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Ciência de Dados

Plataformas web sobre fake news, criptomoedas e covid-19 são apresentadas

Tecnologias foram desenvolvidas durante Mestrado Profissional do CeMEAI

 

plataforma fake news

 

Quantas vezes você já se perguntou se aquela notícia era mesmo verdadeira? A internet e redes sociais intensificaram as informações, mas também o volume de conteúdo falso ou manipulado, especialmente em assuntos relacionados à política.

O tema tem chamado cada vez mais a atenção de pesquisadores e também ganhou a atenção de um dos grupos do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI), um curso de pós-graduação stricto sensu oferecido pelo ICMC e um dos cursos da área de educação corporativa oferecidos pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI).

Nessa plataforma que pode ser acessada nesse link, a equipe criou um classificador que treinado em um conjunto de dados consegue com confiança distinguir as notícias verdadeiras das falsas. O usuário apenas precisa copiar e colar o texto que gera a dúvida no local indicado no site e obterá o resultado com precisão acima de 96%.

“O trabalho desenvolvido foi uma oportunidade de trabalhar com um tipo de problema que não é muito comum no ambiente do dia a dia de trabalho, além de criar um produto que pode gerar algum impacto na sociedade. Também a diversidade de opiniões no grupo de trabalho foi muito produtiva. O grupo era composto tanto por alunos da disciplina quanto os alunos de doutorado e pós-doutorado e cada um sempre trazia uma opinião e uma visão diferente sobre as nossas abordagens, disse Luiz Giordani do grupo que criou a plataforma para identificar fake news.

Mais do que estreitar relações entre a academia e o setor produtivo, o MECAI tem se fortalecido sobretudo como esse potencial desenvolvedor de novas tecnologias que auxiliem à população em geral.

Além dessa ferramenta para identificar fake news, outras duas plataformas web foram criadas pelos alunos do curso de Probabilidade & Estatística.

 

Antecipação do valor de mercado de criptomoedas

plataforma criptomoedas

Na plataforma web para antecipação do valor de mercado de criptomoedas o foco era em uma das grandes dificuldades de negociação das criptomoedas que se deve ao grau de volatilidade presente nessas séries de preços e do baixo conhecimento dos investidores nesse mercado. “Como os investidores contam com uma elevada exposição ao risco, grandes perdas ou ganhos podem ser gerados dependendo da posição adotada”, explicou um dos membros, Atila Ferreira Pessoa. “Dessa forma, se faz necessária a utilização de métodos matemáticos, estatísticos e computacionais refinados para determinação do momento mais adequado para entradas e saídas de posições, utilizando o histórico para entender o mercado e conseguir identificar os momentos mais adequados para tais negociações”.

 

Previsão e acompanhamento da Covid-19

plataforma covid

Outra tecnologia resultante do MECAI auxilia no acompanhamento de óbitos por Covid-19 em nível municipal. Os desenvolvedores se basearam em problemas como dificuldade de acesso aos dados referentes a evolução dos casos e óbitos e previsão do números de casos que acompanhassem os diferentes períodos da pandemia. E criaram o website que disponibiliza publicamente para cada município do Brasil o número de óbitos e taxas. Foram utilizadas duas modelagens distintas, uma com previsão de ondas a longo prazo e modelos de misturas para curto prazo. Também foi produzido um artigo científico explicando as metodologias utilizadas e resultados alcançados.

O coordenador dessa disciplina do MECAI, Francisco Louzada Neto, comentou sobre esses resultados, todos já aplicáveis e obtidos por intermédio de uma metodologia inovadora de educação corporativa. “Nós utilizamos uma metodologia baseada no PBL (Problem-based Learning) onde o foco é fazer com que o aluno passe a ser protagonista e deixe de ser um receptor de informações. No MECAI, combinamos o PBL com base nos problemas reais da indústria e sociedade, criamos para isso uma estrutura organizacional de uma empresa de consultoria onde todos os membros tem papel fundamental no desenvolvimento da tecnologia”, disse.

Louzada se mostrou satisfeito com os resultados apresentados na última edição do MECAI, uma vez que as plataformas já estão disponíveis e auxiliando a população com informações e dados confiáveis.

