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CEPID-CeMEAI ganha supercomputador para as pesquisas

O equipamento é o mais rápido já instalado para uso científico em universidades paulistas

O Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI), deverá contar em breve com um cluster computacional, um agregado de processadores ligados em rede. O equipamento faz parte dos recursos aprovados pela Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – para o CEPID-CeMEAI. Este cluster constitui-se de um computador de grande porte para o processamento científico de alto desempenho. Em 2013 a Fapesp autorizou a compra de um equipamento inicial, além de um upgrade da máquina após dois anos da primeira aquisição. Foram destinados US$1,25 milhão para a compra da máquina, e outros US$625 mil para o upgrade.   

O processo seletivo

Uma comissão de aquisição foi formada por professores e técnicos especializados. Esta comissão fez um processo de seleção para a escolha da melhor máquina entre as propostas recebidas. Foram convidados seis fornecedores para participar: Hewlett-Packard (HP), Dell, Silicon Graphics Internacional (SGI), Cray, IBM e Cisco Systems. Desde 2013, este processo constitui-se de várias etapas. Um seminário foi realizado em 22/10/13 para que os fornecedores conhecessem as necessidades e restrições do equipamento a ser comprado e para que tirassem dúvidas, além de uma visita ao local que abriga o cluster. Das seis empresas convidadas, quatro compareceram. Apenas três delas entregaram as propostas preliminares (em 18/11/13). Em 29/11/13 foram divulgadas as propostas recebidas e duas enviaram à Comissão as propostas finais em 17/12/13. Em 18/12/13 a comissão se reuniu para escolher a empresa vencedora. Foram levados em conta itens como a maneira de comunicação entre as máquinas, a capacidade de cada uma delas, a velocidade de disco e a confiabilidade, o software escolhido e o desempenho nos testes. O resultado do processo seletivo foi divulgado em 20/12/13: a SGI foi a empresa selecionada para instalação e manutenção do supercomputador. As propostas recebidas eram semelhantes, mas a preferência foi dada para SGI porque, entre outros fatores, ofereceu maior garantia de suporte do software e melhor usabilidade nos testes de performance.

Capacidade e funcionamento

“Os primeiros testes já começaram e acreditamos que o cluster esteja totalmente operacional até o mês de junho” explica Leonardo José Martinussi, analista de sistemas responsável pela administração técnica do equipamento. O supercomputador – batizado provisoriamente de “ICE-X” – tem 2100 núcleos de processamento. “E a expectativa é que esse número chegue a 4 mil processadores quando o upgrade previsto pra daqui 2 anos for realizado. Para se ter uma comparação, um laptop comum normalmente tem apenas 4 núcleos de processamento. São 350 terabytes de espaço para armazenamento de dados, sendo que um computador pra uso pessoal tem cerca de 1 terabyte. De memória RAM são aproximadamente 13 teras (13.440 gigabytes) contra 8 gigas de um laptop normal. Outra medida da velocidade do equipamento é dada em FLOPS – do inglês Floating-point Operations per Second – que é o número de operações matemáticas básicas (como adição, subtração, multiplicação e divisão) realizadas por segundo. “Esse equipamento atinge cerca de 46 teraflops, o equivalente a aproximadamente 46 x 1012 (dez elevado a doze) = 46.000.000.000.000 operações por segundo”, detalha o professor responsável pelo ICE-X, Fabrício Simeoni de Sousa.

Comparando com outros computadores já instalados para pesquisa científica

ICE-X (USP São Carlos)

Águia (USP São Paulo)

IBM P750 (Unicamp)

ICE 8400 (IAG – USP São Paulo)

GridUNESP

(Unesp)

Processadores

2100

1000

1280

2304

2944

Memória

13 TB

25 TB

5 TB

4.6 TB

4.3 TB

Storage

350 TB

25 TB

224 TB

15 TB

206 TB

Processador

E52680v2

E72870

Power 7

Opteron 6172

Xeon 2.83 GHz

FLOPS

46

teraflops

--

37

teraflops

20

teraflops

33 teraflops

(fonte: universidades)

Adaptações para a instalação do cluster

O cluster está instalado em uma sala de hospedagem no CeTI – Centro de Tecnologia da Informação de São Carlos, órgão da Superintendência de Tecnologia da Informação, que tem 130 metros quadrados. O processo de montagem do equipamento levou uma semana e foi feito no mês de março. Toda a operação de montagem foi gravada por uma câmera montada na sala de hospedagem.

Vídeo cedido pelo ICMC – Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação 

Havia a necessidade de readequação da sala de hospedagem para receber os equipamentos do CEPID, do CeTI, da USP de São Paulo e de outros projetos. Roberto Marcelo Terrabuio, responsável pela hospedagem do cluster, explica que antes a instalação elétrica da sala seguia os padrões normais, como nas residências. Foi feito um projeto para aumentar a capacidade de hospedagem, recebendo mais equipamentos. “Trocamos o gerador de energia, os nobreaks, e precisamos refazer as instalações. Mas não optamos pelos cabos, porque não haveria mobilidade, nem atingiria a capacidade dentro da sala. Preferimos o barramento blindado (em inglês, busway) para passar energia. São barras de cobre de alta capacidade, onde não se corre o risco de choque elétrico. Como o busway tem as barras, cada cofre de derivação - onde estão as tomadas – pode ser encaixado em qualquer ponto dele”, conclui Terrabuio."

