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Comunicação CeMEAI

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Seminário de Coisas Legais está de volta!

Retorno pós-pandemia terá sistema decimal fracionário por Simon Stevin 

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Na próxima sexta-feira, 24 de junho, às 13h13, todos reunidos novamente (ainda com máscaras), no auditório Professor Fernão Stella de Rodrigues Germano, para o retorno do Seminário de Coisas Legais, o primeiro pós-pandemia e que trará como palestrante João Carlos Vieira Sampaio (professor da UFSCar), demonstrando que o sistema decimal fracionário é uma coisa legal sistematizada por Simon Stevin.

O evento, que relaciona matemática a temas curiosos, de cultura e ciência, ocorre periodicamente, desde 2011, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, com apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI).

Em mais de uma década, o público do Seminário de Coisas Legais já aprendeu e se divertiu muito com a forma como o evento mostra a matemática que já esteve em um ensaio sobre o psiquismo, em como emagrecer, no teorema do sanduíche de presunto, em quantos tanques se ganha uma guerra e tantos outros temas apresentados sempre de forma extrovertida e cativante.

A iniciativa é coordenada pelos professores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos Leandro Aurichi e Marina Andretta, que também é pesquisadora do CeMEAI.

“Depois de um pouco mais de 2 anos sem os Seminários, voltamos com ele agora, neste semestre em que as aulas presenciais voltaram também. Esperamos que agora possamos retomar o ritmo de antes. Como já estamos chegando no fim do primeiro semestre, é provável que o próximo seja no semestre que vem. Quem tiver interesse em apresentar, entre em contato com a gente! E venham participar!”

A palestra é aberta ao público e não é necessária inscrição prévia. Basta comparecer às 13h13, de máscara, no auditório Professor Fernão Stella de Rodrigues Germano, que fica no bloco 6 do ICMC.

Confira o resumo da apresentação:

Título: O sistema decimal fracionário, uma coisa legal sistematizada por Simon Stevin

Resumo: A coisa legal pensada por Simon Stevin, no século 16, criar uma representação de frações, o de frações decimais, que evitasse o uso de frações ordinárias na matemática comercial, que era uma prática comum na época.

Um pouco antes, no século 13, a coisa legal foi o Fibonacci trazer o sistema decimal para a Europa, com a representação de inteiros e frações como fazemos hoje. Antes de Fibonacci, os comerciantes anotavam suas transações em numerais romanos! Mas com a novidade de Fibonacci os comerciantes se atrapalhavam ao calcular a soma de frações como 8/13 + 5/8. Aí chega Simon Stevin e diz que esta soma pode ser aproximada por 0,61538 e 0,62500, e estes números podem ser somados tal como são somados dois inteiros. Assim foi simplificada a aritmética da vida comercial. Mas Simon Stevin percebeu também que existiam dízimas periódicas e propôs uma forma de como lidar com elas. Vamos ver como ele fez isso, usando mais algumas coisas legais.

 

Raquel Vieira – Comunicação CeMEAI

 

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Tecnologia apoiada pelo CeMEAI deverá alertar moradores de Rio Branco sobre enchentes

Tratativas para implantação do sistema foram discutidas em reunião na AUSPIN

 

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Há dez anos, a ideia inicial era desenvolver e oferecer, no futuro, um sistema completo de monitoramento antienchente como software livre e gratuito para municípios brasileiros. Hoje, a tecnologia batizada e-Noé, já alerta os moradores de áreas em risco em tempo real.

Rio Branco, capital do Acre, poderá ser o próximo município beneficiado por esse sistema que tem coordenação do cientista da computação Jó Ueyama, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP de São Carlos, pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI). A pesquisa conta com o apoio da FAPESP e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

Uma reunião para estabelecer a possível parceria com a capital acreana foi realizada em São Paulo com pesquisadores do projeto, prefeito Sebastião Bocalom Rodrigues, secretários municipais, representantes e Luiz Henrique Catalani, coordenador da Agência USP de Inovação.

