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Comunicação CeMEAI

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Uma pesquisa da Unicamp mostrou a importância do isolamento social. Ela mostra que o isolamento social salva uma vida a cada 4 minutos e 2 segundos. O levantamento apontou que se a gente permanecer com o isolamento social por 14 dias, no dia 21/5 serão salvas 770 vidas no Brasil e 542 no estado de São Paulo.

 

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Um estudo desenvolve uma plataforma que calcula quantas vidas podem ser salvas com o isolamento social. A taxa de isolamento social influencia diretamente na taxa de reprodução do vírus e, de acordo com o estudo realizado pelos pesquisadores do centro de matemática aplicada da Unicamp, se a taxa de adesão no estado de São Paulo estiver acima de 50% nos próximos 14 dias, mais de 8 mil vidas serão salvas. Esse número, apesar de significativo, é pequeno perto da previsão do estado, que estima cerca de 100 mil casos da covid-19 até o fim de maio, caso o isolamento esteja em 55%.

 

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Cálculos feitos por matemáticos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) estimam que o Brasil pode salvar uma vida a cada 1,3 minuto se respeitar as medidas de isolamento social nas próximas duas semanas. O estudo "Vidas Salvas", desenvolvido por Paulo J. S. Silva e Claudia Sagastizábal em parceria com o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) da USP (Universidade de São Paulo), se baseia nos dados divulgados diariamente pela União, pelos estados e pelos municípios e compilados pelo Observatório Covid-19 BR.

 

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Pesquisadores do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp desenvolveram uma plataforma que calcula a quantidade de vidas salvas com as medidas de isolamento social durante a pandemia da covid-19. Pelos cálculos, a estimativa é que se o isolamento social registrado na última semana for mantido no Brasil, o número de pessoas que deixam de morrer por dia, vítimas da doença, saltará de 83 para 360, dentro de uma semana, chegando a atingir a taxa de 865 vidas salvas diariamente, em duas semanas - que será dia 20 de maio.

 

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Pesquisadores do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp desenvolveram uma plataforma que calcula a quantidade de vidas salvas com as medidas de isolamento social durante a pandemia da covid-19. Pelos cálculos, a estimativa é que se o isolamento social registrado na última semana for mantido no Brasil, o número de pessoas que deixam de morrer por dia, vítimas da doença, saltará de 83 para 360, dentro de uma semana, chegando a atingir a taxa de 865 vidas salvas diariamente, em duas semanas - que será dia 20 de maio.

 

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Não está fácil ficar em isolamento social, mas, nesse momento, é muito necessário. Um estudo feito por pesquisadores do CeMEAI, que reúne profissionais de várias instituições como USP e Unicamp, aponta que um brasileiro pode ser salvo a cada quatro minutos por causa da quarentena, já que ela reduz a transmissão do novo coronavírus.

 

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Estudo estima que um brasileiro pode ser salvo a cada quatro minutos com isolamento

Simulação matemática mostra mortes que poderiam ser evitadas no Brasil e por regiões

 

vidas salvas

 

O isolamento social tem sido um dos assuntos mais discutidos na pandemia. Efetivamente, ele salva vidas? Era essa resposta que os pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) Paulo J. S. Silva e Claudia Sagastizábal queriam ter quando iniciaram um estudo matemático em colaboração com Tiago Pereira e Alexandre Delbem e que resultou em uma página que pode ser consultada pela população.

O grupo fez ajustes do modelo SEIR, que representa a taxa de replicação do vírus SARS-CoV-2 (o coronavírus que causa a Covid-19), tentando descobrir se ele varia no tempo. A ideia era buscar identificar tendências na evolução da taxa de propagação do vírus e consequente aceleração ou desaceleração da epidemia depois do início dos protocolos de distanciamento social que foram implementados a partir de 24 de março.

“Fizemos a análise para o país todo e depois especializamos os resultados para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão e para todas as grandes regiões do país”, explicou Paulo J. S. Silva, professor do IMECC/Unicamp.

Muito se discute sobre os reais números da pandemia no Brasil e no mundo, no entanto, os resultados da pesquisa estão baseados nos dados oficiais baixados a partir do site Observatório Covid-19 BR. “Esses dados sofrem de clara subnotificação e assim, as nossas estimativas serão também seguirão subestimadas. Porém, acreditamos que mesmo assim é possível ter uma ideia da evolução da epidemia e ser útil”.

O estudo considerou vidas que seriam salvas com o isolamento social nos próximos 14 dias (a partir de 04/05/20) e concluiu: 84 (06/05), 111 (07/05), 141 (08/05), 176 (09/05), 216 (10/05), 259 (11/05), 310 (12/05), 367 (13/05), 430 (14/05), 502 (15/05), 583 (16/05), 673 (17/05), 774 (18/05), 887 (19/05).