Visualmente falando, o cluster está dentro de uma estrutura semelhante a uma grande caixa preta (enclausuramento frio) de 20,16 metros quadrados, onde existem duas fileiras de racks com um corredor no meio. Três racks são do cluster do CEPID-CeMEAI, e ocupam 2,88 metros quadrados. O sistema de refrigeração do equipamento é feito de dentro pra fora. O ar passa pelos racks e é jogado para as laterais dessa caixa preta, evitando assim o aquecimento do cluster. Esse sistema é chamado de corredor quente-frio.

cluster1           cluster2

Quem poderá usar o Cluster?

Fabrício explica que todos os pesquisadores do CEPID poderão usar a supermáquina, já que os recursos foram destinados pela da FAPESP via CEPID-CeMEAI. “Além disso, por se tratar de um equipamento multiusuário financiado pela FAPESP, ele também pode ser utilizado por outros pesquisadores do estado de São Paulo. Assim que o equipamento entrar em total operação, os interessados poderão fazer uma solicitação para sua utilização”, ele ressalta. A ideia também é criar um site onde haveria informações sobre o equipamento, instruções de uso e tutoriais.

A história do Cluster

Os supercomputadores começaram a ser fabricados nos anos 60 com a IBM, mas ganharam força nos anos 80, com os microprocessadores de alta performance, redes de alta velocidade e computação de alto desempenho. Também surgia a necessidade de uso para aplicações científicas e comerciais. O protótipo dos primeiros clusters tinham 16 processadores e fez sucesso, espalhando a novidade mundo afora.

O ranking dos supercomputadores

Atualmente o maior supercomputador do mundo é chinês e fica em Guangzhou. Foi batizado de Tianhe-2. No Brasil, o maior computador fica no Nordeste, no Senai da Bahia, seguido pelo supercomputador da Petrobrás, o Grifo-04, instalado no Rio de Janeiro.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

Fotos: Carla Monte Rey/Roberto Terrabuio 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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CEPID-CeMEAI marca presença no Pint of Science

Coordenador de Transferência Tecnológica do Centro comandará mesa sobre inovação e ciências matemáticas

Entre os dias 18 e 20 de maio, a cidade de São Carlos será uma das sedes do Pint of Science, festival internacional de divulgação científica que ocorre simultaneamente no Reino Unido, na Irlanda, na França, na Itália, nos Estados Unidos, na Austrália, na Espanha, na Alemanha e, pela primeira vez, no Brasil.

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) participará do evento, que tem como objetivo divulgar a ciência de um modo mais informal e divertido. A mesa de discussão do CeMEAI terá como tema a inovação em ciências matemáticas.

Ao lado de Francisco Louzada, coordenador de transferência tecnológica do CeMEAI e organizador da mesa, outras cinco autoridades no assunto discutirão como as ciências matemáticas podem ajudar a resolver os problemas das empresas e contribuir para promover a inovação no Brasil e como os desafios enfrentados pelas empresas podem levar as ciências matemáticas a evoluírem.

Os convidados da mesa do CeMEAI são o coordenador de transferência tecnológica do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CEPID-CDMF), Edson Leite, o agente de inovação e analista administrativo da Agência USP de Inovação, Eduardo Brito, o diretor da Stepwise, Emiliano Valério, o diretor da DNA Consult Genética e Biotecnologia, Euclides Matheucci Jr, e o diretor do CeMEAI, José Alberto Cuminato.

O público, além de assistir à mesa de conversas, também poderá participar do evento. Os pesquisadores envolvidos responderão a perguntas, abrirão espaço para comentários de quem quiser fazer parte da discussão e mostrarão, com exemplos, como seu trabalho funciona na prática.

A mesa do CeMEAI no Pint of Science será realizada na quarta-feira, dia 20, no restaurante Mosaico, que fica na rua Aquidaban, 1342. O evento tem início previsto para as 20h. Mais informações podem ser encontradas no site: www.pintofscience.com.br.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial. As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. 

As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

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Projeto do CeMEAI cria sistema para identificar talentos esportivos

iSports pode detectar futuros atletas e ser aplicado a diversas modalidades

 

Um sistema desenvolvido por pesquisadores do CEPID - CeMEAI promete ajudar na busca por talentos esportivos. Entenda: http://goo.gl/KGLgMi

Publicado por CEPID - CeMEAI em Segunda, 31 de agosto de 2015

Um sistema desenvolvido por alunos de pós-graduação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP) e coordenado por um pesquisador do CeMEAI promete revolucionar a busca por atletas de ponta nas escolas brasileiras. A partir de um modelo estatístico, o iSports coleta e compara diversos dados para indicar quais indivíduos têm mais chances de se tornarem esportistas.

O produto, que está quase finalizado, foi modelado a partir de alguns testes realizados com os alunos e, em um primeiro momento, foi voltado ao futebol. Provas de habilidades como passe, drible e chute e provas físicas como corrida de resistência, de velocidade e de potência anaeróbica foram aplicados para analisar os perfis dos alunos e criar um banco de dados a partir do qual atletas ou grupos de atletas podem ser comparados. “A estrutura permite interações como no Facebook. Se você é treinador, eu sou treinador e nós quisermos comparar as nossas turmas, o sistema calcula automaticamente e detecta, entre as duas turmas, quais são os melhores atletas”, explica Francisco Louzada, coordenador do projeto e responsável pelo setor de transferência de tecnologia do CeMEAI.

O professor também conta que o projeto é multidisciplinar e que os testes aplicados nos alunos são passados por especialistas. “Quem nos fornece os testes adequados são os treinadores e os educadores físicos. Nós entramos com a metodologia estatística e com o desenvolvimento do sistema”, esclarece.

