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Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

Como a matemática pode auxiliar em políticas de controle

 

O que o coronavírus tem a ver com matemática? Se pensarmos que toda epidemia é também um sistema complexo, uma rede que conecta pessoas e dissemina a doença, muita coisa! Por meio de equações e modelos matemáticos, é possível calcular a magnitude de uma epidemia e como ela se comporta entre as pessoas infectadas.

Especialista nessa área, Francisco Rodrigues, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), tem importantes trabalhos com cooperação internacional que tentam controlar ou minimizar, por meio de modelagem matemática, os impactos de uma epidemia, visando, entre outras aplicações, auxiliar em ações de controles epidemiológicos.

Ele analisou o coronavírus. Confira a entrevista:

 

Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

O que o coronavírus tem a ver com matemática? Se pensarmos que toda epidemia é também uma rede que conecta pessoas e dissemina a doença, muita coisa! O professor Francisco Rodrigues, do Icmc Usp e pesquisador do CEPID - CeMEAI, desenvolve trabalhos na área e analisou a mais nova ameaça à saúde mundial. Confira:

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

iSports é ampliado e ajuda a identificar talentos no judô

App analisa desempenho de atletas da Confederação Brasileira

 

Foto início iSports Judô editada 

 

Procurados pelo instrutor consultivo da Confederação Brasileira de Judô, Marcus Agostino, pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC- USP) que desenvolveram o iSports, com apoio Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), aceitaram o desafio de ampliar a pesquisa, inicialmente com foco na identificação de talentos no futebol, para esta outra modalidade esportiva.

A atual responsável pelo projeto coordenado por Francisco Louzada Neto, Caroline Godoy, explica que a ideia da Confederação inicialmente era automatizar a coleta de dados que já é feita, acrescentando algum tipo de análise estatística que diferenciasse os talentos neste esporte.

“A ideia é a mesma do trabalho desenvolvido com o futebol (coleta, análise e identificação de talento) o que mudou foi o tipo de variável coletada, pois é outro esporte e a visualização do aplicativo que estamos desenvolvendo”, explicou.

Ainda segundo a pesquisadora, a análise teve início pelos atletas do sub-20 que tiveram os dados coletados em competições brasileiras. “Após o recebimento desses dados, estamos analisando variáveis com informações físicas e técnicas para identificar características como desempenho do judoca e habilidades em luta”.

Dados da Confederação estimam que o Brasil tenha mais de dois milhões de praticantes de judô, sendo 10% desse total, atletas profissionais. O judô está entre os dez esportes mais praticados do país.

“O iSports Judô pode auxiliar automatizando e agilizando a coleta de informações que já são feitas nas competições, oferecendo uma descrição completa do atleta que poderá verificar seu desempenho e compará-lo com os demais competidores. O programa poderá também abrir portas para atletas não profissionais acompanharem seus desempenhos pelo aplicativo onde eles poderão inserir suas informações, ter respostas e compará-las”, comentou.

“A ideia deste trabalho que foi remodelado e ampliado é proporcionar controle e acompanhamento do desempenho do atleta profissional, bem como a identificação de talentos e proporcionar um App para os não profissionais se compararem com os principais atletas do país”, resumiu Caroline.

Além da coordenação de Louzada e Caroline, o grupo que trabalha neste projeto é formado pelo Prof. Dr. Anderson Luiz Ara Souza (Docente UFBA), Marcos Jardel Henrique (Aluno de Doutorado em Estatística UFSCar/ICMC-USP), Gustavo Zabotto (Aluno Graduação), Júlio Trevisan Centanin (Aluno Graduação), Vinícius Loureiro Siqueira (Aluno Graduação) e
Wesley Da Silva (Aluno Graduação).

Além de receber o apoio do CeMEAI, o projeto também faz parte do ICMCIn, coordenado pela professora Solange Rezende, cujo objetivo é disponibilizar espaço e apoio para uma pré-incubação e/ou uma formação empreendedora para projetos de inovação.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Dissertação de MECAI possibilita gastar menos com impostos para exportação

Trabalho de otimização reorganiza notas para que empresas não percam isenções fiscais

 

Dissertação de MECAI possibilita gastar menos com impostos para exportação

Um trabalho desenvolvido no Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI), do CEPID - CeMEAI e do Icmc Usp, aborda a possibilidade de economia com impostos para importação. Conheça o trabalho:

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

 

De uma forma inteligente e por intermédio de um modelo matemático, na dissertação do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI) do aluno Felipe Guilmo Lourenço, concluiu-se que é possível reduzir em torno de até 40% os custos com impostos em empresas exportadoras de commodities.