Para saber mais sobre o MECAI basta acessar a página.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

Mais informações:

Assessoria de Comunicação do CeMEAI

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Telefone: (19) 99199-8981

Artigo mostra o impacto da pandemia na economia mundial

Diego Nascimento, autor principal da publicação é pesquisador do CEPID/CeMEAI

 

pandemia economia

 

Denominado Dynamic graph in a symbolic data framework: An account of the causal relation using COVID-19 reports and some reflections on the financial world, o artigo que tem como pesquisador principal Diego Nascimento, membro do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), está auxiliando na difícil missão de medir os impactos econômicos mundiais gerados pela pandemia.

Recentemente publicado na Chaos, Solitons & Fractals, o artigo tem como objetivo descrever o espalhamento mundial do SARS-CoV-2 através de uma estrutura complexa via grafo direcionado, que relaciona as dinâmicas das forças de seus links ao longo do tempo. O período de tempo considerado dos dados foi o primeiro semestre de 2020 e é referente à taxa de infecção diária de 214 países. Posteriormente foram analisados seus impactos e tendências nos principais índices dos mercados financeiros mundial. “Este trabalho é inovador, pois desenvolvemos um modelo grafo dinâmico para dados intervalares, com base na representação de intervalo center-range, que reduz o espaço paramétrico dessas séries temporais multivariadas de alta dimensão, visando melhor descobrir relações causais entre as regiões mundiais. Essa fusão de dados é conhecida como Symbolic Data Analysis (SDA) que visa reduzir a dimensão dos dados e permite considerar informações complexas, conservando seus padrões ocultos, por meio de variáveis simbólicas”, explica Diego.

O autor conta ainda que o trabalho agregou os países em sete regiões distintas do planeta e estimou a causalidade de influência dessas regiões. “Em um segundo momento, foi visualizado os principais índices das bolsas do mundo e seus comportamentos, observando essencialmente quando a força da COVID-19 aumentou (e suas incertezas), explicando a queda das principais bolsas financeiras e chegando ao seu apogeu no momento de maior lockdown na Europa”.

O trabalho ganha relevância quando descreve o impacto da propagação da doença (direção/sentido) com os impactos empíricos dos desempenhos dos principais índices do mercado financeiro global. Vale ressaltar que todo esse descobrimento de causalidade entre essas séries temporais multivariadas tem como base somente as informações contidas nos dados (data-driven model).

Além de Diego, que trabalha atualmente na Universidade do Atacama (UDA-Chile), participaram do desenvolvimento dessa tecnologia os pesquisadores: Bruno Pimentel, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Renata de Souza, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Lilia Costa, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Sandro Gonçalves, da B3 financial market S.A.; e Francisco Louzada Neto, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP-São Carlos e Coordenador de Transferência de Tecnologia do Centro.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

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Tese na área de metagenômica é premiada por centro de pesquisa alemão

Trabalho do aluno Jonas Kasmanas estuda a influência das dietas no bioma humano

 

Jonas Coelho Kasmanas

 

O sequenciamento do genoma humano está pronto, no entanto, os dados gerados por estudos de sequenciamento são significativamente complexos. A falta de informação todavia não impede que as pesquisas avancem nessa área, pelo contrário: a bioinformática está em plena revolução e foi essencial, por exemplo, para o estudo, detecção e o desenvolvimento das vacinas contra o novo coronavírus.

A bioinformática é uma união de conhecimentos de diversas disciplinas, como a ciência da computação, biologia, medicina, matemática e estatística. E é também a área de pesquisa de Jonas Coelho Kasmanas, aluno de doutorado do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, ICMC/USP-São Carlos e da Leipzig University. Ele tem orientação dos professores André Ponce de Leon Carvalho (ICMC) e Peter Stadler, na Alemanha. Sua tese, denominada Analysis and Classification of Human Microbiomes: detection of bioindicators and optimization through machine learning, teve seu primeiro capitulo publicado como HumanMetagenomeDB: a public repository of curated and standardized metadata for human metagenomes. A tese, que conta com o apoio do CEPID-CEMEAI, foi um dos seis trabalhos vencedores do Helmholtz Information & Data Science Academy HIDA – um prêmio da Helmholtz Association of German Research, a maior organização cientifica da Alemanha.