Três anos depois do início dos trabalhos para a criação do sistema, desenvolvido pelos alunos Alexandre Maiorano e Anderson Ara, o iSports está prestes a entrar em fase de testes. Louzada acredita que, quando implantado nas escolas, o programa possa ajudar a descobrir talentos escondidos no nosso país. “Às vezes, uma cidade lá no Amazonas tem um talento esportivo e você não consegue descobrir esse esportista. Ele está lá e pode ser um excelente jogador de futebol, mas você não vai descobri-lo porque nenhuma pessoa conseguiu detectar que ele teria essa capacidade. O iSports te dá essa capacidade”, argumenta.

Além de comparar as habilidades de atletas de futebol, o iSports também poderá ser usado para levantar dados de esportistas de outras modalidades. É só uma questão de trocar os exercícios dos testes, pois o método de comparações já está pronto. Agora, o próximo passo é ver como as escolas reagirão ao produto. “Vamos disponibilizar o iSports para algumas escolas, visualizar o feedback das pessoas que o utilizarão e verificar se ele está adequado ou se precisa de algum tipo de customização para determinado tipo de aluno”, finaliza Louzada.

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Modelagem de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Leonardo Zacarin – Comunicação CeMEAI

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Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Rolf Jeltsch fará palestra no dia 22 de maio no ICMC

O tema é “Modelagem e Simulação de Fluxo Compressível de Plasma em Disjuntor de Alta Corrente”

O professor visitante especial suíço Rolf Jeltsch foi convidado pelos docentes Elias Salomão Helou Neto e Igor Mencattini a dar uma palestra no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação, o ICMC. O tema é “Modelagem e Simulação de fluxo compressível de plasma em disjuntor de alta corrente”. Rolf está no país desde abril pelo Programa Ciências sem Fronteiras e fica até junho no Brasil.  

O pesquisador é PhD em Matemática pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique. Ele sempre esteve envolvido com instituições da área. Fez parte de várias delas e em todas ocupou vários cargos, incluindo o de presidente: Sociedade Europeia de Matemática (EMS), Conselho Internacional de Matemática Aplicada e Industrial (ICIAM), Associação Internacional de Matemática e Mecânica Aplicadas (GAMM) e Sociedade Suíça de Matemática (SMS).

A palestra de Rolf Jeltsch será no dia 22 de maio, a partir das 14h no bloco 4, no auditório “Professor Luiz Antonio Favaro”.

Seguem o título do assunto a ser abordado por ele e o resumo (ambos em inglês):

Title:

Modelling and Simulation of Compressible Plasma Flow in a High Current Circuit Breaker

Abstract:

The main function of a circuit breaker is to switch off the electric current safely, in case of fault current. A mechanical force separates the contacts, and an arc starts to burn between the two contacts. This plasma is described by the resistive Magnetohydrodynamics (MHD) equations. The emphasis is on very high currents (10kA-200kA) and relatively high conductivity. Radiation is incorporated by adding a Stefan's radiation. To simulate the plasma in the arc the Nektar code developed by Brown University is adapted and extended. It is based on the Discontinuous Galerkin(DG) methods allowing for triangular or quadrilateral meshes in 2d and hexagonal or tetrahedral meshes in 3d.

GID is used for mesh generation. The code is extended to include Runge-Kutta time stepping, various accurate Riemann solvers for MHD, slope limiters and SF 6 gas data. It operates on both serial and parallel computers with arbitrary number of processors.The suitability of this Runge-Kutta Discontinuous Galerkin (RKDG) methods is analysed. In particular different numerical fluxes, different Riemann solvers and limiters, low and high order approximations on smooth and non-smooth solutions are investigated. Numerical results are given. This work has been performed by Patrick Huguenot and Harish Kumar in their Ph.D. thesis and by Vincent Wheatley.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial. As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. 

As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

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Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Pesquisadores do CeMEAI participam de Workshop com a Electrolux

A visita foi na terça-feira à empresa em São Carlos

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Pesquisadores e membros do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) estiveram na Electrolux em São Carlos em 12/05/2015. Os professores e funcionários foram recebidos por gerentes e líderes da empresa para um workshop sobre as oportunidades a serem enfrentadas pela empresa para melhorias e adequações, objetivando estreitar laços entre a academia e a indústria. Também estavam presentes dois docentes portugueses, que participam de projetos desenvolvidos pelo Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação, do ICMC da USP de São Carlos.

Foram apresentados ao grupo os principais focos de problemas da empresa que se dividiu em três equipes para entender a realidade da fábrica: manufatura, qualidade e logística. A ideia do workshop surgiu de um contato anterior entre as partes, para que num futuro próximo, tenhamos pesquisas aplicadas que gerem patentes, produtos e inovações.

 

Sobre a Electrolux

Líder mundial em eletrodomésticos e aparelhos de uso profissional, a Electrolux está presente em mais de 150 países. Entre os produtos, há uma extensa quantidade de modelos das categorias de refrigeradores, freezers, lavadoras, micro-ondas e fornos, além de condicionadores de ar e cooktops. A Electrolux realiza pesquisas em busca de tendências e tecnologia para atender cada um de seus clientes. No Brasil, a empresa está presente desde 1926.