Essas empresas contam com isenções e benefícios governamentais, desde que sejam feitas as devidas comprovações fiscais dentro de prazos estipulados. Se as empresas não cumprem esses prazos, elas passam a ser tributadas. Tamanha a complexidade das transações, não raras são as vezes em que as empresas perdem esses prazos e, consequentemente, os benefícios.

Orientado por Maristela Oliveira dos Santos, professora do ICMC/USP-São Carlos e pesquisadora do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e com colaboração do doutor Artur Lovato da Cunha, o estudo chegou a importantes soluções que podem auxiliar na tomada de decisões neste tipo de problema.

“Este é basicamente um problema de exportação. Muitas empresas comerciais compram produtos commodities no mercado e o governo disponibiliza alguns benefícios sobre esses produtos, desde que sejam feitas as comprovações fiscais dentro de um prazo. Por vários fatores dentro da cadeia de suprimentos ou cadeia logística, o atraso pode ser gerado. O Brasil tem muitos Estados, com diferentes alíquotas de impostos- nosso foco é o ICMS - e esses valores variam muito de uma comprovação para outra. A forma mais comum de processar as notas fiscais atualmente é a forma sequenciada (do mais antigo para o mais novo), mas, muitas vezes, não é a melhor solução”, explica Felipe.

“Em alguns casos, podem ser feitas melhores combinações que obtenham um custo reduzido de impostos em um cenário em que esses prazos seriam perdidos. Em nossas simulações conseguimos chegar na melhora em torno de 40% de redução nesses custos de impostos, nos casos em que consideramos os atrasos nesses embarques”.

Felipe explica ainda que o modelo matemático faz uma análise completa de todos esses documentos fiscais que precisam de comprovação e todas as janelas de embarques possíveis. O sistema reorganiza essas notas de uma maneira que sejam pagas as de custos menores, em situações que não tenha o que ser feito, em relação à perda de prazo.

“Os resultados que nós obtivemos nessa dissertação mostram a viabilidade de aplicar esse tipo de abordagem de solução em todo setor de exportação e, estender esses modelos para resolver outras situações dentro de empresas exportadoras, minimizando os custos”, concluiu Maristela.

“Trabalhar com os problemas que os alunos do MECAI nos trazem é um desafio muito bom porque geralmente eles têm experiência de viver a realidade da empresa, então os problemas são reais. Orientar um aluno do MECAI mostra que realmente essa relação entre universidade e empresa é muito frutífera e pode ajudar as duas partes”.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Sistema pode auxiliar municípios no enfrentamento das enchentes

Tecnologia monitora rios e aponta soluções para segurança da população

 

 

São Carlos, interior de São Paulo, onde está localizado o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), viveu, nesta semana, uma das piores enchentes dos últimos anos. As imagens mostram o problema em tempo real por intermédio de sensores e câmeras instalados em dois dos pontos mais críticos e que fazem parte de um sistema de monitoramento baseado em Intenet das Coisas.

Liderada pelo professor Jó Ueyama, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC- USP), com colaboração dos professores João Porto de Albuquerque (Universidade de Warwick), Mario Eduardo Mendiondo (EESC/ICMC) e dos alunos Sidgley Camargo de Andrade (Doutorando no ICMC - USP),  Thiago Aparecido Gonçalves da Costa (Mestrando no ICMC - USP) e Lucas Augusto Vieira Brito (Mestrando no ICMC - USP), a pesquisa é capaz não apenas de detectar enchentes e o nível de poluição de rios, como pode avisar a população, via aplicativo de celular, sobre os eventuais riscos.

O sistema é chamado e-NOE e funciona por meio da Intenet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial. Leia mais e assista o vídeo.