Jonas explica que o foco do trabalho submetido à premiação é a influência de diferentes dietas no microbioma humano. “É certo que possuímos mais genes das nossas comunidades microbianas do que os próprios genes humanos. No eixo intestino/cérebro há muitas perguntas que podem inclusive levar à soluções para doenças psiquiátricas”.

Ainda segundo ele, atualmente, o número de metagenomas em repositórios públicos está aumentando exponencialmente. “Esses bancos de dados permitem que os cientistas reanalisem amostras e explorem novas hipóteses. No entanto, a mineração de amostras deles pode ser um fator limitante, uma vez que os metadados disponíveis nesses repositórios são frequentemente mal anotados, enganosos e descentralizados, criando um ambiente excessivamente complexo para reanálise de amostra. O objetivo principal da nossa pesquisa é simplificar a identificação e o uso de metagenomas humanos públicos de interesse”, explica Jonas.

Uma das respostas que podem surgir do trabalho de sequenciamento desenvolvido por Jonas é nos mostrar os impactos do consumo de determinados alimentos da chamada agricultura moderna que poderia nos expor à bactérias mais resistentes aos antibióticos, por exemplo. “Nesse estudo contamos com fezes fossilizadas não expostas às mesmas bactérias, o que pode nos levar a resultados distintos sobre descobertas de doenças para quem mantêm diferentes dietas, como àquelas baseadas no consumo de carnes ou não”.

E foi com esse estudo, que é parte de sua tese, que Jonas recebeu o reconhecimento do instituto de pesquisa alemão e um prêmio em dinheiro. “Vencer esse prêmio é um importante reconhecimento. Sabemos que no exterior as pesquisas são mais valorizadas. Muitas vezes, no Brasil, nos sentimos isolados. Saber que meu trabalho chamou a atenção de uma importante associação de pesquisa como a Helmholtz é, acima de tudo, uma mostra de que o que você está descobrindo está no caminho certo, é um incentivo para me dedicar e continuar”, finalizou Jonas.

 

Sobre o CeMEAI

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Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.


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Estudo relaciona uso correto de máscaras ao retorno seguro às aulas presenciais

Máscaras mal utilizadas podem elevar em mais de 1000% o risco de contágio nas escolas

 

O Grupo de Trabalho ModCovid19 - criado por pesquisadores de grandes universidades brasileiras para sistematizar as ações e pesquisas utilizando modelos matemáticos para simular fenômenos, comportamentos e possíveis cenários ligados à pandemia, acaba de atualizar um estudo que simula novos protocolos de segurança para o retorno seguro às aulas presenciais.

Em recente pronunciamento, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, fez um apelo para o retorno às aulas presenciais com segurança. Nesse sentido, a contribuição do estudo que tem membros do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), entre eles, o professor Tiago Pereira, do ICMC/USP São Carlos, refere-se a novos protocolos olhando especialmente para o uso correto de máscaras e os modelos mais eficientes.

 

Figura reabertura escolar

Esse foi o resultado da mais recente atualização do estudo. A simulação mostra um dado alarmante quando o retorno ocorre com máscaras mal utilizadas. Aumenta-se o risco de contágio em até 1141%. Se as máscaras forem bem utilizadas, cai para 757%. Mas esse número está bem longe do cenário ideal simulado. Com monitoramento de casos suspeitos, máscaras bem utilizadas pelos alunos e professores com máscaras do tipo PFF2, o risco despenca para apenas 20% de se contrair o vírus.

“Esta análise foi feita considerando ambientes fechados. Sabemos que o cenário pode melhorar muito com ventilação no ambiente, ao mesmo tempo que pode piorar muito também com o uso de ar condicionado nas salas. Mas um dos focos aqui é trazer a discussão para o uso correto de máscaras de proteção, uma vez que é comprovada a maior transmissão do vírus por aerossóis”, comenta Tiago.

O estudo considera máscaras mal utilizadas, aquelas de tecido de baixa qualidade ou mal colocadas/utilizadas dentro das escolas. Já o cenário bem utilizadas, parte de máscaras de tecido de boa qualidade, máscaras cirúrgicas ou as PFF2 que seriam de extrema importância pelo menos para os professores e totalmente recomendada para professores e alunos.