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Segundo Jó, um dos princípios do projeto sempre foi ampliar o número de cidades que podem se beneficiar com essa tecnologia que ele descreve como acessível, ágil e barata para prever e avisar em tempo real sobre o risco de alagamentos. Além de São Carlos, onde o protótipo foi testado e o sistema implantado com sucesso, o e-Noé já monitora também a cidade de Rio do Sul, em Santa Catarina, com coordenação da Defesa Civil.

“O diferencial desse sistema é também o custo do kit com sensores, de fácil montagem e orçado em média em R$ 1,4 mil cada: R$ 400 o valor de cada protótipo e mais R$ 1 mil a instalação. Cada conjunto é formado por dois sensores analógicos, com funções específicas. O primeiro mede a pressão do corpo d’água, para informar secas e enchentes. O segundo analisa a turbidez aquática, um indicativo de poluição”, explicou o pesquisador.

“Ficamos contentes com o interesse do prefeito de Rio Branco que nos procurou e estamos analisando a viabilidade da transferência do software do detector de enchentes por intermédio da AUSPIN”, disse Jó.

Nas redes sociais e canais da prefeitura, o prefeito reiterou precisar muito da tecnologia para monitorar os rios que, segundo ele, quase todos os anos castigam a cidade, prejudicando inúmeras famílias. “Desde o ano passado, estamos fazendo tratativas com o Dr. Jó nesse sentido, queremos importar para Rio Branco essa tecnologia já implantada em outros municípios para que também consigamos diminuir as dificuldades que temos com as enchentes”, enfatizou.

 

Sobre o CeMEAI  

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional. Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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Seiji Isotani é eleito para cargo na Sociedade Internacional de Inteligência Artificial

Pesquisador torna-se 1º membro latino-americano do comitê executivo da IAIED

 

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Em meio a correria antes de embarcar para os Estados Unidos, onde passará uma temporada como professor visitante na Universidade de Harvard, Seiji Isotani, professor do ICMC/USP, de São Carlos e pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) foi eleito para o Comitê Executivo da Sociedade Internacional de Inteligência Artificial na Educação

Foi a primeira vez que um latino-americano foi eleito para o cargo que terá duração de seis anos. “Essa sociedade tem 25 anos de história e é a principal responsável pelos avanços científicos do uso, aplicação e desenvolvimento da IA, dentro do contexto educacional”, ponderou Seiji.

“A Sociedade tem como principal missão criar técnicas de Inteligência Artificial, desenvolvendo modelos, algoritimos e ferramentas de apoio aos professores, alunos e gestores de instituições de ensino do mundo todo. Também trabalhamos com políticas educacionais para que esses gestores tenham na IA o suporte necessário para tomada de decisões. A IAIED trabalha nessas vertentes em todos os países, com universidades relevantes internacionalmente”.

Ainda segundo Seiji o Comitê Executivo tem papel relevante no comando das ações, sendo o responsável, por exemplo, pelas decisões de investimentos de recursos e ações a serem tomadas pela Sociedade. “A eleição dos membros do comitê ocorre a cada dois anos. Em 2022 foram vinte candidados interessados altamente qualificados para ocupar as seis vagas disponíveis. Neste contexto, tive a honra de estar entre os eleitos para uma gestão de seis anos. É gratificante ser reconhecido pelos meus pares por meio do voto como representante da comunidade para ajudar a Sociedade a construir os rumos da pesquisa nesta área, contribuindo com a IA e a Educação e, por consequência, com a criação das bases científico-tecnológicas para que cada aluno/professor/gestor tenha o suporte adequado para atingir seu máximo potencial”, finalizou Seiji.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira - Comunicação CeMEAI

 

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8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais - MRS - Problema 1

 

A MRS Logística participou do 8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, realizado pelo CeMEAI, com a apresentação de dois problemas. Conheça um deles e confira o relato de quem participou dos estudos!