(fonte: site da empresa)

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial. As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

 

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

Fotos: Gustavo Faria

 

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Professor visitante suíço fica até junho no ICMC da USP em São Carlos

Rolf Jeltsch está no país pelo programa “Ciência sem Fronteiras”

O Professor Rolf Jeltsch (69 anos)  foi convidado por pesquisadores do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) a vir ao Brasil como professor visitante especial. Ele está na USP em São Carlos desde o dia 1° de abril e fica na cidade até 30 de junho. Sua vinda ao país esta sendo financiada pelo programa Ciência sem Fronteiras, cujo objetivo é a consolidação da ciência, tecnologia e inovação por meio de troca de experiências entre os países.

O pesquisador, que é PhD em Matemática pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, já esteve no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação de São Carlos em (ICMC/USP) em 2014, e deve retornar ao país em 2016 e em 2017 para a conclusão dos trabalhos pelo Ciência sem Fronteiras. A visita deve durar 9 meses, com um total de 3 meses por ano.

Rolf sempre esteve envolvido com instituições da área, fez parte de várias delas, e em todas ocupou vários cargos, incluindo o de presidente:

- Sociedade Europeia de Matemática (EMS) - de 1994 a 2011

- Conselho Internacional de Matemática Aplicada e Industrial (ICIAM) - de 2000 a 2013, incluindo os congressos internacionais de matemática (em particular o ICIAM 2007)

- Associação Internacional de Matemática e Mecânica Aplicadas (GAMM) – de 1996 a 2001

- Sociedade Suíça de Matemática (SMS) – de 1998 a 2003

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial. As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. 

As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey - Comunicação CeMEAI

Foto: European Mathemathical Society

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A Estatística evitando fraudes em cartões bancários

CEPID-CeMEAI usa modelagem estatística para diminuir esse tipo de golpe

 

Entre as inúmeras pesquisas feitas no CEPID-CeMEAI - Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria – uma está diretamente ligada ao uso da estatística para evitar fraudes em cartões de banco. Ela é coordenada pelo professor Francisco Louzada, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação da USP de São Carlos.

Em março deste ano, de acordo com dados da Serasa-Experian foram mais de 183 mil tentativas de fraudes contra os consumidores. Isso significa que a cada 14 segundos um brasileiro foi vítima de fraude com cartões ou cheques no país. É o maior número desde 2003, quando a pesquisa passou a ser realizada. Quase a metade das tentativas de fraude foi registrada no setor de telefonia, seguido pelo setor de serviços e pelos bancos. Inclusive, a edição do dia 05/05/15 do Jornal Nacional deu destaque ao assunto.

 

A Pesquisa

Louzada, que também é Coordenador de Transferência Tecnológica do CEPID CeMEAI – explica a pesquisa. “Nós desenvolvemos novas metodologias para a detecção de fraudes com o uso de modelagem estatística e computacional. Levamos em consideração a estrutura aleatória e volátil da fraude para conseguir maior capacidade de prevê-la. Porque um modelo pode indicar corretamente quem é e quem não é o fraudador, mas também pode errar e concluir que você é fraudador mas você não é (falso positivo). Ou o contrário: indicar que você não seja um golpista, mas na verdade você é (falso negativo). Então tentamos desenvolver, com a maior certeza possível, modelos estatísticos que possam prever de forma adequada uma possível fraude.E avaliar casos em que não foi fraude, mas sim um erro do sistema, ou do internauta dono do cartão usado”, conclui o pesquisador.

 

Dicas para evitar fraudes em cartões de crédito

- Olhar detalhadamente sua fatura e contatar imediatamente e empresa do cartão caso haja algo estranho

- Guardar sempre cupons, recibos e protocolos

- Não emprestar nunca o cartão a outras pessoas

 

Para evitar fraudes em compras ou cadastros na internet

- Criar senhas difíceis de serem descobertas

- Atualizar Antivírus e softwares

- Não responder e-mails que peçam seus dados pessoais ou senhas

- Só forneça dados a sites confiáveis

- Se receber e-mails suspeitos, comunique a empresa de seu cartão

 

Em lojas, alguns cuidados

- Esteja atento. Certifique-se que não há pessoas nem câmeras que possam copiar sua senha

- Em caso de cartões sem chip, onde é necessária a assinatura, verifique o recibo antes de assiná-lo

- Em caso de esquecimento do cartão em algum estabelecimento, comunique a perda imediatamente

 

Outras áreas em que a pesquisa pode ser aplicada

Francisco Louzada também reforça que é possível usar esse tipo de pesquisa em outras áreas. “Em bancos de sangue, eu preciso descobrir por exemplo, quais bolsas devem ser descartadas porque podem ser de doadores com doença de Chagas. Mas pra fazer um exame como o de detecção do DNA do parasita(trypanossoma cruzi), o processo pode ser demorado e caro. Mesmo que eu peça um exame de fezes do doador, ele pode não detectar o parasita, mesmo a pessoa portando-o. Então você pode fazer combinações de modelos (chamadas de blendagens) pra aumentar a capacidade preditiva da modelagem e direcionando a um descarte eficiente de bolsas de sangue. 

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial. As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. 

As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey - Comunicação CeMEAI

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Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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Matemática fora do campus: evento em São Carlos quer popularizar a Ciência

O município é o primeiro da América Latina a fazer parte do Pint of Science Festival

Discutir pesquisas matemáticas na mesa de um bar ou restaurante! Se pra você isso parece estranho, não o é para os países que já fazem parte do Pint of Science Festival 2015. E o Brasil vai entrar nessa novidade. Pela primeira vez participa do Pint of Science. O evento vai ocorrer nos dias 18, 19 e 20 de maio em São Carlos. Vários pesquisadores incluindo os que têm projetos no Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) vão bater um papo sobre ciências com a comunidade. No Brasil, o Pint of Science Festival é promovido pelo ICMC (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP de São Carlos).

