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Você conhece o Seminário de Coisas Legais?

O projeto tem apresentação nesta sexta e quer popularizar a matemática

 

Derrubar tabus, acabar com aquele medo que muito aluno tem da Matemática. Tarefa que não é fácil, mas o desafio foi aceito pelos professores da disciplina e é posto em prática diariamente em milhares de escolas e universidades no mundo todo. E um grupo em especial usa exemplos modernos para tirar a ideia inicial dos estudantes de que a ciência é assustadora.

Quem coordena o pessoal é Leandro Aurichi, pesquisador do ICMC - Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação. Entre os integrantes do grupo está a professora Marina Andretta, do CEPID-CeMEAI. Desde 2011 eles fazem o Seminário de Coisas Legais, apresentado no campus eventualmente às sextas-feiras às 13h13. É uma palestra onde o objetivo é entreter o público por meio de exemplos práticos do quanto a Matemática é importante e indispensável. “A ideia surgiu antes de 2010, com um professor – Eduardo Tengan – que me convidou pra fazer o Seminário de Coisas Legais. Quanto aos temas, os professores que queriam participar foram sugerindo. A maioria dos palestrantes é da graduação”, diz o coordenador do projeto.

Pode ser num truque de mágica, numa história sobre relacionamentos, num bate-papo sobre como surgiram os modelos de eleições no mundo. A ciência está por toda a parte, embutida em códigos, dentro da calculadora, da perfuração de um poço de petróleo, nas aeronaves que levantam voo todos os dias, nas rotas de tráfego planejadas de acordo com o número de veículos que passam naquela região de uma determinada cidade. São tantos exemplos, mas nem sempre nos damos conta disso. “A criptografia, usada para fazer senhas, é pura matemática. Outro exemplo: quando você vai usar o corretor de texto e ele sugere qual é a palavra que você procura, é um algoritmo de código de correção de erro”, explica Leandro.

Já foram mais de 50 apresentações do Seminário de Coisas Legais, que tem atraído curiosos para o auditório da universidade. Algumas delas exigem um certo conhecimento da disciplina, mas a maioria é para o público leigo. Parte do material disponível na internet. E a ideia do grupo é difundir ainda mais essa ciência.

Próxima apresentação é nesta sexta-feira!

O próximo Seminário de Coisas Legais vai ser apresentado pelo Daniel Smania, professor do ICMC, está marcado para sexta-feira, dia 29 de maio, às 13h13, no auditório Professor Fernão Stela de Rodrigues Germano, no bloco 06. O tema é “Pense Positivo” exige um certo conhecimento da disciplina. Daniel vai falar sobre problemas em matemática que envolvem matrizes positivas usando o Teorema de Perron-Frobenius. Uma das situações fala sobre taxas de imigração e emigração, permitindo calcular com precisão as populações das cidades a longo prazo! A apresentação dura em média 50 minutos. É aberto ao público.

 

Alguns vídeos do Seminário de Coisas legais disponíveis no YouTube:

 

O problema do prisioneiro viajante

A vida é injusta

Shakespeare, um jogo de dados e a hipótese do contínuo

Ganhar um milhão de dólares só jogando Mario

Computação: Turing revela tudo

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software.

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

 

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

Foto: Leonardo Zacarin - Assessoria CEPID-CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Veja como foi a participação do CeMEAI no Pint of Science

Entre os dias 18 e 20 de maio, a cidade de São Carlos foi uma das sedes do Pint of Science, festival internacional de divulgação científica que ocorreu simultaneamente no Reino Unido, na Irlanda, na França, na Itália, nos Estados Unidos, na Austrália, na Espanha, na Alemanha e, pela primeira vez, no Brasil. Confira como foi a participação do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) no evento!

 

Veja também: Inovação e ciências matemáticas no Pint of Science 2015

Imagens e edição de imagens - Leonardo Zacarin

Assessoria de Comunicação - CeMEAI

 

Edição de texto - Carla Monte Rey

Assessoria de Comunicação - CeMEAI

Trabalho de pesquisador do CeMEAI é destaque no COBEF 2015

Equipe desenvolveu equações para cálculo do tempo de corte em torneamento

 

O pesquisador do CEPID-CeMEAI, José Mario Martínez, teve um trabalho apresentado no 8° Congresso Brasileiro de Engenharia de Fabricação (COBEF 2015), realizado entre os dias 18 e 22 de maio em Salvador, na Bahia. O título é “Desenvolvimento das Equações para Cálculo do tempo de corte em torneamento de peça com geometrias não cilíndricas”.

Segue texto do pesquisador do CeMEAI sobre o projeto:  

“Este projeto resulta de cooperação no contexto do CEPID-CeMEAI entre o Prof. J. M. Martinez e professores de Engenharia Mecânica da Unicamp, da Universidade de Taubaté e da Universidade Nove de Julho, coordenados pelo Prof. Nivaldo Coppini. Parte-se da observação de que em operações de torneamento e usinagem de peças a estimativa correta do tempo de corte é fundamental.  Para entender esta afirmação, pensemos em uma atividade produtiva que envolve, sequencialmente ou em paralelo, a atuação das ferramentas A, B, C...