 

8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais - MRS - Problema 1

A MRS Logística participou do 8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, realizado pelo CeMEAI, com a apresentação de dois problemas. Conheça um deles e confira o relato de quem participou dos estudos!

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça-feira, 31 de maio de 2022

Reunião no CeMEAI marca avanços em parceria para cidades inteligentes

Projeto piloto do centro IARA é desenvolvido em Canaã dos Carajás/PA

 

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Na última segunda-feira (23), representantes da cidade de Canaã dos Carajás, no Pará, visitaram a sede do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) para uma reunião a respeito da parceria que vem desenvolvendo iniciativas no sentido de transformar o município paraense em uma cidade inteligente.

Iniciado em 2020, o trabalho é um esforço conjunto entre Canaã dos Carajás e o projeto Inteligência Artificial Recriando Ambientes (IARA), que conta com o apoio do CeMEAI. O principal objetivo do IARA é o desenvolvimento de pesquisa e tecnologia nas áreas de Inteligência Artificial e Internet das Coisas de 5ª geração, mas já visando a 6ª geração com modelos focados no desenvolvimento de eixos principais como comunicação, energia, mobilidade, saneamento, segurança, saúde, educação e lazer.

A reunião desta semana foi pautada em discutir os próximos passos da parceria. “No início da colaboração, foi montada a infra-estrutura na cidade, com recursos para comprar um servidor para armazenar e processar dados, e feitas algumas provas de conceito na parte de saúde, segurança, detecção de água parada, que pode ser foco do mosquito da dengue e leishmaniose, e também um aplicativo para a população poder conversar com a prefeitura, pedir serviços e acompanhar como os serviços estão sendo realizados. Esse é o ponto em que estamos atualmente. Agora vem a segunda fase, que é colocar tudo isso pra rodar na cidade”, explica o professor André de Carvalho, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, pesquisador do CeMEAI e um dos coordenadores do IARA.

“O nosso intiuito não é apenas pensar em inovação e tecnologia para a gestão, mas é pensar tudo isso para a nossa cidade, para a nossa população. E aqui, ao conhecer os professores, conhecer todo o projeto aqui, também desenvolvido na USP e apresentado pelos professores, a gente entende que é algo bem maior mesmo e que nós estamos no caminho certo, que é o planejamento, não apenas sonhar, idealizar, sem planejar”, comemora a prefeita de Canaã dos Carajás Josemira Gadelha.

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Além do ICMC e do CeMEAI, o IARA conta com cerca de vinte universidades do Brasil e do exterior, governos e iniciativa privada. Uma das instituições que fazem parte da rede é a Facens, da cidade de Sorocaba, em São Paulo, que é responsável pela coordenação de educação e transferência de conhecimento do projeto. O reitor da Facens, Fabiano do Prado Marques, também participou da reunião. “Já existe o desenvolvimento de algumas metodologias, de alguns modelos de inteligência artificial que propiciam algumas facilidades pra vida na cidade no dia-a-dia, como, por exemplo, identificação de lixo, de sujeira, monitoramento em câmeras de segurança. Diversas aplicações da inteligência artificial já estão sendo trabalhadas, algumas delas já em prática, tanto que nas prefeituras, como em Canaã dos Carajás, mas também em empresas parceiras, como, por exemplo, no grupo Splice, que já tem diversas soluções, como a parte de governança de gestão inteligente de iluminação pública. Onde isso vai parar? Acho que nem nós sabemos responder essa pergunta ainda, mas é um futuro promissor, são quase 100 pesquisadores no grupo e diversas empresas de tecnologia de ponta. A ideia é criar um ecossistema bastante promissor e com aplicações usadas no país inteiro e talvez até no mundo inteiro. Pra frente, o céu é o limite”, prevê.