 

Temas:

Serão 6 mesas de discussão, duas a cada noite, em dois pontos da cidade, simultaneamente. Os temas são:

- A Tecnologia na educação e a educação para a tecnologia

- O conhecimento livre e a oportunidade de compartilhar boas ideias

- A diversão matemática e algumas brincadeiras para calcular

- A inclusão social pela matemática e a economia solidária

- A Inovação em ciências matemáticas e as ciências matemáticas para a inovação

- A era da Robótica e seus impactos na sociedade

 

A mesa do CEPID-CeMEAI

O professor e pesquisador Francisco Louzada, do CEPID-CeMEAI, coordena a mesa de discussão que tem como tema a inovação em ciências matemáticas. Cada coordenador - que é um professor do ICMC - tem direito a convidar outros pesquisadores para a discussão. E como haverá público leigo, a ideia é não seguir o padrão tradicional das palestras e seminários acadêmicos.

“O festival tem a oportunidade de estar levando até os bares e à comunidade temas diversos relativos à Ciência. No nosso caso específico vamos levar a discussão sobre inovação em Ciências Matemáticas, que envolve estatística, matemática aplicada e computação aplicadas à problemas industriais. A ideia é mostrar o podemos fazer pra melhorar as empresas brasileiras, as instituições, as pesquisas em desenvolvimento, com um arcabouço matemático ligado a uma equipe de excelência”, conclui Louzada.  

Outros países têm participado do Pint of Science Festival: Inglaterra, Irlanda, França, Itália, Estados Unidos, Austrália, Espanha e Alemanha.

 

Onde serão as mesas de discussão

Os dois locais em São Carlos para as mesas de discussão serão o Mosaico Restaurante e o Café da Sete. O endereço do Mosaico é Rua Aquidaban, 1342, no centro. Já o Café da Sete fica na rua Sete de Setembro, 1440, também no centro.

Mas as vagas são limitadas. Para ter mais detalhes, acesse o site do evento: http://posbrazil.wix.com/posbrazil

 

Mais sobre o projeto Pint of Science Festival

O evento surgiu em 2012 em Londres, quando dois cientistas do Imperial College of London (Michael Motskin e Praveen Paul) organizaram um encontro de pesquisadores. Eles reuniram pessoas portadoras do mal de Parkinson e do Alzheimer, porque pesquisam as doenças e gostariam de compartilhar os estudos com a comunidade. Como o encontro teve repercussão, eles o batizaram de Pint of Science e passaram a realizar anualmente pra aproximar cientistas da população.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial. As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. 

As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey 

Vídeo: Leonardo Zacarin

Assessoria CEPID-CeMEAI

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CEPID-CeMEAI realiza 1° Simpósio Regional de Matemática Industrial

Evento foi feito em São José do Rio Preto e reuniu pesquisadores de cinco instituições 

Cerca de 40 pesquisadores participaram em São José do Rio Preto, no noroeste de São Paulo, do 1° Simpósio Regional de Matemática Industrial. O Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Unesp (IBILCE) sediou o evento, que durou dois dias e foi promovido pelo Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI). Foram 14 horas de palestras e discussões com representantes de cinco instituições: USP (unidades da capital e de São Carlos), Unicamp, Unesp, UFSCar e do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

Segundo o diretor do CEPID-CeMEAI, José Alberto Cuminato, que apresentou a primeira palestra do evento, o objetivo do Simpósio foi “aproximar as equipes antes de aproximar a indústria. A gente acredita que, ao aproximar o próprio pessoal, nós possamos começar o que chamamos de interdisciplinaridade: pessoas conversarem entre si, levando a uma maior interação. Primeiramente entre os difusores internos do CEPID-CeMEAI, e depois entre os outros CEPIDs.” Cuminato falou da importância de desenvolver pesquisas aplicadas ao setor industrial e também do último ano do CeMEAI. “Foi positivo. Estamos tendo sucesso no cumprimento das metas. Também temos alguns movimentos provocados pelo CEPID-CeMEAI, como a onda de criação de alguns cursos de graduação que envolvem a matemática aplicada”, aponta Cuminato.

Geraldo Nunes da Silva, docente do IBILCE, foi o segundo palestrante, e discorreu sobre as atividades em andamento na Unesp de São José do Rio Preto. Geraldo explicou projetos desenvolvidos junto à indústria moveleira, que é forte na região noroeste do Estado, e ressaltou a contribuição do CEPID-CeMEAI para o setor. Silva destacou um projeto em especial, feito com a Embrapa na questão das plantas daninhas na produção de soja. “Precisávamos saber se havia um jeito de controlar as plantas ao longo do tempo, minimizando os custos do produtor, por um período de cinco, dez anos. A gente estudou a dinâmica do Banco de Sementes e a resistência aos herbicidas. Passamos a estudar a otimização intervalar e através da álgebra dos intervalos, conseguimos tratar o problema do início ao fim”, frisa Geraldo.  

