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Estudo diminui turbulência em asas de aeronaves

Simulações numéricas reduzem custos e propõem inovações à Indústria

 

Estudo diminui turbulência em asas de aeronaves

O professor William Wolf, da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas e pesquisador do CEPID - CeMEAI, coordena uma pesquisa que busca diminuir a turbulência em asas de aeronaves. Conheça o trabalho: http://bit.ly/turbulencia-aeronaves

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

 

Turbulência é um fenômeno que assusta a maioria das pessoas. É aquela parte ruim de uma viagem de avião que deixa muita gente em pânico. Mas não é dessa turbulência que iremos falar a seguir. E sim, da pesquisa denominada Active flow control for drag reduction of a plunging airfoil under deep dynamic stall, coordenada pelo Professor William Wolf, do Laboratório de Ciências Aeronáuticas da Faculdade de Engenharia Mecânica, da Unicamp/Campinas.

Ele e sua equipe dedicam-se a estudar campos da mecânica dos fluidos e simulação numérica. Trabalham com o desenvolvimento de ferramentas numéricas e aplicações em problemas de engenharia que envolvem turbulência, aerodinâmica não-estacionária, escoamentos compressíveis e aeroacústica.

Nesta pesquisa, que tem o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), William explica que foram desenvolvidas simulações de alta fidelidade para estudar técnicas de controle ativo de escoamento para aliviar o estol dinâmico profundo de um aerofólio SD7003 em movimento de mergulho. São coautores do estudo Brener L. O. Ramos, da Unicamp e Chi-An Yeh e Kunihiko Taira, da Universidade da Califórnia em Los Angeles. “Neste trabalho, nos dedicamos a entender como a turbulência impacta os escoamentos na indústria aeronáutica e de energia eólica, por exemplo”, explica o pesquisador.

Ainda segundo ele, as simulações numéricas são obtidas por intermédio de um cluster de computadores de alto desempenho como o Cluster Euler, do CeMEAI, para estudar a turbulência nas asas das aeronaves, tripuladas ou não. “Normalmente, a indústria utilizava ensaios experimentais com protótipos e isso custa caro, logo, a simulação numérica reduz custos de projeto, seja para otimizar uma nova geometria de asa ou para se projetar uma nova configuração de turbina eólica. Aqui, utilizamos os supercomputadores que são capazes de realizar simulações tão acuradas quanto um experimento”.

 

Com a Boeing, parceria tenta reduzir ruídos em trem de pouso

Um outro estudo, também coordenado pelo pesquisador William Wolf com estudantes de pós-graduação da Unicamp (Tulio R. Ricciardi) e pesquisadores da Boeing (Jordan Kreitzman, Nicholas J. Moffitt e Paul Bent), dedica-se a realizar simulações numéricas para identificar fontes de ruído em aeronaves e também propor técnicas para a redução do ruído gerado por essas fontes.

William explica que, em 2016, representantes da empresa vieram ao Brasil conversar com sua equipe para saber da viabilidade de serem feitas simulações numéricas para tentar entender o ruído gerado por trens de pouso.

“Quando uma aeronave vai aterrissar, boa parte do ruído que ouvimos em solo é ruído gerado pelos trens de pouso. Isso impacta as populações que vivem no entorno de aeroportos e entender como esse ruído é gerado é um desafio porque é um fenômeno físico bastante complexo que mistura turbulência e geração de ruído ao mesmo tempo”, contou.

Os dois estudos coordenados pelo Professor William Wolf já foram publicados em importantes revistas e conferências científicas internacionais como a Physical Review Fluids e o Scitech Forum do American Institute of Aeronautics and Astronautics. Nesse último trabalho, eles já atingiram as etapas de compreender as fontes de ruído por intermédio das simulações numéricas e sugerir soluções para a indústria.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Pesquisador do CeMEAI é empossado presidente do CNPq

João Luiz Filgueiras de Azevedo foi apresentado pelo ministro Marcos Pontes na sexta, 22

 

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Azevedo (à direita) recebe posse ao lado do ministro Marcos Pontes. Foto: CNPq

 

O engenheiro aeronáutico João Luiz Filgueiras de Azevedo, pesquisador principal do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), pesquisador do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), tomou posse como novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Azevedo foi apresentado pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, na sexta-feira, 22 de fevereiro, em uma cerimônia que aconteceu na sede do Conselho, em Brasília.