Além de André, Josemira e Fabiano, também participaram da reunião Nandamudi Vijaykumar, de Unifesp e INPE e Coordenador de Relações Internacionais do IARA, Renato Francês, da UFPA e Coordenador de Relações Nacionais do IARA, Acioly Cancellier, do INPE e Coordenador de Relações Institucionais do IARA, e Luísa Paseto, aluna de pós-doutorado do ICMC. Da comitiva de Canaã dos Carajás, vieram Roberto Andrade Moreira, Jorge Tomazi Trajane e Jefferson de Almeida Silva.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI

 

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Estudo apoiado por supercomputador do CeMEAI é premiado pela SBMAC 

Artigo aborda cenários para a cobertura do solo no Brasil

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O artigo "Disclosing contrasting scenarios for future land cover in Brazil: Results from a high-resolution spatiotemporal model", que trata sobre os cenários contrastantes para a futura cobertura do solo no Brasil, foi escolhido pela Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) como o vencedor da segunda edição Prêmio Johannes Kepler. A premiação, que existe desde 2020, tem como objetivo promover e estimular a produção científica nacional de excelência em Matemática Aplicada com características multidisciplinares.

O estudo, elaborado por Arthur Nicolaus Fendrich (ESALQ/USP), Alberto Barretto (ESALQ/USP), Vinícius Guidotti de Faria (Imaflora), Fernanda de Bastiani (UFPE), Karis Tenneson (SIG-GIS), Luis Fernando Guedes Pinto (Imaflora) e Gerd Sparovek (ESALQ/USP), foi motivado pela necessidade de se obter informações sobre a dinâmica das mudanças na cobertura da terra, visando melhorar as ações práticas de conservação.

Segundo o artigo, o cenário político do Brasil, que de 2018 para cá passa por uma das piores recessões econômicas da história, provocou mudanças nos padrões de cobertura da terra. Com planos de desenvolvimento invasivos, conforme o estudo, a conservação ambiental está ameaçada e os efeitos potenciais desta exploração ainda são desconhecidos. Assim, neste trabalho, os autores buscaram construir um modelo que avaliasse as consequências dessas ações na cobertura do solo em um futuro não tão distante.

Para o desenvolvimento do trabalho, os autores utilizaram o cluster Euler, supercomputador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Segundo Arthur Fendrich, primeiro autor do artigo, o equipamento foi fundamental para a produção realizada.

"Sem dúvida alguma o cluster Euler foi fundamental para a elaboração do trabalho. Todos os processamentos envolvidos no artigo demandaram um tempo muito grande de computação e uma quantidade também bastante significativa de armazenamento. Por isso, foi e ainda é muito importante poder contar com uma infraestrutura tão avançada, complexa, estável e bem gerida como o Euler. Eu inclusive gostaria de agradecer muito a todos os envolvidos na concepção, gestão e manutenção dele pelo bom trabalho e pela assistência e suporte contínuos a nós e outros usuários", afirma.

O autor também falou sobre as motivações para a realização do estudo. Segundo ele, o Brasil é um dos maiores países do mundo, e há muito interesse envolvido no estudo de sua cobertura do solo. Fendrich destaca que os biomas brasileiros têm uma enorme importância ambiental, por exemplo, para a preservação da biodiversidade e para o sistema climático global. Além disso, o país é muito relevante para a produção de alimentos e commodities no mundo.

O pesquisador ainda ressalta que existem muitos trabalhos sobre cenários futuros de uso do solo na literatura, vários deles focando em períodos bastante longos de tempo - dezenas ou centenas de anos. Todavia, no Brasil, a preocupação e o leque de possibilidades são grandes mesmo no curto prazo.

"Em anos recentes, por exemplo, os números de desmatamento e degradação florestal têm aumentado muito, o que gera enorme preocupação. Foi dentro desse contexto que nós saímos em busca de dados e métodos que nos pudessem auxiliar a montar uma referência do que pode vir a ser o amanhã da cobertura do solo no Brasil", completa.

Arthur também contou sobre a sensação de vencer um dos prêmios mais importantes dentro da área de Matemática Aplicada. O pesquisador afirma que, desde o momento em que o grupo teve a ideia até o dia da publicação, foram quase três anos buscando novos dados e métodos e fazendo inúmeros testes e experimentos.