O planejamento dessa atividade e a avaliação de custos dependem da previsão de desgaste das ferramentas, a qual, por sua vez, depende do tempo previsto de operação de cada ferramenta no processo ou processos globais. Na engenharia usual o tempo de operação de cada ferramenta é estimado globalmente, considerando o tempo total do processo de fabricação, o que envolve tanto intervalos temporais onde a ferramenta opera quanto intervalos onde se encontra inativa. Entretanto, erros nessa estimativa implicam maiores custos de produção, subutilização de ferramentas e materiais, etc.

Neste projeto foram desenvolvidas as equações especiais para cálculo do tempo de corte em operações de torneamento. Em primeiro lugar foram consideradas peças de forma arbitrária e, na sequência, se consideraram peças cilíndricas, cônicas, esféricas e faces.

A medida empírica do tempo de corte, mencionada acima, não é uma tarefa simples. Com efeito, as máquinas ferramentas têm cronômetros internos para informar o tempo de ciclo para ‘produção’ de uma peça, mas não medem especificamente o tempo de corte. Portanto, os cronômetros das máquinas somam, ao tempo de corte, todos os tempos passivos que ocorrem internamente à máquina, tais como tempos de aproximação e afastamento da ferramenta; tempo de carga e descarga da peça, tempo de controle de qualidade, etc. Em troca, a estimativa independente dos tempos de corte é útil para planejadores de processo no momento de preparação das folhas de processos, já que faz possível o dimensionamento do processo de forma mais precisa assim como o cálculo de número de arestas de corte necessárias para realizar o torneamento.

Neste projeto, o desenvolvimento teórico das ‘verdadeiras’ equações de tempo de corte foi acompanhado de sua implementação computacional e os resultados foram confrontados com os de medidas experimentais, com resultados contundentemente positivos. Em contexto mais geral, observamos que máquinas ferramentas estão em constante evolução e são cada vez mais flexíveis em todos os sentidos. Melhorar o desempenho de máquinas significa indiretamente introduzir melhorias ao processo de usinagem.

Um dos fatores mais relevantes em usinagem está relacionado com a vida de arestas de corte de ferramentas. Em geral este é assunto tratado de maneira pouco profunda. Assim, é comum que o tempo de produção em que uma ferramenta se encontra ativa seja considerado como ‘a vida’ da mesma, o que leva a equívocos que podem ser evitados. Com efeito, uma aresta de corte poderá ser trocada com base no tempo de produção, quando o correto é que a vida da aresta de corte deve ser baseada no tempo em que essa aresta esteve em contato efetivo com a peça. Em alguns casos tal equívoco não é relevante, pois para construir, por exemplo, um avião, seriam necessárias apenas três ou quatro arestas de corte.

Entretanto, na maioria dos casos que se apresentam em Engenharia Mecânica, a fraca estimativa da efetiva operação de uma máquina ferramenta tem custos econômicos consideráveis.” (José Mario Martínez)                                                                                                                                                     

O projeto também está disponível na íntegra.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

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Projeto para diminuir índices de mortalidade materna e neonatal tem participação de pesquisadores do CeMEAI

O “SELMA” foi implantado em países africanos e usa a estatística para monitorar ações durante o trabalho de parto

 

O nome é de mulher e o projeto é para elas. Dez mil gestantes, selecionadas em unidades de saúde da Nigéria e de Uganda, participam de uma iniciativa que pretende melhorar a qualidade do serviço oferecido no trabalho de parto, tanto no que se refere aos procedimentos utilizados pelos profissionais de saúde quanto aos cuidados disponibilizados em relação às parturientes. O SELMA, sigla inglesa de Simplified, Effective, Labour Monitoring to Action (Ferramenta simples e efetiva para o monitoramento de ações no parto) é parte de um programa maior, o BOLD – Better Becomes in Labour Difficulty (Melhores Desfechos para dificuldades no trabalho de parto) e é um dos projetos em andamento ligados à Organização Mundial de Saúde. O programa tem como patrocinadora a Bill and Melinda Gates Foundation, uma das maiores fundações sem fins lucrativos que apoiam iniciativas para melhoria da qualidade de vida da população.

No Brasil, o SELMA é desenvolvido desde 2013 na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP e tem participação de uma pesquisadora do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI): a professora Gleici da Silva Castro Perdoná. Ela integra uma equipe multidisciplinar do Departamento de Medicina Social, que conta também com bioinformatas, psicólogos, ginecologistas, obstetras e outros profissionais. A equipe de Gleici é a responsável pelo desenvolvimento de modelos estatísticos para a predição de diferentes desfechos que podem ocorrer durante o parto. “Nosso primeiro objetivo é fazer a identificação, sabermos com antecedência por meio de modelos estatísticos o que contribui para um desfecho ruim no parto, que poderia ser o bebê com alguma deficiência grave de longa duração ou mesmo a morte do recém-nascido. Diminuir essa mortalidade é um dos objetivos”, explica a pesquisadora.