Durante a cerimônia, Azevedo destacou seu apoio à pesquisa básica. "É preciso compreender que o apoio à pesquisa de base é fundamental para que se possa chegar a inovações, produtos ou processos que tenham impacto no bem estar do cidadão comum. Se somos capazes de fazer inovação hoje é porque a pesquisa já foi realizada no passado, a ciência foi feita e o conhecimento já foi gerado e dominado. Não há inovação sem pesquisa prévia que gere o conhecimento necessário para o desenvolvimento do produto ou do processo inovador", disse.

Em seu discurso de posse, o presidente destacou outros pontos que irão permear sua gestão como condutas e atuação. “As linhas mestras do nosso trabalho estão pautadas pelos pilares de atuação do MCTIC que, como já indicado diversas vezes pelo Ministro Marcos Pontes, consistem em se gerar conhecimento, para desta forma ser capaz de produzir riquezas e, assim, poder melhorar a qualidade de vida da população brasileira”.

Alinhamento orçamentário

“Começamos o ano de 2019 com um déficit substantivo em nosso orçamento em comparação aos compromissos já assumidos para este ano. O Ministro Marcos Pontes tem empreendido esforços no sentido de buscar recompor este orçamento. Estamos iniciando um trabalho de acompanhamento de egressos, que vai ao encontro de solicitações do MCTIC de que precisamos demonstrar para a sociedade os resultados efetivos dos recursos investidos em termos de fomento e de bolsas. Já começamos também atividades no sentido de reavaliar alguns dos nossos custos próprios para reduzir o custo de funcionamento da máquina e, assim, poder liberar mais recursos do orçamento”.

Decisões e visão de futuro

“É bem possível que tenhamos que tomar decisões difíceis nos próximos meses que serão tomadas pautadas pela transparência.  É uma honra e um privilégio poder estar à frente do CNPq e que dedicarei todos os esforços possíveis no sentido de estar à altura da missão que me foi confiada. Conto com a colaboração dos colegas do CNPq, e dos colegas da comunidade científica, para que juntos possamos fortalecer a nossa Instituição, cumprir com o trabalho que é de nossa responsabilidade e, desta forma, contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil”.

Currículo

De acordo com o seu currículo na plataforma Lattes, Azevedo possui graduação em Engenharia Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mestrado e doutorado pela Stanford University, nos Estados Unidos. Atualmente é pesquisador titular (A-III) do IAE, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e professor colaborador do ITA.

Entre 2004 e 2008 atuou como Diretor de Transporte Espacial e Licenciamento (DTEL) da Agência Espacial Brasileira (AEB). Em 2005 foi condecorado com a Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico (OMA), no Grau de Comendador.

No CeMEAI, Azevedo desenvolve relevantes pesquisas na área de Mecânica dos Fluidos como a que investiga ondas de choque, fenômeno que aparece em objetos que voam a uma velocidade maior que a do som. Outro estudo aborda superfícies hipersustentadoras de aeronaves, há ainda um trabalho que visa reduzir ruídos de aeronaves e de veículos lançadores. E um dos trabalhos sobre escoamentos turbulentos para aplicações aeroespaciais foi solicitado pela NASA para fazer parte do banco de dados de pesquisas.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em quatro áreas básicas: Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar, IMECC-UNICAMP, IBILCE-UNESP, FCT-UNESP, IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

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Pesquisadores da USP foram contemplados com o financiamento do Instituto Serrapilheira, primeira instituição privada de fomento à pesquisa no Brasil. Dentre os 65 projetos selecionados, oito advêm da Universidade.

O instituto irá fornecer até R$ 100 mil para que os cientistas apresentem a viabilidade de suas ideias durante 2018. As bolsas foram disputadas por 1.955 candidatos, de 331 instituições, distribuídas por 26 unidades federativas do País. Um dos critérios para a seleção foi o ano de conclusão do doutorado: só puderam participar os que terminaram há, no máximo, dez anos. Foram aprovados aqueles que apresentaram as propostas mais ousadas.

 

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A invenção é resultado da teimosia. Defendida por Santos Dumont, a ideia pode ser usada para explicar o passado e o futuro da aviação. Uma das maiores criações da história permite ao homem percorrer milhares de quilômetros em poucas horas, cruzando oceanos e continentes pelos ares. Mas gera também impactos negativos, como a poluição, que têm motivado cientistas a buscar formas mais eficientes e inteligentes para reformular o transporte aéreo.

