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Além de planejar a disponibilidade de leitos e de respiradores pulmonares para o tratamento de pacientes com COVID-19 em estado grave, os gestores de hospitais têm lidado com o desafio de gerir a compra de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais de saúde. Se as previsões de compra desses suprimentos não forem corretas, pode ocorrer desabastecimento ou gastos desnecessários.

 

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Análise de dados comparativos sobre o avanço da Covid-19 em São Paulo

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Wallace Casaca

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, uma das grandes preocupações dos pesquisadores que buscam formas de combatê-la é com a qualidade e a organização dos dados de casos, óbitos, internações e outros números que ajudem a traçar um panorama mais certeiro da evolução da doença.

Nesse contexto, pesquisadores da Unesp e da USP lançaram o SP Covid-19 Info Tracker. A ferramenta reúne dados desde o início da pandemia em 82 cidades paulistas, que correspondem a 95% dos óbitos confirmados no estado. O sistema apresenta dados de histórico diário, índices epidemiológicos e resultados de estatísticas matemáticas fornecidas por cada município monitorado, possibilitando que as informações sejam comparadas na íntegra. Assim, a ferramenta de análise de dados permite uma avaliação mais assertiva da evolução da doença em cada município e no estado como um todo.

Detecção de casos negativos de Covid-19

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Pesquisadores

André Carvalho

Pesquisadores estão desenvolvendo uma plataforma digital que utiliza dados de pacientes para criar indicadores e auxiliar na tomada de decisão dos médicos no combate ao novo coronavírus. Apenas com dados de hemograma, o sistema utiliza inteligência artificial para ajudar os hospitais a agilizar o processo de diagnóstico e otimizar recursos.

DiagoNow, como foi chamada a ferramenta, funciona em quatro etapas, que atuam de forma complementar para confirmar casos positivos ou dispensar os casos negativos.

Ferramenta matemática ajuda a planejar isolamento intermitente em SP

Modelo aponta momentos em que cada cidade poderia ter mais ou menos restrições

 

Medidas de controle são fundamentais para resguardar o sistema de saúde diante da pandemia de Covid-19. O protocolo de distanciamento social tem sido adotado na maior parte dos países e também no Brasil. Pesquisadores unem esforços e utilizam a matemática para estudar algumas questões: Por quanto tempo o protocolo deve ser mantido para se evitar o colapso do sistema de saúde? Cientes de que a evolução da doença não se encontra no mesmo estágio em todas as cidades e que a capacidade hospitalar varia muito em cada região, deve-se implantar o mesmo protocolo de distanciamento de forma homogênea em todas cidades e no mesmo momento? Deve-se amenizar o protocolo também de forma homogênea em todo o estado?

O grupo denominado ModCovid19, formado por uma parceria entre pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, da USP São Carlos (ICMC), Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica, da Unicamp Campinas (IMECC), do Instituto de Matemática Pura e Aplicada do Rio de Janeiro (IMPA) e da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), foi atrás das respostas e chegou a modelos matemáticos capazes de simular diversos fenômenos e comportamentos ligados à pandemia.

Apoiados pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e com financiamento do Instituto Serrapilheira, os professores Paulo J. S. Silva, do IMECC/Unicamp, Tiago Pereira e Luís Gustavo Nonato, do ICMC/USP, desenvolveram um sistema que permite avaliar quando e com qual intensidade o protocolo de distanciamento deve ser implantado em cada cidade individualmente a fim de evitar o colapso do sistema de saúde. “O modelo leva em consideração fatores importantes na transmissão da infecção, como a proporção de pessoas que comutam diariamente entre cidades, a disponibilidade de leitos, além é claro, do número de casos de Covid-19 registrados em cada cidade”, comenta Luis Gustavo Nonato.

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Ele utiliza a figura acima para explicar: “Considere, hipoteticamente, que o número de leitos em São Paulo é capaz de atender até 1.5% da população infectada, enquanto que a disponibilidade de leitos em São José do Rio Preto e em Osasco é a metade da de São Paulo, logo, tais cidades poderiam suportar até 0.75% de sua população infectada em um dado momento. De acordo com o exemplo hipotético, que assume um nível de distanciamento social semelhante ao implantado atualmente no estado, o sistema de saúde de São Paulo iria colapsar a partir do início de junho, superando esta situação apenas em meados de agosto  (linhas verde pontilhadas). São José do Rio Preto e Osasco entrariam em colapso no final de junho, permanecendo nesta condição até a primeira quinzena de setembro  (linhas cinzas pontilhadas)”.

Utilizando o modelo matemático para estimar quando e com que rigor o distanciamento deve ser aplicado em cada cidade a fim de evitar o colapso do sistema de saúde, obtém-se como resultado os períodos e intensidade de distanciamento representados nesta outra figura que mostra a simulação do exemplo hipotético para algumas das principais cidades de São Paulo.

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A linha preta representa a previsão de pessoas infectadas e as cores, os níveis de controle classificados como abertura total (azul claro), baixo (verde), moderado (azul), elevado (amarelo), alto (laranja) e severo (vermelho). 