Um dos ginecologistas-obstetras que fazem parte do SELMA é João Paulo Souza, também da USP em Ribeirão Preto. Souza acredita que, apesar de a pesquisa demandar um suporte tecnológico considerável e ser realizada em países em desenvolvimento, o programa não terá problemas. “Uma vez desenvolvida, a ferramenta deverá requerer possivelmente um tablet. Como toda inovação, antes da liberação para uso entraremos em uma fase de testes, o que demandará alguns anos. Nesse tempo, a expectativa é de que o acesso a tablets por profissionais de saúde nesses países deva aumentar consideravelmente”, comenta.

As intervenções durante o parto são um dos desfechos considerados e podem ser feitas de várias formas, mas os pesquisadores do SELMA escolheram algumas delas como o objeto e estudo: a indução, a aumentação (uso de medicamentos para aumentar as contrações ou acelerar o parto), a realização de uma cesárea ou uma combinação entre as técnicas.

Sobre os primeiros resultados, Gleici ressalta que provavelmente vão sair no segundo semestre deste ano. “Estamos em fase de coleta de dados, com a perspectiva de terminar no mês de julho. Após a coleta de dados, vem a fase de limpeza da base e a construção dos modelos, seguida pela disponibilização para os profissionais da saúde”, relata.

Dados da Organização Mundial da Saúde divulgados em 2014 apontam que, a cada dia, cerca de 800 mulheres morrem de causas relacionadas à gravidez e ao trabalho de parto. O levantamento aponta, ainda, que 99% dos óbitos maternos ocorrem em países em desenvolvimento e que o índice é maior entre as mulheres que vivem em comunidades rurais e em lugares mais pobres. Além disso, a OMS ainda descobriu que adolescentes correm mais riscos de complicações na gravidez e no parto do que mulheres mais velhas.

Gleici ressalta que o plano é levar o SELMA outros países. “Todos esses modelos que serão desenvolvidos serão implementados como ferramentas tecnológicas. A ideia é que a gente tenha um aplicativo que possa apoiar esses profissionais da saúde de forma sistemática, que não seja só no papel, como é feito atualmente”. A pesquisadora do CeMEAI também faz questão de reforçar a importância da parceria entre profissionais de distintas áreas. “É necessário existir uma grande interação entre a equipe de estatísticos e a dos profissionais da saúde, porque, para o desenvolvimento dessa ferramenta, o entendimento do sistema é complexo. Isso é, para mim, muito motivador – poder trabalhar na minha área de especialidade, contribuindo com um projeto que, utilizando conceitos matemáticos e estatísticos, permite a tomada de decisões sistematizadas, de forma a minimizar um desfecho ruim que é a mortalidade do neonatal e materna”, conclui.

SELMA no Workshop de Modelagem de Risco

No dia 13/03/15 foi feita uma apresentação da pesquisadora Gleici da Silva Castro Perdoná sobre o projeto SELMA no 2° Workshop de Modelagem de Risco realizado na USP em São Carlos:

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Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

Leonardo Zacarin – Assessoria CEPID-CeMEAI

Fotos cedidas: Livia Ciabati - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP)

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Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Inovação e ciências matemáticas no Pint of Science 2015

CEPID-CeMEAI discutiu essa temática no Festival Internacional de Divulgação Científica

Francisco Louzada Neto, pesquisador do CeMEAI, foi o mediador do evento

 

Quarta-feira, sete e meia da noite. Aos poucos, o espaço do Mosaico Restaurante, no centro de São Carlos vai ganhando público. E fica lotado. Gente que chega para prestigiar uma das últimas mesas-redondas do Pint of Science 2015, evento internacional de divulgação científica realizado pela primeira vez no Brasil, por iniciativa do ICMC – Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação. Foram seis mesas-redondas ao todo, em locais mais descontraídos, como restaurantes e bares. Tudo para aproximar pesquisadores, empresários e a comunidade em geral.

Quem coordenou o bate-papo foi o pesquisador Francisco Louzada, também coordenador de transferência tecnológica do CEPID-CeMEAI – Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria. Além de Louzada, cinco convidados falaram sobre o tema: José Alberto Cuminato – diretor do CEPID-CeMEAI, Edson Leite – coordenador de transferência tecnológica do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (da UFSCar), Eduardo Brito – agente de inovação e analista administrativo da Agência USP de Inovação, Emiliano Valério -  diretor da empresa Stepwise, de consultoria estatística, e Euclides Matheucci Jr., diretor da DNA Consult Genética e Biotecnologia.

Francisco Louzada falou de inovação, palavra que vem do latim (innovare) e está relacionada à mudanças, ao redescobrir sempre. E a Matemática onde entra nisso? O tempo todo. “Desde que acordamos temos a matemática no despertador, conseguimos programar um tempo pra tomar um café, depois recebemos pela tv informações como as estatísticas de crimes, resultados de jogos etc”, ressaltou.  