"Todo esse longo processo poderia ser documentado em muitas páginas e mesmo a filtragem dos resultados para apresentação no artigo foi fruto de um processo bastante cauteloso. Além disso, a pesquisa é bastante multidisciplinar e fazer as áreas conversarem é sempre um desafio. Por tudo isso, foi muito gratificante e ficamos muito honrados quando recebemos a notícia de que uma instituição tão importante e respeitada quanto a SBMAC tinha escolhido nosso trabalho para o prêmio Johannes Kepler", finaliza.

Membra da SBMAC e também autora do projeto, Fernanda De Bastiani comenta sobre a sensação de vencer o prêmio.

"É um sentimento de satisfação pelo reconhecimento da parceria frutífera na realização deste trabalho. É uma alegria saber que trabalhos com caráter interdisciplinar estejam sendo reconhecidos na área de Matemática Aplicada e ganhando visibilidade", celebra.

 

Sobre o Prêmio Johannes Kepler

O Prêmio Johannes Kepler, instituído pela SBMAC, oferece aos vencedores a quantia de R$10 mil e também um diploma certificado pela Sociedade. Podem concorrer ao prêmio artigos científicos publicados em revistas de circulação internacional e com corpo editorial de reconhecida competência, dedicados a temas que exijam forte interação entre a Matemática e outro ramo do conhecimento científico.

Além disso, pelo menos um dos autores deve atuar profissionalmente no Brasil e pelo menos dois dos autores devem ter formação em áreas de pesquisa distintas, tendo uma delas estreita ligação com a Matemática.

Em 2022, os vencedores superaram outros artigos divulgados entre os anos de 2017 e 2021. A comissão julgadora foi composta por José Mario Martínez (presidente), Pablo Ferrari, André Ponce de Leon Carvalho e Soledad Aronna.

A partir da edição 2022, o Prêmio Kepler é patrocinado pela revista Computational and Applied Mathematics da SBMAC.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

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8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais - CEPEL

 

O CEPEL/Eletrobras participou do 8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, realizado pelo CeMEAI. Conheça o problema apresentado pela instituição e confira o relato de quem participou dos estudos!

 

8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais - CEPEL

O Eletrobras Cepel participou do 8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, realizado pelo CEPID - CeMEAI. Conheça o problema apresentado pela instituição e confira o relato de quem participou dos estudos!

Publicado por CEPID - CeMEAI em Quarta-feira, 18 de maio de 2022

Estudo sobre demanda de EPIs em hospitais é publicado na Knowledge-Based Systems

Modelo foi desenvolvido durante a pandemia por pesquisadores do CeMEAI e da Bionexo

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O estudo denominado Safety-Stock: Predicting the demand for supplies in Brazilian hospitals during the COVID-19 pandemic, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), em parceria com a empresa Bionexo, ganhou destaque internacional recentemente ao ser publicado pela Knowledge-Based Systems.

“Neste sistema, construímos modelos estatísticos que combinam dados históricos de consumo de equipamentos de proteção individual (EPIs) por hospitais, protocolos atuais de seus usos e dados epidemiológicos relacionados à doença para obter modelos preditivos de demanda por equipamentos de proteção individual em hospitais brasileiros durante a pandemia”, explicou uma das autoras Cibele Russo Novelli.

A plataforma já foi implantada com sucesso no Brasil e o modelo adaptado para a Argentina. Ela estima a quantidade necessária de EPIs e insumos por unidade hospitalar em determinada região com base em dados históricos e curva epidemiológica, permitindo projetar o consumo futuro e incentivando a solidariedade entre os hospitais, com o objetivo de assegurar que os estoques sejam usados de maneira efetiva em favor da população, especialmente durante a pandemia quando os materiais tornaram-se limitados na luta global para atender e salvar vítimas da Covid-19.

A solução só foi possível com a soma de esforços de pesquisadores dos laboratórios de Estatística e de Otimização (ICMC/USP), Centro de Estudos de Risco (CER), Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e da iniciativa privada, por intermédio da empresa de soluções digitais para gestão de processos em saúde, a Bionexo.