As turmas alternadas seguem tendo relevância no quadro de proteção como já demonstrado nesse estudo anterior.

Para turmas alternadas, o pesquisador explica que o estudo considera que todas as salas de aulas são divididas em dois grupos de alunos que frequentam a escola em dias alternados. Já o protocolo de monitoramento epidemiológico, consiste em algumas medidas tais como: na existência de um caso confirmado em uma sala de aula a mesma é suspensa por 14 dias; sintomáticos são testados e suspensos por 14 dias de acordo com o resultado do teste. Para os casos confirmados de familiares de membros da comunidade escolar, o envolvido é suspenso por 14 dias e testado, caso o teste seja positivo, a sala é suspensa adequadamente. Professores que tiveram contato com uma sala com caso confirmado na última semana, são testados e suspensos por 14 dias caso o teste seja positivo. Se o cenário for de dois casos em salas distintas na última semana, a escola é fechada pelo período de uma semana.

“Desde o início da pandemia já aprendemos muita coisa e é essencial que os protocolos acompanhem essas mudanças amparados pela ciência. Com esse modelo, a matemática confirma que é uma importante arma nessa luta contra o vírus, desde que os protocolos estudados e este conjunto de ações sejam mantidos, especialmente no cuidado com o uso adequado das máscaras”, finalizou Tiago.

O estudo foi realizado pelos pesquisadores Tiago Pereira e Edmilson Roque (USP), Claudio Struchiner (FGV e UERJ), Guilherme T. Goedert (Univ. Roma II, RWTH Aachen e CyI), Krerley Oliveira e Sérgio Lira (UFAL), Lucas Resende (IMPA), Ismael Ledoino (LNCC) e Juliano Genari.

 

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App Pandemic Stats BE é desenvolvido com apoio dos pesquisadores do CeMEAI

Dispositivo tem análises sobre a pandemia e tecnologia baseadas no Info Tracker

 

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De um estágio virtual, nasceu o app Pandemic Stats BE. Nele, é possível encontrar dados diferentes sobre a pandemia atual da Covid-19, numa parceria Brasil/Bélgica que teve início quando o pesquisador Cassio Oishi, do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas a Industria (CeMEAI) e professor da Unesp/Presidente Prudente, orientou os alunos Thibault Magnini e Jonas De Boeck, da UC Leuven-Limburg (UCLL).

Cassio explica que a orientação do estágio teve foco no estudo de tópicos em Matemática Computacional, e logo a seguir, os alunos estagiários iniciaram os trabalhos sobre dados e projeções da COVID-19 nas diferentes províncias da Bélgica. “Os dados são obtidos usando as atualizações diárias dos institutos de saúde. Além dos dados intocados, é possível encontrar resultados do processamento desses dados usando modelos matemáticos e algoritmos de IA para fornecer a gravidade da pandemia em diferentes províncias da Bélgica. Como resultado final da orientação, os alunos criaram um website e depois, avançaram no desenvolvimento do App”, explicou.

O professor disse ainda que a ideia era facilitar o acompanhamento da pandemia no país dos estudantes e que para isso, a metodologia matemática e as técnicas de inteligência artificial adotadas no aplicativo foram adaptadas da plataforma Info Tracker, desenvolvida pelo professor Wallace Casaca (Unesp/Rosana), em colaboração com o mestrando Fabio V.G. Amaral (FCT/Unesp).

“Atualmente estamos adaptando os dados da plataforma Info Tracker, em parceria com os alunos belgas, para adaptar o Pandemic Stats BE na criação de um App para os dados do Brasil”.  O pesquisador Cassio acredita que a versão do App com os dados do estado de São Paulo deve ser testada ainda esse mês.

 

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Robô para pré-sal é finalista de prêmio ANP de Inovação

Projeto é desenvolvido com apoio do CeMEAI em parceria com a Petrobras

 

louzada anp

Projeto já foi finalista do mesmo prêmio em 2019

 

O projeto de desenvolvimento do robô Annelida, uma unidade robótica remotamente controlada para realizar a limpeza de dutos de extração de petróleo do pré-sal é pela segunda vez finalista do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2020 do Ministério de Minas e Energia.