A estrutura do CeMEAI também foi reforçada: funciona como uma ponte entre a universidade e a comunidade. “Há um problema industrial, há uma análise, teorização e proposição de solução desse problema, depois um treinamento dos profissionais envolvidos para assimilação dos resultados e por fim a transferência assistida de tecnologia”. Também foram exemplificados os trabalhos do CeMEAI junto às indústrias da área da saúde, projetos de detecção de talentos esportivos, modelagem estatística para detecção de fraudes, e trabalhos junto à empresas petrolíferas, de móveis e de produção de frangos. São apenas alguns dos cerca de 50 projetos do Centro. Parcerias com mais de 30 empresas.

Foram citados ainda pelo professor a Clínica Matemática, já em prática auxiliando por meio das ciências matemáticas as empresas na solução rápida de problemas, e o MECAI – Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação aplicadas à Indústria, voltado para a formação de pesquisadores aptos a identificar problemas complexos no setor empresarial por meio de uso eficiente e crítico de métodos matemáticos, estatísticos e de computação. Este ano o mestrado teve 151 inscritos. Louzada explicou que a ideia do CEPID ganhou ainda mais força com o professor José Alberto Cuminato, atual diretor do CeMEAI. “O símbolo do CeMEAI é uma espécie de semente conectada a uma engrenagem em formato de flor, fazendo alusão a semear as ciências matemáticas, levando-as às industrias”, disse ele.

Países desenvolvidos são países que inovaram em ciências matemáticas

José Alberto Cuminato, falou sobre a realidade do Brasil e de outros países em desenvolvimento em relação às ciências matemáticas. “Elas têm geralmente histórico acadêmico. Se perguntarmos aos alunos o que esperam da formação em matemática muitos dirão que pretendem ser professores ou no máximo professores universitários. Os nossos próprios alunos não esperam ter um emprego em um banco. E isso tá mudando, porque as necessidades vão aparecendo e tudo muda.  Se a matemática é um mistério, eu diria que nenhuma sociedade se desenvolveu sem levar em conta as ciências matemáticas. Pra sermos um país em desenvolvimento, teremos que passar pela matemática como uma ferramenta de produção. O desenvolvimento depende disso”, explicou Cuminato. O principal ponto de inovação, segundo ele, é convencer as pessoas da importância disso, o que não é simples. “Muitos pensam que é um xadrez: você pensa, decora e pronto. Ninguém pensa que o celular só funciona porque existem alguns teoremas. A maioria das inter-relações de seguros, empréstimos, só funciona porque existem as ciências matemáticas.” Finalizou deixando a mensagem de que as ciências matemáticas tem que ir além do jogo, tem que apresentar consequências. Sem tecnologia não teríamos luzes acesas, cerveja gelada. A matemática é uma parte integrante de tudo. Não pode ser uma linguagem isolada, que serve pra deixar o pessoal doido e atrapalhar a vida das pessoas”, concluiu o diretor do CeMEAI.

Empresas necessitam da matemática mais do que imaginam

Foi com a ideia de que as empresas necessitam das ciências matemáticas que o biólogo de formação e empresário Euclides Matheucci Jr. continuou a conversa no restaurante. E deu o próprio exemplo pra ilustrar a realidade. “Eu trabalho com uma tecnologia nova, que é genômica. As ideias inovadoras são interdisciplinares e a matemática é isso. Eu sou biólogo formado pela USP de Ribeirão Preto e comecei a minha empresa em 1996 com sequenciamento de DNA. Até a alguns anos eu tirava o sangue, tratava os dados e emitia um laudo. Hoje é impossível fazer isso porque em cada gerenciamento geram-se muitos dados. Preciso de uma matemática robusta pra me ajudar. Isso é muito claro no meu trabalho no dia-a-dia. Fico feliz e orgulhoso de ter uma iniciativa assim do CEPID que traz respaldo ao meu trabalho”.  O empresário disse ainda que tem certeza de que o CEPID-CeMEAI vai trazer um ganho enorme de qualidade às empresas.

Mais parcerias, menos burocracia

Eduardo Brito, agente de inovação e analista administrativo da Agência USP de Inovação falou das palavras “parceria” e “produto”. Disse que a agência de inovação tem como estreitar os laços para que essas parcerias gerem cada vez mais produtos. Explicou que a agência está com a universidade para facilitar a formação dessa parceria, dessa formalização. Falou do lançamento do portal de convênios, que já foi implantado e diminuiu a burocracia entre os pesquisadores e as empresas. “Ganha-se agilidade. A agência quer ser parceira, facilitadora. E vocês podem contar com nosso apoio”, finalizou Brito.