 

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As fabricantes de aviões comerciais têm sido pressionadas a reduzir o ruído gerado por suas aeronaves de modo a diminuir o incômodo e os impactos à saúde de pessoas que vivem próximas de aeroportos.

A fim de atender às rigorosas normas internacionais criadas para regulamentar essa questão, empresas como a Boeing, a Airbus, a Embraer e a Bombardier têm feito pesados investimentos em pesquisa e desenvolvimento com o intuito de identificar e minimizar as fontes de ruído dos aviões que projetam para torná-los mais silenciosos.

 

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CeMEAI e Petrobras firmam convênio

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O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, firmou convênio com a Petrobras que prevê o desenvolvimento de novos métodos computacionais para a simulação da produção de petróleo nos campos do pré-sal brasileiro.

 

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g1

 

Um supercomputador e 14 pesquisadores multiplicados por quatro anos de trabalho. A conta resume o convênio firmado entre a Petrobras e o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), em São Carlos (SP), para gerar métodos capazes de simular a produção no pré-sal brasileiro e aumentar a eficiência da extração de petróleo.

 

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Pesquisa desenvolvida no IAE investiga as ondas de choque

Fenômeno aparece em objetos que voam a uma velocidade maior que a do som

 

No Instituto de Aeronáutica e Espaço, em São José dos Campos, pesquisadores do CEPID - CeMEAI investigam o fenômeno das ondas de choque, que pode danificar a estrutura de aeronaves. Entenda: https://goo.gl/kt2C5Y

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça, 11 de abril de 2017

 

No Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), uma das unidades do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, o DCTA, em São José dos Campos, pesquisadores estudam um fenômeno que causava muitos acidentes aéreos antes da segunda guerra mundial: as ondas de choque.

“Uma onda de choque é um fenômeno que ocorre sempre que um objeto voa acima da velocidade do som”, explica Edson Basso, pesquisador do IAE.

O pesquisador conta que, até os anos 40, o as ondas de choque ainda não eram conhecidas. “O marco do início desses estudos é a segunda guerra mundial. Vários aviões se envolveram em desastres aéreos porque o fenômeno era desconhecido”, pontua.

Os estudos relacionados às ondas de choque são computacionais. “Meu trabalho aqui na Divisão de Aerodinâmica (ALA) é tentar reproduzir, no computador, o fenômeno como vemos na natureza. Isso é possível através do processo de modelagem do escoamento, ou seja, da reprodução das forças que agem sobre a estrutura das aeronaves. Nós fazemos a modelagem e o computador dá uma resposta para as equações, que têm relação com o fenômeno real que observamos”, conta Basso.

Maria Luísa Reis, que também é pesquisadora do Instituto, explica a importância dos estudos na área. “Durante os ensaios, pode ocorrer o surgimento das ondas de choque, e essas ondas podem provocar distúrbios no voo real do veículo e também pode danificar sua estrutura”, esclarece. Ou seja: os estudos possibilitam que as ondas de choque que apareçam na simulação computacional e nos experimentos em túneis de vento sejam evitadas nas aeronaves reais.

Atualmente, com o fenômeno já estudado, Basso salienta que as pesquisas desenvolvidas no IAE se concentram no efeito das ondas de choque em foguetes. “Hoje em dia, as ondas de choque não causam mais acidentes em aviões, mas a pesquisa é muito importante ainda na parte de foguetes. Não é exatamente o aparecimento da onda que interessa, mas o comportamento dela na estrutura. A onda passeia, vai para frente e para trás, e isso pode induzir vibrações capazes de ocasionar a queda dos foguetes. Por isso, a pesquisa é importante”, finaliza.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em quatro áreas básicas: Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar, IMECC-UNICAMP, IBILCE-UNESP, FCT-UNESP, IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

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CeMEAI e Petrobras firmam convênio

CeMEAI e Petrobras firmam convênio

Parceria resultará novas tecnologias nos reservatórios do pré-sal

 

Um convênio recém firmado entre o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) e a Petrobras irá resultar no desenvolvimento de novos métodos computacionais para a simulação da produção de petróleo nos campos do pré-sal brasileiro.

Segundo o coordenador do projeto, Fabrício Simeoni de Sousa, os campos do pré-sal brasileiro são bastante profundos. As reservas de petróleo descobertas na região do litoral de Santa Catarina ao litoral do Espírito Santo, por exemplo, podem estar em camadas de 5 a 7 mil metros de profundidade abaixo do nível do mar, com aproximadamente 700-800 quilômetros de extensão por 150-200 quilômetros de largura, podendo alcançar mais de 1 km de espessura.