A simulação mostra que São Paulo deveria impor um período de distanciamento de alto a severo até a segunda semana de julho, passando a moderado por 30 dias, finalizando então o protocolo de distanciamento a partir da metade de agosto. Note que com o controle adequado do distanciamento, o sistema de saúde não colapsaria e a abertura total se daria apenas quinze dias depois do final do colapso previsto no exemplo inicial. Osasco deveria impor um período de distanciamento alto até início de agosto, iniciando então períodos quinzenais intercalados de distanciamento severo seguidos de abertura total. Já São José do Rio Preto, demandaria um período longo de distanciamento severo e alto, que vai do final de maio até meados de outubro. Ou seja, a cidade de São Paulo poderia relaxar o período de distanciamento bem antes de Osasco e Rio Preto, sendo que Osasco poderia iniciar o distanciamento intermitente meses antes que Rio Preto.

Os cenários são bem distintos em cada cidade e trazem parâmetros para que medidas de restrição sejam adotadas de acordo com cada município.

No entanto, um dos autores desta pesquisa, Paulo J.S. Silva, observa que tais medidas devem ser orquestradas. “O estudo sugere que, de posse de dados confiáveis, é possível desenhar protocolos eficientes para a mitigação da Covid-19 nas cidades que consideram o que está ocorrendo em outras localidades com objetivo de evitar que toda economia do estado fique paralisada ao mesmo tempo. Acreditamos que esse modelo matemático é capaz de ajudar os governos e tomadores de decisão a balancear qual seria o melhor protocolo a ser adotado a fim de controlar a propagação da epidemia, levando também em conta os interesses econômicos e a ocupação dos leitos hospitalares. É preciso observar que a eficácia depende de decisões planejadas e as ações precisam ser vistas como um todo, levando em consideração o conjunto de todas cidades, ou regiões”, diz.

O grupo ModCovid19 trabalha em outras frentes de pesquisas que auxiliem no controle do novo coronavírus no Brasil. Este e outros trabalhos estão sendo reunidos em um website de apoio a gestores, população e comunidade científica.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Assistente Virtual para conter COVID-19

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André Carvalho

O projeto tem a intenção de fornecer de forma útil e acessível informações à população através de um Assistente Virtual sobre os sintomas do novo coronavírus, onde procurar auxílio como hospitais, postos de saúde, entre outras informações como isolamento social. Outro ponto importante é prover informações sobre a movimentação ou capacidade em tempo real sobre os hospitais e postos de saúde.

Dados atualizados sobre o coronavírus em São Paulo

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Wallace Casaca

Para informar a população com mais assertividade a respeito do número de casos de coronavírus em São Paulo, o professor Wallace Casaca, do campus da Unesp em Rosana e pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), teve a ideia de desenvolver um mapa interativo com informações atualizadas diariamente a respeito da doença em mais de 60 municípios do estado.

Uma pandemia, muitas quarentenas

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Com um sétimo da população chinesa, o Brasil superou a China em número de mortes por Covid-19 e daqui a uma semana deverá ter o dobro das mortes registradas naquele país, segundo projeção matemática do Imperial College de Londres. Enquanto as mortes aumentam, as medidas de distanciamento social vêm sendo relaxadas, e o movimento nas ruas cresceu desde o fim de março. Para um grupo de matemáticos e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), há uma explicação para isso: a quarentena brasileira foi mal planejada e, em algumas regiões, precoce. O preço que se paga por isso é a pressão para arrefecer o isolamento às vésperas do momento mais crítico da epidemia.

 

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Distribuição de processos no Supremo Tribunal Federal

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Julio Michael Stern

A distribuição dos processos no STF ou em qualquer tribunal tem que seguir o pressuposto de que o juiz não escolhe que casos vai julgar e as pessoas não decidem que juízes julgarão seus casos. O professor Julio Stern, do IME-USP e pesquisador do CEPID - CeMEAI, é um dos autores de um estudo de como essa aleatoriedade tem sido empregada historicamente.

Relações entre criminalidade e infraestrutura

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O projeto busca entender a relação entre os padrões de criminalidade e as características de cada região da cidade de São Paulo e já está sendo aplicado em São Carlos/SP para poder ajudar os formuladores de políticas públicas em suas decisões.

Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

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Como a matemática pode auxiliar em políticas de controle

 

O que o coronavírus tem a ver com matemática? Se pensarmos que toda epidemia é também um sistema complexo, uma rede que conecta pessoas e dissemina a doença, muita coisa! Por meio de equações e modelos matemáticos, é possível calcular a magnitude de uma epidemia e como ela se comporta entre as pessoas infectadas.

Especialista nessa área, Francisco Rodrigues, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), tem importantes trabalhos com cooperação internacional que tentam controlar ou minimizar, por meio de modelagem matemática, os impactos de uma epidemia, visando, entre outras aplicações, auxiliar em ações de controles epidemiológicos.

Ele analisou o coronavírus. Confira a entrevista:

 

Pesquisador analisa epidemia do coronavírus

O que o coronavírus tem a ver com matemática? Se pensarmos que toda epidemia é também uma rede que conecta pessoas e dissemina a doença, muita coisa! O professor Francisco Rodrigues, do Icmc Usp e pesquisador do CEPID - CeMEAI, desenvolve trabalhos na área e analisou a mais nova ameaça à saúde mundial. Confira:

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
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