“Diferentemente da hidrometria convencional, em que os dados só são coletados quando o usuário vai até a estação para extraí-los, na IoT as informações são transmitidas em tempo real para os interessados. O próprio sistema pode emitir automaticamente alertas de enchentes em tempo-real usando a tecnologia de comunicação sem fio como o 3G”, explica Jó Ueyama.

Ainda segundo ele, a tecnologia já se encontra registrada no INPI e à disposição de prefeituras e órgãos interessados em utilizar o sistema. “Nós da universidade temos o dever de criar novas  tecnologias que possam beneficiar a população e cabe ao poder público ou empresas privadas o uso das mesmas. Há um showcase da tecnologia instalada em São Carlos; e a mesma está pronta para auxiliar os municípios em políticas públicas no enfrentamento dessas enchentes que trazem tantos danos não apenas materiais, mas que até tiram vidas”, disse Jó.

A tecnologia apoiada pelo CeMEAI já foi replicada e está em funcionamento no município de Rio do Sul, cidade catarinense onde a população já recebe alertas e é orientada pela Defesa Civil com esta mesma tecnologia. Veja na reportagem.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

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Estudo diminui turbulência em asas de aeronaves

Simulações numéricas reduzem custos e propõem inovações à Indústria

 

Estudo diminui turbulência em asas de aeronaves

O professor William Wolf, da Unicamp - Universidade Estadual de Campinas e pesquisador do CEPID - CeMEAI, coordena uma pesquisa que busca diminuir a turbulência em asas de aeronaves. Conheça o trabalho: http://bit.ly/turbulencia-aeronaves

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

 

Turbulência é um fenômeno que assusta a maioria das pessoas. É aquela parte ruim de uma viagem de avião que deixa muita gente em pânico. Mas não é dessa turbulência que iremos falar a seguir. E sim, da pesquisa denominada Active flow control for drag reduction of a plunging airfoil under deep dynamic stall, coordenada pelo Professor William Wolf, do Laboratório de Ciências Aeronáuticas da Faculdade de Engenharia Mecânica, da Unicamp/Campinas.

Ele e sua equipe dedicam-se a estudar campos da mecânica dos fluidos e simulação numérica. Trabalham com o desenvolvimento de ferramentas numéricas e aplicações em problemas de engenharia que envolvem turbulência, aerodinâmica não-estacionária, escoamentos compressíveis e aeroacústica.

Nesta pesquisa, que tem o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), William explica que foram desenvolvidas simulações de alta fidelidade para estudar técnicas de controle ativo de escoamento para aliviar o estol dinâmico profundo de um aerofólio SD7003 em movimento de mergulho. São coautores do estudo Brener L. O. Ramos, da Unicamp e Chi-An Yeh e Kunihiko Taira, da Universidade da Califórnia em Los Angeles. “Neste trabalho, nos dedicamos a entender como a turbulência impacta os escoamentos na indústria aeronáutica e de energia eólica, por exemplo”, explica o pesquisador.

Ainda segundo ele, as simulações numéricas são obtidas por intermédio de um cluster de computadores de alto desempenho como o Cluster Euler, do CeMEAI, para estudar a turbulência nas asas das aeronaves, tripuladas ou não. “Normalmente, a indústria utilizava ensaios experimentais com protótipos e isso custa caro, logo, a simulação numérica reduz custos de projeto, seja para otimizar uma nova geometria de asa ou para se projetar uma nova configuração de turbina eólica. Aqui, utilizamos os supercomputadores que são capazes de realizar simulações tão acuradas quanto um experimento”.

 

Com a Boeing, parceria tenta reduzir ruídos em trem de pouso

Um outro estudo, também coordenado pelo pesquisador William Wolf com estudantes de pós-graduação da Unicamp (Tulio R. Ricciardi) e pesquisadores da Boeing (Jordan Kreitzman, Nicholas J. Moffitt e Paul Bent), dedica-se a realizar simulações numéricas para identificar fontes de ruído em aeronaves e também propor técnicas para a redução do ruído gerado por essas fontes.

William explica que, em 2016, representantes da empresa vieram ao Brasil conversar com sua equipe para saber da viabilidade de serem feitas simulações numéricas para tentar entender o ruído gerado por trens de pouso.