Inovar é ter profissionais preparados para resolver problemas nas empresas

Edson Leite, coordenador de transferência tecnológica do CEPID-CDMF (UFSCar) falou também de sua experiência nos últimos 11 anos no centro. “Às vezes a ciência é bem feita, mas falha-se na inovação. Então tentamos traçar uma estratégia diferente, com o CEPID sendo nucleador de novas tecnologias. Criamos dentro do nosso CEPID um órgão pra gerar empresas e tecnologias. Temos a área física e equipamentos, vamos instalar a planta-piloto para as empresas usarem. A proposta do CEPID-CeMEAI da USP é inovadora. Tem que haver pessoas que se dediquem dentro da empresa pra que a inovação dê certo. Às vezes a conversa é muito difícil, principalmente quando se trata da matemática, Acredito que seja um dos maiores desafios de vocês. Achei interessante o MECAI temático e acredito que este vai ser o caminho: criar recursos humanos para a indústria fornecendo corpo técnico qualificado. Esta é a mensagem que deixo”, concluiu o pesquisador.

Ciências Matemáticas além dos portões da universidade e dos bancos

Emiliano Valério foi aluno da Estatística da UFSCar. E hoje está à frente de uma empresa de consultoria na área. O empresário foi aluno do professor Louzada e trabalhou 12 anos no setor financeiro. “O que percebemos é que as ciências matemáticas no setor financeiro já foram bem exploradas. Estão muito bem inseridas nos bancos, nas seguradoras. Percebo que falta estatística em outros setores, e é uma oportunidade grande delas atenderem estes setores. A questão da inovação não vem muito das empresas. Geralmente nasce e fica dentro da academia. Por isso é fundamental que as indústrias se aproximem da universidade; por outro lado a universidade tem que se voltar ao empreendedorismo, formando profissionais que saibam montar o próprio negócio, que entendam do tema”, ressaltou Valério.

Depois de uma hora e vinte minutos de apresentações e ponderações, as pessoas que estavam presentes também puderam fazer perguntas e tirar as dúvidas sobre o tema. Enquanto isso, universitários ligados a projetos do CEPID-CeMEAI apresentavam nas mesas alguns dos trabalhos desenvolvidos. São iniciativas que já deram resultado, como o software que detecta talentos esportivos, o iSport, implantado em escolinhas de futebol.

Além de universitários e professores do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação e do Departamento de Estatística da UFSCar, também estiveram presentes pessoas que não são da área. Vieram pela curiosidade. Maysa Marinho Ramos é pedagoga, e aproveitou que o marido ia ao evento pra acompanhá-lo. “Acredito que as ciências matemáticas devam sim ultrapassar o universo acadêmico. Como todos eles disseram, a gente precisa muito da Matemática”, comentou ela. Também assistiram ao bate-papo comerciantes da cidade e até uma funcionária do Departamento de Artes de uma Universidade de Salvador, que estava na cidade visitando o filho, estudante da USP.

Antes mesmo do evento terminar, a organização do Pint of Science divulgou que outras cidades se interessaram em replicar essa inciativa. E que o evento já está confirmado para o próximo ano.

Veja como foi a participação do CeMEAI no Pint of Science!

Sobre o Pint of Science

O evento surgiu em 2012 em Londres, quando dois cientistas do Imperial College of London (Michael Motskin e Praveen Paul) organizaram um encontro de pesquisadores. Eles reuniram pessoas portadoras do mal de Parkinson e do Alzheimer, porque pesquisam as doenças e gostariam de compartilhar os estudos com a comunidade. Como o encontro teve repercussão, eles o batizaram de Pint of Science e passaram a realizar anualmente pra aproximar cientistas da população.  

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

Foto: Leonardo Zacarin – Assessoria CEPID-CeMEAI

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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CEPID-CeMEAI ganha supercomputador para as pesquisas

O equipamento é o mais rápido já instalado para uso científico em universidades paulistas

O Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI), deverá contar em breve com um cluster computacional, um agregado de processadores ligados em rede. O equipamento faz parte dos recursos aprovados pela Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – para o CEPID-CeMEAI. Este cluster constitui-se de um computador de grande porte para o processamento científico de alto desempenho. Em 2013 a Fapesp autorizou a compra de um equipamento inicial, além de um upgrade da máquina após dois anos da primeira aquisição. Foram destinados US$1,25 milhão para a compra da máquina, e outros US$625 mil para o upgrade.   

O processo seletivo

Uma comissão de aquisição foi formada por professores e técnicos especializados. Esta comissão fez um processo de seleção para a escolha da melhor máquina entre as propostas recebidas. Foram convidados seis fornecedores para participar: Hewlett-Packard (HP), Dell, Silicon Graphics Internacional (SGI), Cray, IBM e Cisco Systems. Desde 2013, este processo constitui-se de várias etapas. Um seminário foi realizado em 22/10/13 para que os fornecedores conhecessem as necessidades e restrições do equipamento a ser comprado e para que tirassem dúvidas, além de uma visita ao local que abriga o cluster. Das seis empresas convidadas, quatro compareceram. Apenas três delas entregaram as propostas preliminares (em 18/11/13). Em 29/11/13 foram divulgadas as propostas recebidas e duas enviaram à Comissão as propostas finais em 17/12/13. Em 18/12/13 a comissão se reuniu para escolher a empresa vencedora. Foram levados em conta itens como a maneira de comunicação entre as máquinas, a capacidade de cada uma delas, a velocidade de disco e a confiabilidade, o software escolhido e o desempenho nos testes. O resultado do processo seletivo foi divulgado em 20/12/13: a SGI foi a empresa selecionada para instalação e manutenção do supercomputador. As propostas recebidas eram semelhantes, mas a preferência foi dada para SGI porque, entre outros fatores, ofereceu maior garantia de suporte do software e melhor usabilidade nos testes de performance.