Transferência de Tecnologia

A inovação, a transferência tecnológica e a difusão foram os temas da palestra ministrada pelo pesquisador Francisco Louzada, da USP de São Carlos, que citou parte dos 50 projetos desenvolvidos no CEPID-CEMEAI. Ele é o atual Coordenador de Transferência de Tecnologia e comentou a estrutura holística do Centro, onde os docentes atuam em quatro áreas: Otimização e Pesquisa Operacional, Mecânica dos Fluidos Computacional, Modelagem de Risco e Inteligência Computacional. “Temos um problema industrial. Transformamos isso com análise e desenvolvimento. Fazemos um treinamento das pessoas e finalizamos com a transferência de tecnologia assistida. Temos projetos em finanças, esporte, educação, aeronáutica, indústria de transformação, todos ligados aos diferentes grupos do CEPID. Alguns exemplos são planejamento de produção de cerveja, reconstrução tomográfica, aprimoramento da eficiência de padrões de cortes na indústria moveleira, planejamento em produção em fundições de pequeno porte e otimização de tarefas”, observa Louzada.

O software que detecta talentos esportivos

Louzada apresentou ainda alguns dos projetos que coordena. Um deles é o iSports: detectando talentos em futebol. O software consegue prever o desenvolvimento de alguns atributos físicos e técnicos de atletas e avaliar a probabilidade deles se tornarem craques.

A pesquisa e o setor automotivo

O pesquisador Gustavo Buscaglia, da USP de São Carlos, apresentou um projeto desenvolvido para a indústria automotiva. “A maioria das máquinas que usamos na sociedade tem partes móveis, que têm que se relacionar com as partes fixas. Para abrir uma porta, existe uma dobradiça que permite que você mexa a porta. Então sempre há uma parte lubrificada para fazer o movimento com o mínimo atrito. Isso vale pra turbinas hidráulicas e turbinas de aviões. Se você reduz o atrito, você reduz as perdas. Em um carro, 11% do combustível vai embora por causa das perdas por atrito desse contato lubrificado. E se você consegue modelar matematicamente isso, tentando reduzir essa fricção, o ganho econômico para a sociedade é enorme. E o setor automobilístico está atrás disso com o enfoque matemático faz 120, 130 anos”, afirma Buscaglia. 

A matemática e a saúde

Um projeto que pode ajudar várias áreas, como a oceanografia, a geociência e a medicina está em andamento no CEPID-CeMEAI e tem a ver com a otimização das tomografias, as imagens do interior dos objetos. Ele foi apresentado no Simpósio pelo pesquisador Elias Salomão Helou Neto. “Uma das áreas que talvez se beneficie mais é a de pesquisa biológica, onde você tem amostras sensíveis que não podem ficar expostas aos raios X por tempo suficiente pra que você colete dados onde as técnicas tradicionais em tomografia vão funcionar bem. Então você precisa tirar radiografias em poucos ângulos, e isso significa que uma técnica matemática de reconstrução vai falhar. A gente pesquisa técnicas alternativas que vão gerar imagens melhores. São técnicas que levam muito tempo de computação, onde o número de cálculos que precisam ser executados para que essas técnicas funcionem é muito grande. A gente tenta reduzir esse custo computacional para que as técnicas iteradas – tanto que já existem quanto as que estamos criando – se tornem acessíveis para o pesquisador, que não é pesquisador em tomografia, mas que precisa usar as imagens tomográficas”, explica Elias.

Outro projeto que tem a ver com a saúde foi apresentado no Simpósio pelo professor Marcelo Lauretto, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP), desenvolvido em parceria com o Instituto de Matemática e Estatística (IME-USP). Foi feita uma parceria com Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e o público-alvo eram pacientes que têm TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo. “Os pacientes chegam ao hospital numa ordem de entrada e o médico precisa triar, decidir rapidamente pra qual grupo de tratamento o paciente vai. A ideia foi usar um modelo matemático pra permitir isso. Você pode dividir os pacientes por faixa etária, sexo etc. O grande problema é que isso é suscetível a manipulações. Uma forma encontrada de proibir a manipulação – matematicamente falando – é introduzir um componente casual nos cálculos para diminuir a previsibilidade de alocação dos pacientes. É um método determinístico que inclui esse procedimento aleatório. É isso que desenvolvemos”, esclarece Lauretto.

Os cálculos e as nossas dúvidas

O professor José Mário Martínez, do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC-Unicamp), encerrou o primeiro dia do Simpósio com um tema curioso: o que sabemos e o que não sabemos. Ele escolheu o assunto pra deixar claro que ninguém domina todas as áreas do conhecimento, e que muitas vezes o sucesso de uma pesquisa está na interação entre pesquisadores de diversas especialidades. Martínez usou o exemplo de um projeto desenvolvido por ele em aviários, em parceria com uma empresa de consultoria do setor alimentício. O objetivo é otimizar a produção de frangos, melhorando as condições ambientais nas quais as aves se desenvolvem. “O Brasil é responsável por 40% das exportações de carne de frango no mundo. E nós temos que otimizar os aviários, mantendo um estado ideal do ambiente, controlando por exemplo a temperatura”, aponta Martínez. Até onde o conhecimento do grupo permite, a pesquisa avançou. A ideia é desenvolver um aparelho pra ser instalado nas granjas que contenha os cálculos feitos por eles. Mas isso é uma outra história, que precisa de mais parcerias pra ser finalizada! E é aí que Martínez resume o tema da palestra: “Através das perguntas que me fizeram aqui, apareceram várias coisas que eu não sabia e que não estavam entre as coisas que eu não sabia que eu não sabia!”, brinca o professor.

Matemática no Espaço

No segundo dia do Simpósio, foram ministradas cinco palestras, e três delas trataram de pesquisas desenvolvidas no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos (SP).