“Dessa forma, até o dia 19 de maio, seriam salvas 5.513 vidas o que dá aproximadamente uma vida a cada 4 minutos”, explicou o autor lembrando ainda que a página atualiza as projeções automaticamente a cada dia. “Logo, esses números simulados em 06/05 irão mudar de acordo com a divulgação diária dos dados oficiais do site Observatório Covid-19 BR”.

Paulo comenta ainda sobre a análise feita levando em consideração estudos específicos para cada região do país. “O distanciamento social parece ter sido efetivo quando consideramos o Brasil inteiro, mas vem perdendo força o que é preocupante. Essa é a tendência no Sudeste, que concentra a maior parte dos casos e também no Centro-Oeste. No Norte e Nordeste, que já possuem regiões onde o sistema de UTIs está acima da capacidade, parecem ter entendido a dimensão do problema e passaram a adotar um distanciamento mais efetivo. Na contra mão está o Sul, que sofreu um forte pico de casos reportados recentemente com causas a serem estudadas”, concluiu.

Claudia Sagastizábal (IMECC/Unicamp) comentou ainda sobre as curvas que de uma forma geral foram achatadas. “Objetivamente, esse estudo mostra a eficiência do isolamento e se torna preocupante quando analisamos os picos previstos pelo modelo SEIR que ainda são extremamente altos. Isso sugere que é imperativo que os governos busquem alternativas de controle da epidemia para não enfrentemos colapsos nos sistemas de saúde em breve”.

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

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Com um sétimo da população chinesa, o Brasil superou a China em número de mortes por Covid-19 e daqui a uma semana deverá ter o dobro das mortes registradas naquele país, segundo projeção matemática do Imperial College de Londres. Enquanto as mortes aumentam, as medidas de distanciamento social vêm sendo relaxadas, e o movimento nas ruas cresceu desde o fim de março. Para um grupo de matemáticos e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), há uma explicação para isso: a quarentena brasileira foi mal planejada e, em algumas regiões, precoce. O preço que se paga por isso é a pressão para arrefecer o isolamento às vésperas do momento mais crítico da epidemia.

 

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Pesquisa otimiza estoques de EPIs em hospitais durante pandemia de COVID-19

Modelos preditivos auxiliam no planejamento e manutenção segura dos insumos

 

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Resultado de uma união de esforços, de pesquisadores dos laboratórios de Estatística e de Otimização (ICMC/USP), Centro de Estudos de Risco (CER), Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e iniciativa privada, por intermédio da empresa de soluções digitais para gestão de processos em saúde, Bionexo, nasceu um projeto desafiador que está utilizando a matemática como um auxílio na tomada de decisão dos hospitais, ao lidar com as consequências da pandemia de COVID-19.

O principal objetivo deste trabalho que utiliza dados reais é acomodar a demanda explosiva e fornecer aos hospitais meios para possíveis realocações de recursos, principalmente os EPIs, que se tornam limitados diante da pandemia.

Segundo um dos coordenadores do trabalho, Francisco Louzada Neto, a intenção é construir modelos preditivos para a demanda de insumos em hospitais atendidos pela empresa e com essas previsões propor métodos para a movimentação otimizada desses insumos entre hospitais, com a garantia de um estoque mínimo e, consequentemente, sem acarretar a falta dos mesmos no hospital em um determinado período de tempo.

“Estamos trabalhando com dados históricos da utilização de insumos e outras variáveis como taxa de internação, frequência no pronto atendimento, número de leitos disponíveis, entre outras. O modelo estatístico a ser desenvolvido se baseia na demanda hospitalar, o que envolve o entendimento da curva da doença/previsão de internações, bem como o material utilizado para atender essa previsão, fornecidos pelos hospitais ou pela empresa parceira”, explicou Louzada.

A pesquisadora Maristela de Oliveira Santos, que também coordena o trabalho, comenta que o aumento demasiado da procura fez com que a empresa identificasse não apenas crescimento na demanda nos hospitais, mas o aumento de preços de muitos insumos. Assim, existe a necessidade de desenvolver ferramentas para a manutenção inteligente de estoque, de forma que não faltem esses insumos para os hospitais.

“Esta ferramenta auxilia os gestores na estimativa do montante seguro necessário em estoque dos suprimentos, permitindo o intercâmbio e a cooperação entre hospitais e colaborando para a tomada de decisão sobre a compra de insumos durante a pandemia. Os modelos estatísticos propostos por este projeto acomodam características e estratégias assumidas de acordo com a especialidade clínica do hospital, bem como pela dinâmica da epidemia em cada cidade de operação. Tais modelos visam fazer previsões destinadas a estimar o nível de segurança no estoque para cada insumo desejado”, complementou Maristela.