O projeto tem a participação de pesquisadores do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI): Francisco Louzada Neto, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos e Coordenador de Transferência de Tecnologia do Centro, José Alberto Cuminato, também do ICMC e diretor do Centro, Vera Tomazella, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Oscar Maurício Hernandez Rodriguez, do departamento de Engenharia Mecânica, EESC-USP .

Louzada explica que além da equipe da equipe do ICMC/USP, o projeto também conta com membros do SENAI de Florianópolis/SC, do SENAI de São Leopoldo/RS e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Cada uma dessas equipes trabalha em uma parte do desenvolvimento do robô. A nossa responsabilidade é garantir a confiabilidade do Sistema (Análise de Risco), utilizando técnicas da Engenharia, Matemática Aplicada e sobretudo, Estatística”, explicou.

O estudo chegou à final da Categoria I, que contemplava projetos desenvolvidos exclusivamente por instituições credenciadas, em colaboração com empresas petrolíferas, na área temática geral “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”.

Ainda segundo o pesquisador, o Annelida ajudará a Petrobras a reduzir perdas estimadas em bilhões de reais na substituição de dutos danificados e em lucros cessantes decorrentes da operação. O petróleo extraído do pré-sal sai do solo a uma temperatura de 60 a 70 graus C, mas vai se resfriando ao passar pelo oceano, um percurso de até 7 quilômetros, podendo chegar à temperatura de quatro graus. Esse resfriamento faz com que o óleo vá se solidificando e liberando hidratos e parafinas, que aderem à parede do duto, podendo entupi-lo.

 

robo

 

“Esta conquista, que repete o feito de 2019, é um importante reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Grupo de Modelagem de Risco do CeMEAI-ICMC junto a grupos de pesquisa de outras instituições e da Petrobras, e mostra o potencial de inovação da invenção. Estar entre os finalistas dessa premiação nos motiva ainda a nos empenharmos na tarefa de conduzir esse projeto ao caminho do sucesso”, comemorou Louzada.

Na primeira fase do projeto foi desenvolvido e validado o conceito do robô e seus componentes, com testes em ambientes controlados. Na fase 2, iniciada em janeiro de 2021, o robô está passando por testes em campo. A premiação ainda não tem data para ser realizada.

 

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Pesquisadora do CeMEAI auxilia na criação do Microscópio Virtual

Ferramenta apoia alunos de medicina na aprendizagem durante a pandemia 

microscopio virtual

A pesquisadora do CEPID-CeMEAI Gleici da Silva Castro Perdoná, professora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP, é coautora do artigo Virtual Microscopy as a Learning Tool in Brazilian Medical Education, que foi publicado pela conceituada revista Anatomical Sciences Education e apresenta resultados positivos sobre a percepção do uso da ferramenta por alunos do curso de medicina da FMRP.

Após a digitalização das lâminas, o grupo implementou um laboratório virtual com lâminas usadas nas disciplinas de histologia para que os alunos pudessem acessar o conteúdo em qualquer dispositivo, como notebook ou celular, com acesso à internet.

O trabalho começou em 2015 e, em 2019, a plataforma foi concluída no formato do laboratório virtual de microscopia. Com a pandemia de covid-19 em 2020, a ferramenta se tornou um recurso essencial para o enfrentamento dos desafios da educação remota emergencial, que se tornou uma regra em todas as disciplinas da Faculdade, o que obrigou os docentes a incorporarem o uso da tecnologia para se adequar à necessidade das aulas online.

As autoras do estudo apontam a excelente aceitação da ferramenta. “Examinar percepções sobre o manuseio, eficácia e satisfação sobre a aprendizagem nos dá subsídios para futuros investimentos, treinamentos diferenciados e melhor adequação do tempo de aula e estudo no processo de preparação laboratorial”, disse a professora Gleici da Silva Castro Perdoná.