Fabrício também explica que neste tipo de reservatório, óleo, água e gás estão presos nos poros (espaço vazio) da rocha o que dificulta a extração. Para que sejam extraídos, é necessário “despressurizar” o sistema reservatório e esperar que os fluidos sejam deslocados até os poços produtores, ou, como segunda opção, utiliza-se muitas vezes injeção de água para pressurizar e deslocar o óleo num sistema “pistão”, e por último, injeta-se compostos químicos ou mesmo polímeros para aumentar a mobilidade dos fluidos dentro do sistema poroso e facilitar sua extração nos poços. Ao primeiro procedimento dá-se o nome de recuperação primária ou natural; ao segundo, recuperação secundária ou improvisada e ao último, recuperação terciária ou melhorada. Independentemente do mecanismo de recuperação, a resposta dinâmica do sistema reservatório sobre os vários componentes envolvidos (água, óleo e gás) ante a variação de pressão é chamada de escoamento multifásico.

“Assim, a simulação computacional de escoamentos multifásicos em reservatórios irá permitir aos engenheiros e geocientistas definirem as melhores estratégias para otimizar em espaço e tempo a alocação de poços, as vazões de produção e injeção e o dimensionamento do sistema submarino e de plataformas ao longo do tempo de vida do campo”, explicou.

 

 

O problema A simulação computacional eficiente rápida e precisa do escoamento multifásico nos reservatórios do pré-sal apresenta novos desafios, ligados aos problemas computacionais de grande porte, que não são resolvidos adequadamente por simuladores comerciais disponíveis no mercado. Estes simuladores, que foram desenvolvidos com o objetivo de realizar simulações numéricas de modelos 3D de reservatórios consideravelmente menores que os encontrados no pré-sal, são muito lentos quando utilizados em modelos de reservatório do pré-sal. As dimensões destes reservatórios levam a modelos computacionais muito maiores, escalonando a quantidade de incógnitas a serem resolvidas, de centenas de milhares para bilhões. Problemas dessa ordem de magnitude só podem ser resolvidos em paralelo em equipamentos de computação de alto desempenho, como o cluster Euler, adquirido via FAPESP recentemente pelo CEPID-CeMEAI. “Os novos simuladores devem fazer uso de métodos numéricos inovadores, capazes de tirar proveito de arquiteturas computacionais de última geração, permitindo a simulação eficiente de problemas de recuperação de petróleo de grande porte”.

Desafios – Um dos desafios da pesquisa é avançar com a fronteira do conhecimento científico em métodos numéricos especializados para lidar com fenômenos que envolvem diferentes escalas de grandeza como acontece no problema da simulação de reservatórios de petróleo. “Para se ter uma ideia da diferença destas escalas, enquanto os reservatórios de petróleo do pré-sal possuem centenas de quilômetros de extensão, os poros de rochas onde o petróleo é normalmente encontrado, possuem diâmetros que podem chegar a poucos micrômetros (milésimos de milímetro). Essa diferença brutal de escalas de comprimento leva a uma série de desafios na modelagem matemática e computacional do problema, que devem ser atacados durante o desenvolvimento deste projeto”, explica o pesquisador.

Resultados  As negociações começaram em 2014 e o projeto foi iniciado em dezembro de 2016. O convênio estipula prazo de quatro anos para que os resultados sejam apresentados. Há participação dos pesquisadores do ICMC/USP Roberto F. Ausas e Gustavo C. Buscaglia, e colaboração de Eduardo Abreu, do IMECC/UNICAMP, além de uma colaboração internacional com o prof. Felipe Pereira, da University of Texas at Dallas especialista em métodos numéricos multiescala para escoamentos em meios porosos. “Temos uma equipe de pesquisadores altamente qualificados e já possuímos alunos alocados ao projeto. A expectativa é de uma boa interação com a equipe técnica da Petrobras hoje atuando no Centro de Pesquisa da Petrobras (CENPES). Esta será uma excelente oportunidade de interação com problemas industriais atuais e relevantes para o desenvolvimento do país. Acredito que essa realização só vem trazer benefícios para o CeMEAI e ICMC/USP, e os resultados são muito promissores para o aprimoramento das técnicas de produção praticadas atualmente pela Petrobras”, concluiu.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em quatro áreas básicas: Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar, IMECC-UNICAMP, IBILCE-UNESP, FCT-UNESP, IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Sobre a Petrobras

Empresa de capital aberto, cujo acionista majoritário é o Governo do Brasil, sendo, portanto, uma empresa estatal de economia mista. Com sede no Rio de Janeiro, opera em cerca de 25 países, no segmento de energia, prioritariamente nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e transporte de petróleo, gás natural e seus derivados.