Capacidade e funcionamento

“Os primeiros testes já começaram e acreditamos que o cluster esteja totalmente operacional até o mês de junho” explica Leonardo José Martinussi, analista de sistemas responsável pela administração técnica do equipamento. O supercomputador – batizado provisoriamente de “ICE-X” – tem 2100 núcleos de processamento. “E a expectativa é que esse número chegue a 4 mil processadores quando o upgrade previsto pra daqui 2 anos for realizado. Para se ter uma comparação, um laptop comum normalmente tem apenas 4 núcleos de processamento. São 350 terabytes de espaço para armazenamento de dados, sendo que um computador pra uso pessoal tem cerca de 1 terabyte. De memória RAM são aproximadamente 13 teras (13.440 gigabytes) contra 8 gigas de um laptop normal. Outra medida da velocidade do equipamento é dada em FLOPS – do inglês Floating-point Operations per Second – que é o número de operações matemáticas básicas (como adição, subtração, multiplicação e divisão) realizadas por segundo. “Esse equipamento atinge cerca de 46 teraflops, o equivalente a aproximadamente 46 x 1012 (dez elevado a doze) = 46.000.000.000.000 operações por segundo”, detalha o professor responsável pelo ICE-X, Fabrício Simeoni de Sousa.

Comparando com outros computadores já instalados para pesquisa científica

ICE-X (USP São Carlos)

Águia (USP São Paulo)

IBM P750 (Unicamp)

ICE 8400 (IAG – USP São Paulo)

GridUNESP

(Unesp)

Processadores

2100

1000

1280

2304

2944

Memória

13 TB

25 TB

5 TB

4.6 TB

4.3 TB

Storage

350 TB

25 TB

224 TB

15 TB

206 TB

Processador

E52680v2

E72870

Power 7

Opteron 6172

Xeon 2.83 GHz

FLOPS

46

teraflops

--

37

teraflops

20

teraflops

33 teraflops

(fonte: universidades)

Adaptações para a instalação do cluster

O cluster está instalado em uma sala de hospedagem no CeTI – Centro de Tecnologia da Informação de São Carlos, órgão da Superintendência de Tecnologia da Informação, que tem 130 metros quadrados. O processo de montagem do equipamento levou uma semana e foi feito no mês de março. Toda a operação de montagem foi gravada por uma câmera montada na sala de hospedagem.

Vídeo cedido pelo ICMC – Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação 

Havia a necessidade de readequação da sala de hospedagem para receber os equipamentos do CEPID, do CeTI, da USP de São Paulo e de outros projetos. Roberto Marcelo Terrabuio, responsável pela hospedagem do cluster, explica que antes a instalação elétrica da sala seguia os padrões normais, como nas residências. Foi feito um projeto para aumentar a capacidade de hospedagem, recebendo mais equipamentos. “Trocamos o gerador de energia, os nobreaks, e precisamos refazer as instalações. Mas não optamos pelos cabos, porque não haveria mobilidade, nem atingiria a capacidade dentro da sala. Preferimos o barramento blindado (em inglês, busway) para passar energia. São barras de cobre de alta capacidade, onde não se corre o risco de choque elétrico. Como o busway tem as barras, cada cofre de derivação - onde estão as tomadas – pode ser encaixado em qualquer ponto dele”, conclui Terrabuio."

Visualmente falando, o cluster está dentro de uma estrutura semelhante a uma grande caixa preta (enclausuramento frio) de 20,16 metros quadrados, onde existem duas fileiras de racks com um corredor no meio. Três racks são do cluster do CEPID-CeMEAI, e ocupam 2,88 metros quadrados. O sistema de refrigeração do equipamento é feito de dentro pra fora. O ar passa pelos racks e é jogado para as laterais dessa caixa preta, evitando assim o aquecimento do cluster. Esse sistema é chamado de corredor quente-frio.

cluster1           cluster2

Quem poderá usar o Cluster?

Fabrício explica que todos os pesquisadores do CEPID poderão usar a supermáquina, já que os recursos foram destinados pela da FAPESP via CEPID-CeMEAI. “Além disso, por se tratar de um equipamento multiusuário financiado pela FAPESP, ele também pode ser utilizado por outros pesquisadores do estado de São Paulo. Assim que o equipamento entrar em total operação, os interessados poderão fazer uma solicitação para sua utilização”, ele ressalta. A ideia também é criar um site onde haveria informações sobre o equipamento, instruções de uso e tutoriais.