 

frame gleici

A professora Gleici Perdoná é pesquisadora do CEPID-CeMEAI

 

Os alunos participantes do estudo foram divididos em dois grupos, sendo que um deles era composto por 91 estudantes que foram matriculados em 2015 e que usaram o microscópio tradicional e por 98 que foram matriculados em 2019 e que usaram a ferramenta digital e a analógica.

Um dado relevante é que 94,75% dos estudantes indicaram que o microscópio virtual é eficaz ou altamente eficaz, contra 45,83% para o microscópio tradicional. A maioria dos alunos, mais de 95%, apontou que a microscopia virtual foi importante ou muito importante para o crescimento do aprendizado e apenas uma pequena parcela considerou indiferente ou pouco importante quando comparado com a ferramenta analógica.

Ao comparar os dois grupos de alunos foi possível perceber que o desempenho acadêmico continuou igual. A performance foi verificada na avaliação das estruturas histológicas ou prova prática, que é uma avaliação focado no domínio cognitivo e envolve a identificação das estruturas nas lâminas preparadas com tecidos do corpo humano.

O artigo conta com a autoria da médica Fernanda Somera dos Santos e das professoras Katiuchia Uzzun Sales, Gleici da Silva Castro Perdoná e Mariana Kiomy Osako, todas da FMRP e colaboração da biomédica Márcia Gaião Alves.

Com informações do site da FMRP.

 

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Matemáticos projetam datas finais da vacinação contra a Covid em todo o Brasil

Plataforma já está no ar; confira a previsão para a sua cidade

 

painel covid

 

Um estudo desenvolvido por pesquisadores de grandes universidades brasileiras criou um modelo matemático que fornece previsões de quando a vacinação contra a Covid-19 será concluída em cada município brasileiro.

O sistema utiliza os dados disponibilizados pelo Governo Federal para obter o ritmo da vacinação em cada cidade e, com isso, projetar quando toda a população já terá recebido todas as doses necessárias do imunizante.

Nos cálculos, é considerado o ritmo de vacinação dos últimos 30 dias para projetar quando a vacinação será finalizada no Brasil. A previsão é atualizada de acordo com a chegada de novas vacinas, o aumento ou a diminuição do ritmo de vacinação e outros critérios que impactam na aplicação do imunizante.

O Painel de Vacinação da Covid-19 é aberto e está disponível para toda a população em cemeai.icmc.usp.br/painel-vacinacao. Dentro da plataforma, o usuário só precisa selecionar o estado e a cidade desejados e verá, além da projeção para o fim da vacinação, detalhes sobre doses aplicadas por dia, doses aplicadas com atraso, demanda diária por vacinas, vacinação precoce, abandono da vacinação e muito mais. Também é possível optar por ver os dados totais do Brasil – no dia do fechamento desta reportagem, por exemplo, a previsão é de que a vacinação no país seja completada em 25 de dezembro de 2022.

Outra grande preocupação dos pesquisadores para apresentar todas essas informações foi remover inconsistências nos dados oficiais. “Na base fornecida pelo Governo, existem milhões de dados com problemas. Há dados de vacinados que teriam nascido no século XIX, recebido a segunda dose em uma data anterior à primeira, recebido mais de uma dose no mesmo dia, recebido apenas a segunda dose, recebido vacinas diferentes e recebido a vacina antes de 2021”, explica o professor Krerley Oliveira, coordenador do Laboratório de Estatística e Ciência dos Dados da UFAL. “Nós fazemos a limpeza desses dados, fazendo com que as informações que mostramos tenham menos erros e sejam mais próximas da realidade do que as disponibilizadas oficialmente”, resume.

O Governo Federal disponibiliza os dados separados por estado. O estudo se debruçou sobre todos eles e, a partir do arquivo relativo a cada unidade da federação, indicou as inconsistências existentes em cada um. Os detalhes dessas anomalias também estão publicados na plataforma.

Com os dados mais limpos e apresentados de forma didática, o pesquisador acredita que estados e municípios podem utilizá-los para combater a pandemia de forma mais adequada. “Os dados disponibilizados na plataforma podem ser utilizados para a tomada de decisão em políticas públicas. Imagine que o governo de uma determinada cidade perceba que muitas pessoas não tomaram a segunda dose, por exemplo. Com essa informação em mãos, é possível realizar campanhas de conscientização. A ferramenta pode ser importante também para moradores de cidades pequenas, por exemplo, que não têm muitas informações sobre a vacinação”, complementa.

