Tulio R. Ricciardi) e pesquisadores da Boeing (Jordan Kreitzman, Nicholas J. Moffitt e Paul Bent), dedica-se a realizar simulações numéricas para identificar fontes de ruído em aeronaves e também propor técnicas para a redução do ruído gerado por essas fontes.

William explica que, em 2016, representantes da empresa vieram ao Brasil conversar com sua equipe para saber da viabilidade de serem feitas simulações numéricas para tentar entender o ruído gerado por trens de pouso.

“Quando uma aeronave vai aterrissar, boa parte do ruído que ouvimos em solo é ruído gerado pelos trens de pouso. Isso impacta as populações que vivem no entorno de aeroportos e entender como esse ruído é gerado é um desafio porque é um fenômeno físico bastante complexo que mistura turbulência e geração de ruído ao mesmo tempo”, contou.

Os dois estudos coordenados pelo Professor William Wolf já foram publicados em importantes revistas e conferências científicas internacionais como a Physical Review Fluids e o Scitech Forum do American Institute of Aeronautics and Astronautics. Nesse último trabalho, eles já atingiram as etapas de compreender as fontes de ruído por intermédio das simulações numéricas e sugerir soluções para a indústria.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

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V Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais - Arquivei

 

A Arquivei foi uma das instituições que participaram do V Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, realizado pelo CEPID - CeMEAI. Confira o relato de quem participou da discussão do problema e acesse o relatório produzido pelos pesquisadores!

 

V Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais - Arquivei

A Arquivei foi uma das instituições que participaram do V Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, realizado pelo CEPID - CeMEAI. Confira o relato de quem participou da discussão do problema e acesse o relatório produzido pelos pesquisadores: http://bit.ly/v-workshop-arquivei

Publicado por CEPID - CeMEAI em Sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Pesquisadores e Secretários Municipais de São Carlos discutem projetos em conjunto

Iniciativa começou há um ano e teve nova reunião na última sexta-feira

 

 

Segurança, abastecimento de água, meio ambiente, esporte, cultura, transporte, trânsito e gestão de pessoas e recursos públicos. Essas e muitas outras questões fazem parte da pauta diária do governo em âmbitos municipal, estadual e federal e são importantíssimas quando se pensa na qualidade de vida da população.

Por isso, a prefeitura de São Carlos (SP) resolveu inovar e apresentar problemas de todas essas áreas a professores e pesquisadores da USP, da UFSCar, dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela Fapesp - entre eles, o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) - e dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) sediados na cidade. A ideia é utilizar o conhecimento da academia para desenvolver projetos em conjunto que possam influenciar diretamente a vida da população.

A ideia de investir na interação entre a universidade e o setor público foi do professor José Galizia Tundisi, atual Secretário Municipal de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação de São Carlos. As atividades foram iniciadas em dezembro de 2018 e, na última sexta-feira (13), o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos recebeu cerca de 70 pessoas, entre pesquisadores e membros das Secretarias Municipais, para o segundo grande encontro da iniciativa.

“Nós estamos abrindo para o Brasil um caminho novo de interação entre as universidades e o setor público. Há muito conhecimento acumulado que pode ser incorporado à administração através dessa coalizão entre Secretarias Municipais, as propostas e as universidades. Esse é o propósito dessa reunião”, explicou Tundisi durante o evento.

Durante o dia, 13 instituições públicas – entre elas 10 Secretarias Municipais – apresentaram problemas, ideias e discussões que podem trazer benefícios em diversas áreas da sociedade, como a revitalização de espaços públicos, as melhorias em relação à acessibilidade de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, a otimização do abastecimento de água na cidade, o investimento em inteligência urbana, o combate ao mosquito da dengue e muitas outras.

“Temos participado com felicidade da iniciativa porque já temos colhido alguns frutos, apesar de um trabalho tão breve. Já temos conseguido trabalhar com algumas parcerias que têm sido muito positivas para nós”, comemorou Glaziela Solfa Marques, Secretária Municipal de Cidadania e Assistência Social.

Ao fim das apresentações, os participantes receberam um questionário para informar às Secretarias quais contribuições podem ser oferecidas aos projetos exibidos. “Agora, vamos procurar desenvolver uma articulação intensa entre os professores das universidades e as Secretarias Municipais. Hoje mesmo, aqui, pessoas que fizeram as apresentações conversaram com professores e dois projetos já estão se articulando. Isso é muito rápido, eficiente e queremos cada vez mais expandir essa ação da universidade”, finalizou Tundisi.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

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