“A publicação no periódico de alto impacto Knowledge-Based Systems é um importante reconhecimento desta colaboração entre a academia e a empresa, estabelecida no início da pandemia de COVID-19 no Brasil. Naquele momento, as desigualdades de acesso à saúde se intensificaram com a escassez de EPIs em muitos hospitais brasileiros. Em poucas semanas de trabalho intenso, a ferramenta foi desenvolvida e disponibilizada para o uso dos hospitais. Mais tarde, ainda em 2020, uma adaptação da metodologia foi produzida em parceria com a Bionexo Argentina, levando em consideração a situação pandêmica local e a disponibilidade de dados de acesso público do país”, observou Cibele.

O coordenador de Transferência Tecnológica do CeMEAI, Francisco Louzada Neto, que também é um dos autores da pesquisa, lembrou que a parceria com a empresa Bionexo teve início no Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais. “Importante ter tecnologia desenvolvida por uma equipe de brasileiros que agrega tanto acadêmicos quanto profissionais da indústria. Essa parceria só foi possível porque o Cemeai atendeu a empresa em um dos workshops organizados para aproximar a matemática da indústria. O laço de confiança com a Bionexo foi estendido e fez com que essa tecnologia fosse desenvolvida, auxiliando mais pessoas ao redor do mundo a vencer desafios da pandemia com auxílio da estatística”, comentou.

Contribuíram com o estudo os pesquisadores Oilson Alberto Gonzatto Jr (ICMC/USP e UFSCar), Diego Carvalho Nascimento (Universidade do Atacama, Chile), Cibele Maria Russo Novelli, Marcos Jardel Henriques, Caio Paziani Tomazella e Maristela Oliveira Santos (ICMC/USP), Denis Neves, Diego Assad. Rafaela Guerra e Evelyn Keise Bertazo (Bionexo), José Alberto Cuminato e Francisco Louzada Neto (ICMC/USP).

 

Sobre a Bionexo

A Bionexo é uma empresa de tecnologia que oferece soluções digitais para gestão de processos na saúde.

Através de soluções digitais de alta performance, promove a automação de processos, aumentando a visibilidade e transparência da informação para uma tomada de decisão mais rápida e inteligente.

Fundada em 2000, a Bionexo conhece a complexidade que envolve o negócio da saúde, o que a torna a maior referência na construção de soluções digitais em nuvem para saúde, contribuindo decisivamente para a profissionalização do setor.

 

Sobre o CeMEAI

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O CeMEAI é estruturado para promover o uso de ciências matemáticas como um recurso industrial em três áreas básicas: Ciência de Dados, Mecânica de Fluidos Computacional e Otimização e Pesquisa Operacional.

Além do ICMC-USP, CCET-UFSCar / IMECC-UNICAMP / IBILCE-UNESP / FCT-UNESP / IAE e IME-USP compõem o CeMEAI como instituições associadas.

 

Raquel Vieira – Comunicação CeMEAI

 

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8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais - CCEE

 

A CCEE participou do 8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, realizado pelo CeMEAI. Conheça o problema apresentado pela instituição e confira o relato de quem participou dos estudos!

 

8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais - CCEE

A CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica participou do 8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, realizado pelo CeMEAI. Conheça o problema apresentado pela instituição e confira o relato de quem participou dos estudos!

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça-feira, 10 de maio de 2022

8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais - Imaflora

 

O Imaflora participou do 8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, realizado pelo CeMEAI. Conheça o problema apresentado pela instituição e confira o relato de quem participou dos estudos!

 

8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais - Imaflora

O Imaflora Brasil participou do 8º Workshop de Soluções Matemáticas para Problemas Industriais, realizado pelo CeMEAI. Conheça o problema apresentado pela instituição e confira o relato de quem participou dos estudos!

Publicado por CEPID - CeMEAI em Terça-feira, 3 de maio de 2022
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