A pesquisadora e professora do ICMC/USP Cibele Maria Russo Novelli também explicou que para os testes iniciais do modelo, a equipe considerou o consumo dos EPIs em hospitais levando em conta a mudança de padrão provocado pelo atendimento de pacientes com Covid-19, cujas características foram obtidas por meio de dados fornecidos pela empresa e também pelas séries históricas de consumo destes insumos em períodos anteriores a doença. “Geralmente um hospital com um número determinado de leitos aloca os pacientes em três categorias: Unidade de Internação (UI), Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Pronto-Atendimento (PA). Pacientes nas UIs encontram-se em estado não crítico, enquanto pacientes nas UTIs estão em estado crítico e por isso requerem mais profissionais e insumos.  Com o aumento no número de pacientes com COVID-19, caso seja necessário, leitos de UI são convertidos em UTI. Um percentual de pacientes que chegam ao PA podem ser internados em UI ou UTI, dependendo da gravidade dos sintomas. Desses, alguns precisam de cuidados intensivos e equipamentos especiais como ventiladores pulmonares. A demanda por profissionais e insumos é calculada separadamente com base na quantidade de pacientes que passa pelo pronto atendimento e nas demais unidades do hospital e podem ser adaptadas de acordo com o tamanho de cada hospital”, explicou.

Francisco Louzada observou ainda que com essas informações, os modelos preditivos indicam a tendência de aumento do consumo de cada insumo ao longo do tempo dadas as observações, bem como o momento em que atinge o limite máximo, considerando a ocupação total do hospital e quanto tempo permanecerá neste limite. “Dessa forma, é possível mensurar quando atinge um platô de consumo, sua duração e quando sairia e voltaria a apresentar consumos, conforme as características usuais do hospital”, finalizou Louzada.

Esta não é a primeira vez que a empresa Bionexo e pesquisadores do CEPID-CeMEAI desenvolvem soluções conjuntamente. Após a participação da empresa no Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, agora, o desafio é apoiar os hospitais no enfrentamento da doença.

Para Denis Neves, Head de Analytics da Bionexo, esta aproximação com a academia é de grande valor para produzir soluções para problemas reais do mercado, especialmente em momentos críticos como este de pandemia.

“A Bionexo está conectada a uma rede de cerca de 2 mil hospitais e opera no Brasil e América Latina. A maioria dos nossos clientes está com dificuldade em planejar suas compras, principalmente insumos como máscaras, álcool em gel e produtos de grande demanda, fica difícil estimar quantas unidades adquirir, levando também em consideração os aumentos de preço e procura.  Muitos hospitais compraram muito, enquanto outros, estão com dificuldades em abastecer os estoques”, explica.

“Pelo histórico de consumo dos clientes nós conseguimos saber se um hospital está com muito estoque e, esta, é a principal contribuição da Bionexo no Projeto. Dada esta interação com hospitais, conseguimos colaborar com a obtenção desses dados de consumo e auxiliar para que os pesquisadores trabalhem nessa modelagem preditiva, conseguindo confrontar o estoque atual de um determinado hospital e quais vão ser as necessidades dele nos próximos dias ou semanas”, disse.

Ainda segundo Denis, com base nessa predição será possível saber quais os locais que terão ou não problemas de abastecimento de insumos. “A proporção de valor está aí. Todos os hospitais sabem que precisam de estoques maiores, mas não sabem dimensionar o quanto. Com o estudo, vamos conseguir dar aos nossos clientes a visibilidade de como esse consumo vai se comportar no futuro próximo”.

Denis lembra ainda a importância da segunda parte da parceria. “A ideia é conseguir remanejar esses estoques de um hospital a outro, claro se houver decisões voluntárias para isso e dessa forma, equilibrar o atendimento aos pacientes”, concluiu.

O estudo também conta com a colaboração de Oilson Alberto Gonzatto Jr e  Marcos Jardel Henriques, doutorandos em Estatística  ICMC/USP e UFSCar, Caio Tomazella doutorando em Ciências da Computação e Matemática Computacional ICMC-USP , Diego Nascimento doutor em Estatística  ICMC-USP/UFSCar,  Maurício Barbosa, Presidente do Conselho de Administração da Bionexo,  Evelyn Bertazo Gerente de Customer Success da Bionexo, Diego Assad Leite Coordenador de Costumer Development da Bionexo  e Rafaela Guerra, Chief Medical Officer da Apus.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

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