O projeto faz parte do grupo ModCovid19, formado por pesquisadores de todo o Brasil que desenvolvem diversas pesquisas a respeito da pandemia. “Nós começamos os trabalhos com o Instituto Serrapilheira e quem deu a estrutura foi o CeMEAI. Atualmente, esse é um projeto do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), explica Tiago Pereira, professor da USP e um dos coordenadores do grupo. A plataforma foi desenvolvida pelo do Laboratório de Estatística e Ciência dos Dados da UFAL.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

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Abertura de escolas sem protocolos aumenta em 270% o risco de contágio

Imunização, testagem e fechamentos intermitentes elevam proteção, aponta estudo 

 

O atual modelo de volta às aulas com presença de alunos apenas intercalada é suficiente para controlar infecções pelo novo coronavírus?  A pergunta foi feita pela prefeitura de Maragogi-AL a matemáticos e pesquisadores que fazem parte do projeto ModCovid19, apoiado pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e selecionado pelo Instituto Serrapilheira em uma chamada de projetos emergenciais para análise da crise sanitária da COVID-19.

A resposta alarmante, de que esse modelo poderia elevar em até 270% o risco de contágio nas escolas, em 80 dias de funcionamento, está na nota técnica Quantificando o impacto da reabertura escolar durante a pandemia de covid-19, coordenada por Claudio Struchiner (FGV e UERJ) , Tiago Pereira (USP/ São Carlos e CeMEAI) e equipe. 

A mesma nota apresenta a simulação de um modelo que indica que a imunização, somada a outros protocolos, incluindo testagem, monitoramento e fechamentos intermitentes apresentam um ambiente bastante seguro para proteger a comunidade escolar onde o aumento de casos poderia cair para a casa dos 18% e na cidade como um todo, 3%. 

Para chegar a tais resultados, a modelagem para a retomada de aulas presenciais em escolas públicas utilizou dados demográficos, socioeconômicos e epidemiológicos do já citado município escolhido como estudo de caso: Maragogi-AL, com aproximadamente 33 mil habitantes, e trabalhou com quatro cenários possíveis.

No primeiro, cenário A - a análise se baseou no contágio comunitário com escolas fechadas, no cenário B -  a reabertura com turmas e horários reduzidos: turno escolar de 2 horas, turmas separadas em dois grupos, com aulas presenciais em dias intercalados. Já no cenário C -  haveria reabertura reduzida com funcionários imunes: turno escolar de 2 horas, turmas separadas em dois grupos, com aulas presenciais em dias intercalados e funcionários imunizados. E por fim, no cenário D- o estudo partiu de uma reabertura reduzida com monitoramentos e fechamentos temporários: turno escolar de 2 horas, turmas separadas em dois grupos, com aulas presenciais em dias intercalados, estudantes são testados e isolados (14 dias) quando sintomáticos ou quando familiar for confirmado positivo, se estudante for confirmado positivo, seu grupo é suspenso por 14 dias, se mais de um grupo apresentar estudantes positivos, a escola é fechada por 7 dias.

 

Nota Reabertura Escolar

"O cenário D foi bastante efetivo para proteger a comunidade escolar (aumento de casos em 18%) e a cidade como um todo (aumento de 3%). Estes resultados são consideravelmente robustos, permanecendo qualitativamente os mesmos quando testamos o caso em que apenas metade das famílias notificam casos positivos entre seus membros ", conclui a nota técnica.

" A nota destaca ainda que o fechamento intermitente requer que as escolas fechem em média 40% dos dias. Considerando também o fechamento parcial de turmas, cada estudante teve em média 2,5 horas de aula por semana, porém esse apresentou-se o cenário mais seguro ", explicou o pesquisador Tiago Pereira.

Segundo ele, o modelo poderia ser aplicado a qualquer município, demonstrando a importância de se  avaliar quantitativamente o efeito de diferentes protocolos de reabertura para a deliberação de retomada de aulas presenciais e semipresenciais em escolas públicas brasileiras. "Torna-se responsabilidade dos gestores pesar estas avaliações para desenvolver protocolos de ações efetivas para a reabertura segura de nossas escolas", disse.