Simulando Turbulências em Aeronaves

O pesquisador João Luiz Azevedo foi o primeiro a falar com os participantes. O projeto apresentado – feito em parceria com a Embraer e com participação de pesquisadores da Unicamp – mostrou simulações de turbulência em aeronaves de voos comerciais. “Em uma aeronave comercial em voo de cruzeiro, o arrasto é o que você paga pra voar. Se diminuirmos o arrasto, diminuímos o gasto de combustível. Nossa meta é simular numericamente os escoamentos, para as aplicações onde isso for necessário”, explica Azevedo.

Escoamento Aerodinâmico em Jatos Supersônicos

Em seguida, quem se apresentou foi Sami Yamouni, pós-doutorando do IAE. O bolsista falou sobre o escoamento aerodinâmico voltado aos jatos supersônicos, como os foguetes, e sobre como tentar minimizar o ruído gerado, já que ele incomoda quem tem contato direto com as aeronaves e pode ainda danificar as estruturas de lançamento das mesmas. “O interesse desse estudo de simulação é tentar representar o jato da melhor maneira possível e tentar prever o ruído gerado por esse escoamento. Para isso, a gente precisa conhecer com muita precisão o escoamento aerodinâmico”, relata Yamouni.

Proteção Térmica na Reentrada Atmosférica

Outro projeto que o público conheceu foi o pós-doutorando Rodrigo Palharini, também do IAE. Ele falou sobre a segurança na reentrada atmosférica das aeronaves. “O que a gente tem feito hoje é aplicado à cápsula SARA (Satélite Recuperável Atmosférico), que é uma cápsula para experimentos em microgravidade. Essa cápsula vai ser enviada ao espaço, ficar em órbita por 10 ou 15 dias e há experimentos dentro dessa cápsula. Por isso, ao retornar, nós temos todo um sistema de proteção térmica para que a cápsula sobreviva a essa reentrada. Novos materiais precisam ser desenvolvidos e as simulações são de fundamental importância pra que esses dados sejam disponibilizados e para que engenheiros desenvolvam novos materiais para essa reentrada atmosférica, deixando as aeronaves mais leves e mais resistentes”, salienta Palharini.

Resumir dados usando números: uma das aplicações da sumarização

Temos hoje em dia uma facilidade enorme de acesso às informações. E elas são muitas. Para processá-las, precisamos de uma estrutura. É isso o que desenvolve o grupo coordenado pelo pesquisador do CEPID-CeMEAI Luís Gustavo Nonato, que desenvolve ferramentas para construir perguntas que gostaríamos de fazer e ver respondidas quando estamos diante de uma grande quantidade de dados. Na palestra em São José do Rio Preto, ele falou sobre a sumarização matemática usada pra facilitar a vida das pessoas. “Tomando como exemplo o Portal da Transparência, nós temos diariamente as transações do Governo Federal para cada entidade. Mas eu quero saber quais são os principais tipos de transações realizadas num determinado dia? Outro questionamento: quais foram os estados brasileiros que mais receberam Bolsa-Família em um determinado período? Isso é a sumarização. É como se você tivesse um monte de matérias pra estudar. Você faz um resumo, estuda todas e aí vai se aprofundando, né?” compara Nonato.

Estatística para reconhecer tipos de clientes e até solucionar crimes

Matemática e estatística estão no nosso dia-a-dia, mesmo sem nos darmos conta disso. Alguns exemplos já foram citados anteriormente nas palestras, e também foram explicados pelo professor Ronaldo Dias, do IMECC-Unicamp. Ele falou sobre dois projetos desenvolvidos, que visam otimizar dados para as empresas. “A demanda de energia elétrica foi uma das aplicações. A informação que vem dos transformadores é agregada e inclui os diferentes tipos de consumidores: os residenciais, os industriais e os comerciais. Por meio de estatística, nós criamos condições de desagregar essas informações para que a concessionária de energia daquela região saiba qual é a demanda média de energia para cada tipo de consumidor”, constata o professor. Dias também explica que os pesquisadores já ajudaram a Polícia Federal a prender pessoas por crimes como a adulteração de gasolina, usando a quimiometria (aplicação de métodos estatísticos ou matemáticos em dados de origem química). “As amostras químicas são medidas por infravermelho e a gente precisa saber o que tem dentro das amostras. Uma aplicação imediata é a falsificação de gasolina. Se você tem todos os componentes desagregados da amostra química da verdadeira gasolina pura para os padrões brasileiros, você pode comparar com a falsificada porque vão aparecer componentes estranhos e isso é detectado por esse procedimento. Nós ajudamos a dar ao juiz o grau de certeza sobre o tipo de falsificação. Mesmo que ela seja muito bem trabalhada, o nível de certeza vai ser tão alto que o juiz pode dar encaminhamento a um processo”, finaliza.

Projetos em parceria com a Petrobrás

Durante o Simpósio, também foram apresentados dois projetos do CEPID-CeMEAI em parceria com a Petrobrás.

Otimizando a frota de navios em plataformas offshores

A Modelagem e os Métodos de Otimização na Indústria de Petróleo foi o tema do trabalho apresentado pela aluna de doutorado Maria Gabriela Furtado, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O grupo de Maria Gabriela desenvolveu técnicas para facilitar a distribuição e o carregamento dos navios nas plataformas marítimas da empresa. “Tem um conjunto de plataformas em que os navios precisam coletar o produto e entregar nos terminais, e a gente precisa minimizar os custos relacionados a essa operação. Nós desenvolvemos um modelo que auxilia na tomada de decisões da empresa”, conta a doutoranda.