“Quando uma aeronave vai aterrissar, boa parte do ruído que ouvimos em solo é ruído gerado pelos trens de pouso. Isso impacta as populações que vivem no entorno de aeroportos e entender como esse ruído é gerado é um desafio porque é um fenômeno físico bastante complexo que mistura turbulência e geração de ruído ao mesmo tempo”, contou.

Os dois estudos coordenados pelo Professor William Wolf já foram publicados em importantes revistas e conferências científicas internacionais como a Physical Review Fluids e o Scitech Forum do American Institute of Aeronautics and Astronautics. Nesse último trabalho, eles já atingiram as etapas de compreender as fontes de ruído por intermédio das simulações numéricas e sugerir soluções para a indústria.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

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Pesquisadores e Secretários Municipais de São Carlos discutem projetos em conjunto

Iniciativa começou há um ano e teve nova reunião na última sexta-feira

 

 

Segurança, abastecimento de água, meio ambiente, esporte, cultura, transporte, trânsito e gestão de pessoas e recursos públicos. Essas e muitas outras questões fazem parte da pauta diária do governo em âmbitos municipal, estadual e federal e são importantíssimas quando se pensa na qualidade de vida da população.

Por isso, a prefeitura de São Carlos (SP) resolveu inovar e apresentar problemas de todas essas áreas a professores e pesquisadores da USP, da UFSCar, dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela Fapesp - entre eles, o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) - e dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) sediados na cidade. A ideia é utilizar o conhecimento da academia para desenvolver projetos em conjunto que possam influenciar diretamente a vida da população.

A ideia de investir na interação entre a universidade e o setor público foi do professor José Galizia Tundisi, atual Secretário Municipal de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação de São Carlos. As atividades foram iniciadas em dezembro de 2018 e, na última sexta-feira (13), o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos recebeu cerca de 70 pessoas, entre pesquisadores e membros das Secretarias Municipais, para o segundo grande encontro da iniciativa.

“Nós estamos abrindo para o Brasil um caminho novo de interação entre as universidades e o setor público. Há muito conhecimento acumulado que pode ser incorporado à administração através dessa coalizão entre Secretarias Municipais, as propostas e as universidades. Esse é o propósito dessa reunião”, explicou Tundisi durante o evento.

Durante o dia, 13 instituições públicas – entre elas 10 Secretarias Municipais – apresentaram problemas, ideias e discussões que podem trazer benefícios em diversas áreas da sociedade, como a revitalização de espaços públicos, as melhorias em relação à acessibilidade de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, a otimização do abastecimento de água na cidade, o investimento em inteligência urbana, o combate ao mosquito da dengue e muitas outras.

“Temos participado com felicidade da iniciativa porque já temos colhido alguns frutos, apesar de um trabalho tão breve. Já temos conseguido trabalhar com algumas parcerias que têm sido muito positivas para nós”, comemorou Glaziela Solfa Marques, Secretária Municipal de Cidadania e Assistência Social.

Ao fim das apresentações, os participantes receberam um questionário para informar às Secretarias quais contribuições podem ser oferecidas aos projetos exibidos. “Agora, vamos procurar desenvolver uma articulação intensa entre os professores das universidades e as Secretarias Municipais. Hoje mesmo, aqui, pessoas que fizeram as apresentações conversaram com professores e dois projetos já estão se articulando. Isso é muito rápido, eficiente e queremos cada vez mais expandir essa ação da universidade”, finalizou Tundisi.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

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Delegação americana compartilha conhecimentos sobre o tinnitus

CeMEAI apoia pesquisa que busca melhor protocolo de tratamento para doença

 

Delegação americana compartilha conhecimentos sobre o tinnitus

Uma delegação americana da University of Illinois at Chicago visitou o São Carlos e Ribeirão Preto para conhecer os avanços de uma pesquisa relacionada ao zumbido no ouvido e apoiada pelo CEPID - CeMEAI. Saiba mais: https://bit.ly/35eDgmg

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

 

Uma delegação americana da University of Illinois formada por Fatima Husain, Somayyeh Shahsavarani e Rafay Ali Khan, do Auditory Cognitive Neuroscience Lab esteve no dia 25 de novembro na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP e no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP) para conhecer os avanços de uma pesquisa apoiada pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) relacionada ao tinnitus.