A história do Cluster

Os supercomputadores começaram a ser fabricados nos anos 60 com a IBM, mas ganharam força nos anos 80, com os microprocessadores de alta performance, redes de alta velocidade e computação de alto desempenho. Também surgia a necessidade de uso para aplicações científicas e comerciais. O protótipo dos primeiros clusters tinham 16 processadores e fez sucesso, espalhando a novidade mundo afora.

O ranking dos supercomputadores

Atualmente o maior supercomputador do mundo é chinês e fica em Guangzhou. Foi batizado de Tianhe-2. No Brasil, o maior computador fica no Nordeste, no Senai da Bahia, seguido pelo supercomputador da Petrobrás, o Grifo-04, instalado no Rio de Janeiro.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

Fotos: Carla Monte Rey/Roberto Terrabuio 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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CEPID-CeMEAI marca presença no Pint of Science

Coordenador de Transferência Tecnológica do Centro comandará mesa sobre inovação e ciências matemáticas

Entre os dias 18 e 20 de maio, a cidade de São Carlos será uma das sedes do Pint of Science, festival internacional de divulgação científica que ocorre simultaneamente no Reino Unido, na Irlanda, na França, na Itália, nos Estados Unidos, na Austrália, na Espanha, na Alemanha e, pela primeira vez, no Brasil.

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) participará do evento, que tem como objetivo divulgar a ciência de um modo mais informal e divertido. A mesa de discussão do CeMEAI terá como tema a inovação em ciências matemáticas.

Ao lado de Francisco Louzada, coordenador de transferência tecnológica do CeMEAI e organizador da mesa, outras cinco autoridades no assunto discutirão como as ciências matemáticas podem ajudar a resolver os problemas das empresas e contribuir para promover a inovação no Brasil e como os desafios enfrentados pelas empresas podem levar as ciências matemáticas a evoluírem.

Os convidados da mesa do CeMEAI são o coordenador de transferência tecnológica do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CEPID-CDMF), Edson Leite, o agente de inovação e analista administrativo da Agência USP de Inovação, Eduardo Brito, o diretor da Stepwise, Emiliano Valério, o diretor da DNA Consult Genética e Biotecnologia, Euclides Matheucci Jr, e o diretor do CeMEAI, José Alberto Cuminato.

O público, além de assistir à mesa de conversas, também poderá participar do evento. Os pesquisadores envolvidos responderão a perguntas, abrirão espaço para comentários de quem quiser fazer parte da discussão e mostrarão, com exemplos, como seu trabalho funciona na prática.

A mesa do CeMEAI no Pint of Science será realizada na quarta-feira, dia 20, no restaurante Mosaico, que fica na rua Aquidaban, 1342. O evento tem início previsto para as 20h. Mais informações podem ser encontradas no site: www.pintofscience.com.br.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial. As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. 

As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

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Projeto do CeMEAI cria sistema para identificar talentos esportivos

iSports pode detectar futuros atletas e ser aplicado a diversas modalidades

 

Um sistema desenvolvido por pesquisadores do CEPID - CeMEAI promete ajudar na busca por talentos esportivos. Entenda: http://goo.gl/KGLgMi

Publicado por CEPID - CeMEAI em Segunda, 31 de agosto de 2015

Um sistema desenvolvido por alunos de pós-graduação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP) e coordenado por um pesquisador do CeMEAI promete revolucionar a busca por atletas de ponta nas escolas brasileiras. A partir de um modelo estatístico, o iSports coleta e compara diversos dados para indicar quais indivíduos têm mais chances de se tornarem esportistas.

O produto, que está quase finalizado, foi modelado a partir de alguns testes realizados com os alunos e, em um primeiro momento, foi voltado ao futebol. Provas de habilidades como passe, drible e chute e provas físicas como corrida de resistência, de velocidade e de potência anaeróbica foram aplicados para analisar os perfis dos alunos e criar um banco de dados a partir do qual atletas ou grupos de atletas podem ser comparados. “A estrutura permite interações como no Facebook. Se você é treinador, eu sou treinador e nós quisermos comparar as nossas turmas, o sistema calcula automaticamente e detecta, entre as duas turmas, quais são os melhores atletas”, explica Francisco Louzada, coordenador do projeto e responsável pelo setor de transferência de tecnologia do CeMEAI.

O professor também conta que o projeto é multidisciplinar e que os testes aplicados nos alunos são passados por especialistas. “Quem nos fornece os testes adequados são os treinadores e os educadores físicos. Nós entramos com a metodologia estatística e com o desenvolvimento do sistema”, esclarece.

Três anos depois do início dos trabalhos para a criação do sistema, desenvolvido pelos alunos Alexandre Maiorano e Anderson Ara, o iSports está prestes a entrar em fase de testes. Louzada acredita que, quando implantado nas escolas, o programa possa ajudar a descobrir talentos escondidos no nosso país. “Às vezes, uma cidade lá no Amazonas tem um talento esportivo e você não consegue descobrir esse esportista. Ele está lá e pode ser um excelente jogador de futebol, mas você não vai descobri-lo porque nenhuma pessoa conseguiu detectar que ele teria essa capacidade. O iSports te dá essa capacidade”, argumenta.