Instituída em 3 de outubro de 1953, deixou de monopolizar a indústria petroleira no Brasil em 1997, mas continua a ser uma importante produtora do produto, com uma produção diária de mais de 2 milhões de barris (320 mil metros cúbicos). A Petrobras é líder mundial no desenvolvimento de tecnologia avançada para a exploração petrolífera em águas profundas e ultraprofundas.

 

Raquel Vieira- Comunicação CeMEAI

 

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IAE conta com o maior túnel de vento da América Latina

Equipamento é utilizado por pesquisadores do CeMEAI para diversas simulações

 

O maior túnel de vento da América Latina fica no Instituto de Aeronáutica e Espaço, em São José dos Campos, e é usado por pesquisadores do CEPID - CeMEAI para diversos tipos de simulações da ação do vento sobre veículos, construções e qualquer corpo que sofra a ação do vento. Entenda: http://goo.gl/orGz7q

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça, 13 de setembro de 2016

 

Quando um veículo está em movimento, seja ele um carro, um navio, um avião ou até um VANT, ele é submetido à ação do vento. Prédios, casas ou qualquer outra construção também recebem essa força e precisam ser capazes de suportá-la para que não haja danos na estrutura.

Imagine que um modelo de avião terá uma pequena mudança em sua aerodinâmica, mas a melhor configuração dessa mudança ainda não é conhecida. É necessário realizar alguns testes, mas é inviável construir um avião diferente para cada uma das tentativas – além de muito caro, é extremamente perigoso. Então, como é possível testar as mudanças – ou até novos modelos – sem colocar a aeronave no ar?

No Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, pesquisadores do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) contam com três túneis de vento, equipamentos que servem exatamente para simular o deslocamento do ar, chamado de escoamento, em estruturas. “Você tem um escoamento e quer medir os efeitos dele em corpos que estão imersos nesse escoamento. O que todo mundo faz? Cria um modelo matemático. Atualmente, com técnicas modernas de mecânica dos fluidos computacional (CFD), é possível que se obtenha modelos matemáticos muito representativos dos escoamentos de interesse. Entretanto, as entidades certificadoras aeronáuticas ainda requerem que exista alguma validação experimental dos resultados computacionais. Por isso, eu preciso do túnel de vento para ver onde eu estou errando ou acertando, no modelo matemático, e para satisfazer os requisitos das entidades certificadoras”, explica João Luiz Azevedo, chefe da Divisão de Aerodinâmica do IAE e pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI).

Um dos três túneis, chamado de TA2, é o maior túnel de vento da América Latina. Nele, são realizados ensaios de modelos de diversos veículos, construções e, dependendo do tamanho da estrutura a ser simulada – um VANT de pequeno porte, por exemplo – é possível colocar a estrutura original em si, sem a necessidade de criar um modelo em escala. “Tipicamente, as universidades têm túneis de vento acadêmicos, mas com uma facilidade de ensaio industrial só existe o nosso. O próprio DCTA, a Embraer, empresas automobilísticas e uma série de outras empresas da região fazem ensaios aqui. O TA2 é uma facilidade única no país e na América Latina”, comenta Azevedo.

Para medir as forças aplicadas sobre o modelo de aeronave a ser testado no túnel, os pesquisadores utilizam uma balança aerodinâmica. Para que os resultados obtidos nos ensaios sejam confiáveis, é necessário que a balança esteja bem calibrada para mostrar com precisão os efeitos dos componentes que influenciam o voo. “Você precisa saber com exatidão qual é o efeito dessas forças aerodinâmicas. Isso é fundamental para que, depois, você saiba o que acontece com a aeronave em escala real”, salienta Maria Luisa Reis, chefe da Subdivisão de Ensaios da Divisão de Aerodinâmica do IAE.

Segundo Maria Luisa, os resultados dos ensaios realizados no IAE seguem uma padronização internacional, recomendada pelos países da Convenção do Metro. “Os países lá de fora fazem tudo o que a gente faz aqui. Isso é importante porque os ensaios realizados aqui têm validade no exterior também, e isso quebra barreiras para a exportação dos nossos produtos”, conclui a pesquisadora.

 

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