Dados da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ) demonstram que cerca de 20% da população, ou seja, mais de 28 milhões de brasileiros convivem com a doença tinnitus, popularmente conhecida no Brasil como zumbido no ouvido.

O distúrbio é estudado em uma pesquisa desenvolvida pelo iraniano Iman Ghodratitoostani, que é orientado pelo pesquisador do CeMEAI, Alexandre Delbem.

O objetivo do trabalho caminha para construir um modelo de funcionamento do cérebro de uma pessoa que tem o problema do zumbido, com intuito de auxiliar os profissionais da área na busca pelo tratamento.

Uma nova parceria com a University of Illinois pode contribuir com os resultados e teve início com a visita da delegação ao Brasil.

 

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Pesquisadores do CeMEAI participam de projeto finalista de prêmio da ANP

Vencedores foram divulgados na última semana

 

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O Palácio do Itamaraty do Rio de Janeiro recebeu, na quinta-feira da última semana (28/11), a cerimônia de entrega do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019. O evento da Agência Nacional do Petróleo condecorou projetos de pesquisa que representam inovação tecnológica para o setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, desenvolvidos no Brasil por instituições de pesquisa credenciadas pela ANP, empresas brasileiras e empresas petrolíferas.

Entre os trabalhos finalistas estava o projeto Annelida – Unidade robótica remotamente controlada para quebra de hidratos e remoção de parafinas sem sonda em dutos rígidos e em linhas flexíveis não pigáveis. O Annelida contou com a participação de três pesquisadores do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI): Francisco Louzada, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos e Coordenador de Transferência de Tecnologia do Centro, José Alberto Cuminato, também do ICMC e diretor do Centro, e Vera Tomazella, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O estudo chegou à final da Categoria I, que contemplava projetos desenvolvidos exclusivamente por instituições credenciadas, em colaboração com empresas petrolíferas, na área temática geral “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”, e tinha como ideia principal desenvolver um robô para a limpeza dos dutos de captação de petróleo do pré-sal.

Além da equipe do ICMC/USP, o projeto também contava com membros do SENAI de Florianópolis/SC, do SENAI de São Leopoldo/RS e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O Annelida ajudará a Petrobras a reduzir perdas estimadas em bilhões de reais na substituição de dutos danificados e em lucros cessantes decorrentes da operação. O petróleo extraído do pré-sal sai do solo a uma temperatura de 60 a 70 graus C, mas vai se resfriando ao passar pelo oceano, um percurso de até 7 quilômetros, podendo chegar à temperatura de quatro graus. Esse resfriamento faz com que o óleo vá se solidificando e liberando hidratos e parafinas, que aderem à parede do duto, podendo entupi-lo. A iniciativa está em fase de desenvolvimento e deve ser testado em 2020.

“Foi uma experiência incrível trabalhar com a Petrobras e com essa equipe no desenvolvimento de uma ferramenta que poderá ser utilizada para melhorar um processo importante na extração do petróleo, tendo impacto econômico, científico e social. Também considero muito importante a nossa participação em um evento como esse e o reconhecimento por parte da ANP. Isso mostra que estamos desenvolvendo pesquisas no caminho certo”, comemora Louzada.

O resultado final da premiação das cinco categorias pode ser conferido no site do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019.

 

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Projetos de pesquisadores do CeMEAI são premiados pela Google

LARA 2019 concede R$ 2 milhões a trabalhos que melhoram a vida na sociedade

 

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Foto: Nereu Jr./Google Divulgação

 

Com objetivo de premiar trabalhos inovadores de Ciência da Computação, a empresa Google realizou, em Belo Horizonte, a entrega da edição 2019 do Latin America Research Awards (LARA) que concede R$ 2 milhões em bolsas para trabalhos acadêmicos de tecnologia que podem melhorar a vida na sociedade.

Nesta edição, foram inscritos 679 trabalhos. Dos 25 premiados, dois estão ligados a pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) que trabalham com machine learning.