Desenvolvimentos Computacionais Aplicados a Processos de Refinos

Outro trabalho que também tem a Petrobrás como parceira é o coordenado pelo professor Antonio Castelo Filho, que estuda a simulação de escoamentos internos e multifásicos para o refino de petróleo. Castelo foi o último palestrante do Simpósio de Matemática Industrial e explicou que os trabalhos já duram três anos e podem facilitar bastante a otimização na empresa. “Digamos que eu tenha um óleo dentro da câmera de refino. Com o aquecimento, com a combustão, o que acontece? Novos produtos serão formados. E aí, cada produto vai me dar uma fase diferente dentro dessa simulação: gás de cozinha, gasolina, querosene etc.”, afirma Castelo.

Ao final do evento, o grupo já decidiu fazer um segundo Simpósio de Matemática Industrial. A data exata ainda vai ser determinada, mas já é certo que o evento será realizado por volta de março ou abril de 2016, na USP em São Carlos.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial. As atividades do Centro são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. 

As atividades são desenvolvidas nas áreas de Otimização Aplicada e Pesquisa Operacional, Mecânica de Fluidos Computacional, Avaliação de Risco, Inteligência Computacional e Engenharia de Software. 

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP).

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

Leonardo Zacarin – Assessoria CEPID-CeMEAI

Vídeos: Leonardo Zacarin – Assessoria CEPID-CeMEAI

Foto cedida: Gustavo Buscaglia

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ICMC está com inscrições abertas para o MECAI

Seguem até 15 de maio as inscrições do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, para o processo seletivo do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI). A criação do MECAI está ligada aos projetos do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.

Uma das novidades este ano é a ênfase em Ciência de Dados: Agricultura, Medicina e Infraestrutura. No ano passado, quando foi aberto este tipo de curso na Universidade, o foco era na área da indústria financeira. Outra diferença para a turma aberta em 2014 é que as aulas agora vão ser no campus de São Carlos, e não mais na capital paulista.

O mestrado profissional é o primeiro do país que aborda, de forma abrangente, áreas específicas da matemática, estatística e computação aplicadas à indústria. O objetivo é melhorar a formação dos profissionais e atender à demanda da indústria para proporcionar um avanço em geração de produtos ou aplicação de métodos inovadores, para que as empresas se tornem mais competitivas nacional e internacionalmente. O professor Antonio Castelo Filho, coordenador do MECAI, explica melhor a nova ênfase.

Castelo também fala sobre o que levaria o empresário a se interessar pelo mestrado. “Porque você quer qualificar os seus funcionários. Fazer com que eles possam ter produtividade melhor porque possuem mais conhecimento.”

Quem pode participar do MECAI

Podem participar do processo seletivo alunos graduados em nível superior em Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Matemática, Estatística e áreas afins, que estejam atuando profissionalmente na indústria ou que comprovem vínculo com a indústria nos dois anos anteriores ao início do processo seletivo. Os aprovados começam as aulas em agosto deste ano. Elas vão ser às sextas-feiras, no período da tarde, e no sábado, no período da manhã. O mestrado tem dois anos de duração.

Castelo ressalta ainda os resultados que já apareceram antes mesmo da primeira turma estar formada. “Já temos convênio com pelo menos 3 bancos. É lógico que a cada ano a gente pode oferecer uma ênfase diferente ou mais de uma ênfase. Depende. Este em Ciência de Dados com edital aberto foi feito por causa do forte contato que nós temos com a Embrapa. A Embrapa por exemplo pensa em mandar funcionários e até estagiários pra fazer esse mestrado. Em contrapartida podem vir bolsas de estudo.”

Disciplinas do MECAI com ênfase em Ciência de Dados

Serão três disciplinas básicas:

1)  Introdução à Ciência da Computação

2)  Fundamentos de Matemática Aplicada

3)  Probabilidade e Estatística

Há também as específicas da ênfase:

1)  Ciência e Mineração de Dados

2)  Aprendizado de Máquina

3)  Ferramentas de Banco de Dados

4)  Gerência de Dados em Larga Escala

5)  Visualização Científica

6)  Visualização de Dados

7)  Processamento de Imagens Digitais

8)  Análise de Imagens Digitais

9)  Sistemas Complexos I

10)  Sistemas Complexos II

11 ) Otimização de Dados Complexos e Aplicações

12)  Sistemas Embarcados

13) Tópicos Matemáticos em Análise de Dados I

14) Tópicos Matemáticos em Análise de Dados II

15) Estágio de Pesquisa e Desenvolvimento I

16) Estágio de Pesquisa e Desenvolvimento II

17) Tópicos em Ciências de Dados I

18) Tópicos em Ciências de Dados II

Critérios para admissão

· Análise da formação acadêmica (histórico do curso de graduação e histórico de pós-graduação, se houver)

· Análise do curriculum vitae (atividades acadêmicas, de pesquisa e profissionais)

· Análise do projeto proposto

Outras informações

Para se inscrever, os candidatos devem acessar o seguinte endereço: http://pgweb.icmc.usp.br.

Mais detalhes sobre o processo seletivo podem ser obtidos no edital

Texto: Carla Monte Rey - Assessoria CEPID-CeMEAI

Denise Casatti – Assessoria ICMC-USP

Vídeo: Leonardo Zacarin – Assessoria CEPID-CeMEAI

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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