Além de comparar as habilidades de atletas de futebol, o iSports também poderá ser usado para levantar dados de esportistas de outras modalidades. É só uma questão de trocar os exercícios dos testes, pois o método de comparações já está pronto. Agora, o próximo passo é ver como as escolas reagirão ao produto. “Vamos disponibilizar o iSports para algumas escolas, visualizar o feedback das pessoas que o utilizarão e verificar se ele está adequado ou se precisa de algum tipo de customização para determinado tipo de aluno”, finaliza Louzada.

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Leonardo Zacarin – Comunicação CeMEAI

Mais informações:

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Rolf Jeltsch fará palestra no dia 22 de maio no ICMC

O tema é “Modelagem e Simulação de Fluxo Compressível de Plasma em Disjuntor de Alta Corrente”

O professor visitante especial suíço Rolf Jeltsch foi convidado pelos docentes Elias Salomão Helou Neto e Igor Mencattini a dar uma palestra no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação, o ICMC. O tema é “Modelagem e Simulação de fluxo compressível de plasma em disjuntor de alta corrente”. Rolf está no país desde abril pelo Programa Ciências sem Fronteiras e fica até junho no Brasil.  

O pesquisador é PhD em Matemática pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique. Ele sempre esteve envolvido com instituições da área. Fez parte de várias delas e em todas ocupou vários cargos, incluindo o de presidente: Sociedade Europeia de Matemática (EMS), Conselho Internacional de Matemática Aplicada e Industrial (ICIAM), Associação Internacional de Matemática e Mecânica Aplicadas (GAMM) e Sociedade Suíça de Matemática (SMS).

A palestra de Rolf Jeltsch será no dia 22 de maio, a partir das 14h no bloco 4, no auditório “Professor Luiz Antonio Favaro”.

Seguem o título do assunto a ser abordado por ele e o resumo (ambos em inglês):

Title:

Modelling and Simulation of Compressible Plasma Flow in a High Current Circuit Breaker

Abstract:

The main function of a circuit breaker is to switch off the electric current safely, in case of fault current. A mechanical force separates the contacts, and an arc starts to burn between the two contacts. This plasma is described by the resistive Magnetohydrodynamics (MHD) equations. The emphasis is on very high currents (10kA-200kA) and relatively high conductivity. Radiation is incorporated by adding a Stefan's radiation. To simulate the plasma in the arc the Nektar code developed by Brown University is adapted and extended. It is based on the Discontinuous Galerkin(DG) methods allowing for triangular or quadrilateral meshes in 2d and hexagonal or tetrahedral meshes in 3d.

GID is used for mesh generation. The code is extended to include Runge-Kutta time stepping, various accurate Riemann solvers for MHD, slope limiters and SF 6 gas data. It operates on both serial and parallel computers with arbitrary number of processors.The suitability of this Runge-Kutta Discontinuous Galerkin (RKDG) methods is analysed. In particular different numerical fluxes, different Riemann solvers and limiters, low and high order approximations on smooth and non-smooth solutions are investigated. Numerical results are given. This work has been performed by Patrick Huguenot and Harish Kumar in their Ph.D. thesis and by Vincent Wheatley.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial. As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. 

As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

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Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Pesquisadores do CeMEAI participam de Workshop com a Electrolux

A visita foi na terça-feira à empresa em São Carlos

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Pesquisadores e membros do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) estiveram na Electrolux em São Carlos em 12/05/2015. Os professores e funcionários foram recebidos por gerentes e líderes da empresa para um workshop sobre as oportunidades a serem enfrentadas pela empresa para melhorias e adequações, objetivando estreitar laços entre a academia e a indústria. Também estavam presentes dois docentes portugueses, que participam de projetos desenvolvidos pelo Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação, do ICMC da USP de São Carlos.

Foram apresentados ao grupo os principais focos de problemas da empresa que se dividiu em três equipes para entender a realidade da fábrica: manufatura, qualidade e logística. A ideia do workshop surgiu de um contato anterior entre as partes, para que num futuro próximo, tenhamos pesquisas aplicadas que gerem patentes, produtos e inovações.

 

Sobre a Electrolux

Líder mundial em eletrodomésticos e aparelhos de uso profissional, a Electrolux está presente em mais de 150 países. Entre os produtos, há uma extensa quantidade de modelos das categorias de refrigeradores, freezers, lavadoras, micro-ondas e fornos, além de condicionadores de ar e cooktops. A Electrolux realiza pesquisas em busca de tendências e tecnologia para atender cada um de seus clientes. No Brasil, a empresa está presente desde 1926.

(fonte: site da empresa)

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial. As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

 

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

Fotos: Gustavo Faria

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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