O aluno de doutorado Daniel Cestari, orientado por Rodrigo Mello, do ICMC/USP, teve premiado um dos únicos projetos teóricos denominado Projetando transformações de espaço do Kernel a partir de dados supervisionados. Segundo Melo, a pesquisa tem o intuito de melhorar o processo de classificação em aprendizado de máquina, por meio do projeto automático de kernel. “Com esse trabalho conseguimos reduzir a complexidade dos estudos em machine learning, tornando os modelos mais simples. Acredito que foi esse viés que chamou a atenção da Google, uma vez que os resultados afetam todas as aplicações nessa linha de pesquisa”, comentou.

E pelo segundo ano consecutivo, um trabalho orientado pelo pesquisador Anderson Rocha, da Unicamp, foi premiado pelo LARA. Denominado Combate a notícias falsas por meio da atribuição de autoria e análise de filogenia, a linha de pesquisa que conta com a contribuição do aluno de doutorado Antonio Theophilo luta contra as notícias falsas e também faz uma análise de mensagens em redes sociais.

Anderson explica que o projeto de pesquisa visa solucionar dois problemas desafiadores: atribuição de autoria e análise de filogenia de pequenas mensagens de texto postadas em plataformas de mídia social, mostrando como essas soluções podem auxiliar na identificação de informações falsas disseminadas em redes sociais.

“Diferentemente do que foi feito com textos mais longos, analisamos abordagens orientadas a dados sobre padrões estilísticos, explorando os recentes avanços das redes neurais profundas (deep learning) no campo de reconhecimento de padrões”, explica.

A pesquisa produz resultados que poderão ser utilizados por ONGs, agências de notícias, plataformas de mídia social e pessoas em geral. Além disso, esta pesquisa pode fornecer ferramentas apropriadas para análise de postagens on-line, levando em consideração sua disseminação e poder de influência.

Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Antonio irá aprimorar os conhecimentos nesta área por doze meses na Carnegie Mellon University, Pittsburgh, nos Estados Unidos.

 

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O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

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De olho no mercado: alunos da USP encerram ano de aprendizado baseado em problemas

Metodologia PBL é utilizada por professores do ICMC desde 2015

 

pbl site

 

Nesta semana, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos encerrou mais um ano de sucesso da aplicação de uma metodologia diferente para o aprendizado: a PBL (Problem Based Learning), ou Aprendizado Baseado em Problemas.

A ideia de utilizar a PBL nas disciplinas é apresentar problemas reais a alunos de graduação para que eles possam desenvolver as técnicas e aprender, desde cedo, a encarar as demandas do mercado. “Utilizando esta metodologia, o aluno tem a possibilidade de ser o protagonista do seu próprio aprendizado. Ele não somente visualiza a percepção do docente, mas desenvolve uma percepção própria em relação a cada problema”, explica Francisco Louzada, que gerencia a iniciativa e é Coordenador de Transferência de Tecnologia do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI).

Desde 2015, 36 problemas já foram apresentados por diferentes empresas e instituições aos alunos do ICMC, que, utilizando a metodologia, discutiram e avançaram com possíveis soluções para cada um deles. Só neste ano, foram 17 projetos desenvolvidos – todos eles com a participação de alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado, em um estrutura hierárquica de aprendizado. “Os alunos ficam muito empolgados, porque têm a oportunidade de aplicar tudo o que aprendem de uma forma mais direta. Além disso, fazemos uma mímica do que eles vão encontrar fora da universidade, antecipando possíveis problemas que eles possam ter”, complementa o professor.

Aproveitando o fim de mais um ano letivo que aproveitou a PBL para dinamizar o aprendizado de alunos, o CeMEAI reuniu todos os projetos desenvolvidos com a metodologia na página da PBL no site do Centro. Nela, estão reunidos todos os projetos e seus participantes, bem como um resumo dos avanços alcançados nos cinco anos de aplicação da PBL no ICMC e reportagens e vídeos que registram as experiências de pesquisadores e alunos. “A página exclusiva da metodologia PBL no site do CeMEAI tem o objetivo de servir como um registro de tudo o que já fizemos nestes cinco anos, mas também pode funcionar como um espelho para outros professores, disciplinas e universidades que queiram aproximar seus alunos dos problemas reais do mercado de trabalho”, finaliza Louzada.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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