O estudo serve de alerta para que uma reabertura sem nenhuma medida de monitoramento de casos na comunidade escolar, mesmo com turmas reduzidas, pode aumentar, como já dissemos, o total de infectados na população escolar em até 270%, em 80 dias de funcionamento escolar. 

Conclui ainda que a vacinação de profissionais é uma medida essencial para potencializar o efeito da redução de turmas. Ainda assim, na ausência de outras medidas de monitoramento e quarentena, o contágio pode aumentar em 178% o risco de infecções dentro da população escolar.

O grupo é coordenado pelos Professores Claudio Struchiner (FGV e UERJ) e Tiago Pereira (USP e Cemeai). Modelagem e desenvolvimento são supervisionados por Guilherme T. Goedert (Univ. Roma "Tor Vergata", RWTH Aachen e Cyprus Institute), e realizados por Juliano Genari e Ismael Ledoino (LNCC). Análise de dados foi feita foi Lucas Resende (IMPA) e Edmilson Roque (USP). O modelo foi alimentado com dados providenciados pelos Professores Sérgio Lira e Krerley Oliveira (UFAL).

Para mais informações, acesse aqui o documento completo: Quantificando o impacto da reabertura escolar durante a pandemia de covid-19.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira – Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI: 

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Como a matemática está auxiliando rede de municípios na pandemia

Info Tracker é utilizado pelo poder público como apoio de gestão

 

info tracker

 

Em um momento em que todos buscam respostas para entender e minimizar os efeitos da pandemia da COVID-19, a união de esforços nunca foi tão relevante, especialmente no mundo acadêmico. Descobertas têm sido partilhadas em tempo recorde na intenção de frear os impactos para a população e salvar vidas.

O sistema Info Tracker - desenvolvido com o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI - CEPID FAPESP), permite monitorar o avanço da doença e utiliza matemática e inteligência artificial para projetar o número de infectados, mortes, pacientes recuperados, entre outros dados no Estado de São Paulo e Brasil.

Trata-se de uma referência para consultas e tomadas de decisão que está auxiliando também a Rede Nacional de Consórcios Públicos dos Municípios, que agrega mais de 2 mil cidades brasileiras.

O presidente, Victor Ivo Borges, comentou a parceria. “A plataforma digital auxilia sobremaneira nas produções de informações aos gestores para tomada de decisão frente à pandemia”.

victor borges

Victor Ivo Borges, presidente da rede de municípios

O Info Tracker foi criado em junho de 2020 por cinco matemáticos e cientistas da computação, entre eles, o matemático e cientista de dados Wallace Correa de Oliveira Casaca, docente da Unesp/Rosana e pesquisador do CeMEAI.  Wallace conta que a equipe tem sido procurada por gestores interlocutores de diversas cidades do estado como Limeira, Barretos e Presidente Prudente, em busca de apoio para interpretar dados e compreender melhor a situação epidemiológica. “O contato com a Rede Nacional, por intermédio do seu presidente, o Victor, amplia a possibilidade de trazer a outros municípios parâmetros matemáticos capazes de observar a realidade em cada cidade e prover aos seus gestores os números sobre o comportamento diário da crise e necessidade de ações de curto e longo prazo”, explica.

Victor observa que os modelos matemáticos preditivos fortalecem o planejamento e a estratégia. “Os modelos indicam as tendências diante dos comportamentos e da dinâmica da doença. Saúde e Matemática andando juntas. O Professor Wallace e toda equipe são peças chaves neste contexto”.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Sobre o RNCP

A Rede Nacional de Consórcios Públicos fomenta e articula políticas públicas em favor os Consórcios Públicos em todos os Estados da Federação. A articulação se dá com os entes dos governos municipais, Estaduais e Federal. A Rede defende a solução Consorciada para várias gestões como nas áreas de saúde, saneamento, meio ambiente, desenvolvimento regional, tributária e outras.

 

Raquel Vieira – Comunicação CeMEAI

 

Mais informações

Assessoria de Comunicação do CeMEAI

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